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O preço de commodities é relacionado a diversos fatores, tais como o teto de produção do mercado, a velocidade de disponibilização, a demanda e a conjuntura político-econômica corrente. Embora a demanda e os fatores político-econômicos sejam informações públicas, aqueles que negociam commodities buscam vantagem no mercado estimando qual a área plantada de uma cultura por região e qual a velocidade da colheita.

Nesse artigo, mostro como acompanhar e – melhor – prever a colheita em toda uma região do país.


A melhor ferramenta é aquela que você tem

O mercado usa aproximações para informações inacessíveis. Se você quiser saber a área plantada de uma cultura em um município, pode tentar estimá-la usando o total de sementes daquela cultura vendidas na região. Se quiser saber qual o percentual já colhido de soja, pode acompanhar todos os silos daquela região e, frente à sua estimativa de área plantada, saber qual o percentual da colheita que já foi realizado.

Os problemas com isso?

  • as informações que permitem gerar essas estimativas não são públicas – na verdade, elas estão concentradas em alguns players que realizam a venda de produtos para lavouras.
  • são estimativas em cima de estimativas, levando ao acúmulo de erros.

Para sobreviver no mercado, você precisa ter informações melhores do que os demais players – você precisa da vantagem de assimetria de informação.


Dados públicos e metodologias amostrais

Metodologias amostrais são interessantes quando a obtenção do dado “perfeito” é muito onerosa. Com base em alguns pontos, é possível estimar qual o comportamento de toda uma região. Um exemplo de dado amostral é produtividade – agrônomos visitam fazendas e registram pontos que podem ser usados por uma trading para estimar a produtividade de toda uma mesoregião. Por outro lado, métodos amostrais são caros e dependentes da escolha apropriada dos pontos.

(Por que amostrar, se você pode ver? Áreas vermelhas foram colhidas no médio-norte do Mato Grosso.)

Outra fonte de informações são os dados públicos divulgados por grupos de reconhecida excelência em conhecimento agronômico e sem fins lucrativos, como o IMEA. Esses dados não oferecem vantagem competitiva – afinal, uma vez que estão disponíveis a todos, não geram assimetria de informação. São, devido a sua metodologia de levantamento conhecida, um benchmark confiável contra o qual comparar as suas estimativas. O método do IMEA, baseado na amostragem de dados coletados com diversos players, gera relatórios semanais separados por macroregiões do Mato Grosso.


Vá diretamente ao índice de interesse

Você pode, ao invés de estimar o estado da colheita a partir de outros dados ou por métodos amostrais, ganhar vantagem no mercado observando diretamente as frentes de colheita.

Ao invés de ir a campo, use satélites. Eles são ferramentas baratas, confiáveis e que oferecem a visão completa de toda a região de interesse.

Para mostrar como o acompanhamento de colheita orbital de uma área extensa é interessante, podemos comparar o índice fornecido pelo IMEA para região de Sinop e Sorriso (chamada região médio-norte) com o índice gerado pela TerraMagna.

A pequena diferença entre o índice gerado pelo IMEA e o da TerraMagna indica que dados de satélites são apropriados para a estimativa de frentes de colheita em macroregiões. Isto é, um índice gerado no seu escritório pode ser usado para complementar uma informação obtida a partir de diversas amostras de campo.


Mas como se diferenciar do mercado?

Se sensores orbitais servissem apenas para reproduzir o dado que é publicado pelo IMEA semanalmente, eles não ofereceriam vantagem e você não conseguiria ficar à frente do mercado com eles. O interessante é que, por meio de satélites, você consegue não apenas ver a colheita acontecendo, mas também estimar quando ela irá acontecer.

Isso gera um “efeito máquina do tempo”: você consegue estimar não apenas a colheita da semana atual, mas também prever quais serão colhidas daqui uma semana. Veja:

Usando a previsão de frentes de colheita da TerraMagna, você sabe como estará a colheita de soja dali uma semana em toda uma região – tempo suficiente para se posicionar confortavelmente na frente do mercado.


Avaliar os dados específicos de uma região e acompanhar a safra é uma das funções do FIDES, a nossa plataforma para gerenciamento de riscos em operações financeiras no agronegócio. Se você gostou do dado para o médio-norte do MT, entre em contato! Podemos disponibilizar o acompanhamento para todas as outras regiões do Mato Grosso.

Interessado em crescer sua carteira no agronegócio? Envie um e-mail para [email protected] e entenda como o FIDES pode ajudar sua empresa.


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