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No último artigo falei um pouco sobre como funcionam os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), opção de desintermediação bancária que permite a financiadores do agronegócio terem acesso ao mercado de capitais com alta liquidez e transferência de risco.

Hoje, quero compartilhar com você um case de nossa cliente, a Octante, a securitizadora que fez o primeiro CRA público (ICVM 400) do Brasil, e como eles utilizam nossa tecnologia para aprimorar suas análises de risco, garantindo o sucesso de suas operações estruturadas.


O que faz uma securitizadora?

Securitizadoras são o único tipo de instituição no Brasil que cria veículos estruturados lastreados em recebíveis do agronegócio, tais como CPRs e duplicatas. A vantagem para quem, como revendas e indústrias, origina os recebíveis? Acesso ao mercado de capitais tradicional, com liquidez e repasse do risco.

Resumidamente, as securitizadoras são a conexão entre o mercado de capitais e quem origina recebíveis do agronegócio.

Geralmente, essas operações são seguradas, ficando as revendas e a agroindústria responsáveis apenas no aspecto moral – ou seja, nos casos em que o produtor financiado age de má-fé.


A Octante Securitizadora

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Octante é uma securitizadora brasileira, que também age como fundo de investimentos, com grande expertise com securitização de recebíveis de títulos que envolvem CRI, CDCA, CPR, bem como outros tipos de operações de securitização que demandem soluções customizadas aos seus clientes.

Responsáveis pela primeira emissão pública de CRA no país – tida como modelo pelas demais securitizadoras -, foram responsáveis por 85% da estruturação de CRA com lastro pulverizado em 2016.


Como monitorar o lastro de CRAs

Como a securitizadora é, na prática, responsável pelo sucesso do CRA, conhecer o estado das garantias atreladas à operação é essencial.

Porém, acompanhar cada uma das CPRs dentro de um CRA é um desafio: a distância geográfica entre cada um dos lastros, a necessidade de prestar relatórios periódicos a investidores e a diferença de calendário agrícola impede que essa operação seja apropriadamente feita em campo.

Esperar a data de vencimento dos recebíveis e aguardar o inadimplemento, porém, também não é uma opção.

A Octante usa o FIDES, nossa plataforma de segurança em operações financeiras no agronegócio, para acompanhar cada uma das lavouras dentro da estrutura do CRA.

Devido à diversidade de lavouras em garantia dentro da estrutura, a Octante protegeu-se contra diversos potenciais problemas:

  • Capacidade da Matrícula. A capacidade agronômica da matrícula poderia não produzir, mesmo em um caso de safra regular, o valor devido, deixando a cobertura da garantia inferior à cobertura exigida pela Octante;
  • Área Plantada. Embora a capacidade da matrícula suportasse a produção devida, caso a área não fosse inteiramente plantada, a cobertura da garantia poderia ser inferior àquela exigida pela Octante;
  • Áreas de Preservação. É essencial garantir que as áreas de lastro têm capacidade produtiva – áreas de preservação, por exemplo, devem ser descontatadas;
  • Ausência de Plantio. Finalmente, casos nos quais o plantio não ocorre dentro do calendário agrícola demandam particular atenção e devem ser renegociados com base em outras áreas do produtor.

Com total controle das suas garantias, a Octante tomou ações preventivas ainda em tempo de safra que garantiram o sucesso da operação, mesmo sem uma presença de campo robusta.

Saber antes é saber melhor – e você pode saber tudo o que se passa na sua operação estruturada, não importa onde o lastro esteja e como esteja.

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Além de ver todos os seus recebíveis, você pode ver mais do que os outros vêem

Como a tecnologia age na segurança dos CRAs

No caso da Octante, ficou bem claro como o FIDES é usado na avaliação de garantias durante a safra, momento crucial para garantir seus recebimentos.

No entanto, sua atuação pode começar desde o pré-financiamento, auxiliando na avaliação das áreas que irão compor o CRA, determinando o seu risco e as chances da garantia ser paga desde antes da operação ser consolidada.

Finalmente, ter seus olhos no lastro, todo o tempo, ajuda a conquistar a confiança dos investidores. Diferentemente de outros ativos, no qual o acompanhamento da saúde do investimento é trivial – tal como fundos de ações, por exemplo – CRAs demandam tecnologia para se ter o “pulso” da operação.

Com a visão completa de suas lavouras e o acompanhamento próximo de todas suas etapas, a securitizadora oferece transparência aos investidores do seu CRA, que passam a contar com relatórios mais significativos e cujas informações permitem ação corretiva em tempo de safra.


O FIDES é seu olho no campo, do pré-financiamento à colheita. Você pode ver mais cases em que ele garantiu o recebimento em de operações financeiras do agronegócio nos artigos abaixo:

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