O desvio da produção devida a um credor é uma situação comum no agronegócio e prejudica a liquidez de agroindústrias e outros financiadores. Para evitá-la, é necessário saber quando começará a colheita e o quão avançada ela está. Abaixo, compartilho com você como evitamos o desvio da safra de um de nossos clientes, que resultaria em um prejuízo de R$320000.


Um de nossos clientes é um grande player internacional no segmento de agroquímicos e tem se destacado no cenário nacional, expandindo sua participação na agricultura brasileira com a produção de herbicidas, inseticidas, fungicidas e reguladores de crescimento.

Um método interessante para rápida capilarização no agronegócio brasileiro é o fornecimento de linhas de crédito para revendas de insumo. Essas revendas são responsáveis pela análise, negociação, logística, acompanhamento e recebimento da indústria em prazo safra. As agroindústrias, por outro lado, ficam dependentes das informações repassadas pelas revendas.

Esse cliente utiliza o FIDES, sistema de gerenciamento de riscos da TerraMagna, para acompanhar todos os seus financiamentos em prazo safra.

Em um caso interessante foram comprometidas 5.153,84 sacas de soja via CPR (Cédula de Produto Rural), em prazo safra, como pagamento.

O FIDES acompanhou a garantia desde antes de seu plantio até o final da safra. Quando a soja entrou em amadurecimento, o sistema informou ao cliente que a colheita se aproximava.

Informada pelo FIDES que a lavoura estava próxima de ser colhida, ele questionou a revenda responsável pelo financiamento sobre o estado da lavoura e quando seria realizada a colheita. Enquanto a resposta não chegava, o sistema alertou o início da colheita. A resposta da revenda, quando finalmente chegou, não esclareceu o estado da lavoura.

Após novamente tentar obter informações sobre o andamento da colheita com a revenda e não conseguir as informações que julgava necessárias, a empresa enviou um agrônomo à região. Quando isso aconteceu, o FIDES indicava que a colheita já havia avançado para 70% da área da garantia.

No tempo entre a decisão e a chegada do agrônomo, a colheita estava praticamente acabada.

O representante do cliente, porém, chegou logo antes do término da colheita e, junto com a revenda, identificou o silo para o qual os grãos estavam sendo enviados. Não era o silo previsto na CPR e os grãos estavam no nome de outra empresa. Isto é – os grãos estavam sendo desviados e, sem a atuação rápida e assertiva com base nos alertas do FIDES, a safra teria sido perdida, levando consigo os R$320.000 da garantia. Essa solução empodera os financiadores do agro e oferece segurança na expansão da sua carteira.


Tecnologia em ação

Isso só foi possível devido a três benefícios oferecidos pelo monitoramento via satélite:

  • a visão completa da área plantada,
  • a estimativa de quando o produtor começará a colher e
  • o fornecimento de relatórios recorrentes com o avanço da colheita.

Sem o empoderamento oferecido pela tecnologia, a produção teria sido desviada e outros meios – legais ou pela postergação da dívida, ambos bem mais lentos – seriam empregados.

Aqui em cima, deixei outro tipo de dado orbital sobre a mesma região (com uma resolução espacial mais grosseira, mas que passa mais frequentemente sobre as plantações) para mostrar como a tecnologia revoluciona nossa perspectiva do campo – você consegue acompanhar as frentes de colheita.


Aplicações

Estar dois passos a frente do produtor na colheita é um dos vários problemas resolvidos pelo FIDES. Recentemente, falei também sobre como um financiamento de soja, no valor de R$750.000 foi garantido utilizando a mesma tecnologia.

Porém, diminuir risco não serve apenas para não levar prejuízo – serve também para explorar mercados que até então pareciam inacessíveis. Aumentar a carteira de produtores para quem financia o agronegócio torna-se muito mais simples com informação confiável e oportuna.

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