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A safra 2019/20 está se iniciando. O clima é um risco que sempre acompanhará o setor agrícola e, por isso, é necessário preparação para mitigar ao máximo o potencial de impacto na produção.

O cenário é otimista, notícias como o aumento da produtividade de grãos no Paraná em 18% indicam que teremos uma boa safra. Contudo, deve-se estar sempre atento às projeções de precipitação, pois o atraso de chuvas fará o produtor plantar mais tarde e sofrer com outros riscos climáticos.


O clima na safra 2019/20

O enfraquecimento do El Niño traz novas esperanças para os produtores que se viram diante de um difícil cenário durante a safrinha mais recente, prejudicada pelas fortes geadas. Mesmo assim, de acordo com modelos meteorológicos, seus efeitos podem persistir devido ao demorado esfriamento do Oceano Pacífico Equatorial.

As temperaturas acima da média nas regiões produtoras brasileiras, complementada pelo atraso nas chuvas e pelas pancadas irregulares que, em forma de temporais, devem ser mal distribuídas pelo país, torna essencial o acompanhamento próximo do desenvolvimento da produção. Mas esse não é o único problema dessa situação.

Essa questão climática pode gerar um atraso no plantio da soja, que normalmente começa no fim do mês de setembro. Uma vez que tanto o plantio do milho, quanto do algodão são feitos após a colheita da soja, suas datas de plantio também devem ser postergadas.

Com o FIDES, nossa plataforma de segurança em operações financeiras no agronegócio, o financiador sabe quando cada fazenda da sua carteira foi plantada. Com isso, ele pode controlar a época dos recebimentos mais efetivamente, além de saber quais produtores plantaram fora do calendário agrícola recomendado pela Embrapa, o que gera maior riscos climáticos. Também, ao longo da safra o FIDES avisará quais fazendas passaram por problemas climáticos regionais


Garantindo a realização do plantio

Antes mesmo de avaliar os efeitos climáticos, é sempre preciso garantir que o plantio foi realizado, assegurando a constituição do penhor agrícola.

Compartilhei anteriormente o caso da Araguaia, grande empresa produtora de fertilizantes e produtos agropecuários. Durante a safra 2018/19, a Araguaia foi alertada que uma área financiada em Goiás não fora plantada, comprometendo o pagamento de 14400 sacas de soja.

Com base nos alertas de ausência de plantio geradas pelo FIDES, eles foram capazes de fazer uma verificação in loco com seus agrônomos e renegociar a garantia. Em seguida, montaram uma estratégia de acompanhamento mais intenso para esse cliente específico. Dessa forma, otimizaram as equipes de campo, sempre agindo em tempo hábil para garantir o recebimento. Como resultado, evitaram rolar uma dívida de R$900 mil para a próxima safra.

E esse não é o único problema do início da safra. Além da detecção efetiva do plantio, outros pontos devem ser observados nesse período inicial, tais como:

  • Confirmar se a cultura plantada é igual ao acordado
  • Conferir se a área plantada é igual ou menor que o acordado
  • Garantir que o período de plantio seja adequado para a região específica

O “Distribuidor 4.0”, tema muito abordado durante a ANDAV 2019, tem à sua disposição soluções tecnológicas que, através de dados isentos, o ajudam na operação de todos os pontos abordados nesse artigo.

Resumidamente, é essencial que neste ínicio de safra, o financiador esteja atento ao plantio, prevendo riscos climáticos e planejando os seus recebimentos. Acompanhar o timing safra é essencial.