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Maos pegando solo com adubo mostrando uma planta

Adubo: conheça um dos salvadores das plantações

Um dos segredos para uma plantação nutrida e forte é a adubagem, pois o uso de adubo pode ajudar no crescimento e desenvolvimento saudável das plantas!

Existem adubos para diferentes necessidades, ou seja, para cada demanda que sua plantação tiver, você pode recorrer a uma opção diferente.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atualmente o Brasil ocupa a 4ª posição mundial no consumo global de fertilizantes e adubos!

Isso mostra que os produtores brasileiros são fãs desse recurso. Se você é um deles e quer aprender mais sobre os benefícios do adubo, como usá-lo e quais os melhores tipos, continue lendo!

O que é adubo?

O adubo é um produto de origem orgânica ou sintética (também conhecida como mineral) usado para nutrir as plantas, visto que é rico em nutrientes.

O adubo orgânico tem origem na decomposição de plantas, folhas, frutas, vegetais, esterco, etc. É encontrado também no solo das florestas, devido à formação de húmus gerada pelas folhas e frutas. 

O adubo sintético ou mineral é produzido por indústrias químicas e de fertilizantes, e é muito usado para tratar deficiências nutricionais causadas pelo uso excessivo do solo ou erosão.

Para que serve o adubo?

Sabemos que o solo é a base da agricultura; é nele que as plantas encontram as condições necessárias para crescer e se desenvolver.

Uma notícia triste é que, de acordo com uma estimativa da Embrapa, 33% dos solos do mundo estão degradados e, por ser um recurso finito, a perda e degradação podem não ser recuperáveis em um curto período.

No Brasil, os principais problemas de degradação enfrentados são erosão, perda de carbono orgânico e o desequilíbrio de nutrientes.

Apesar desse dado alarmante, é possível agir para conservar e restaurar esse recurso, e é nesse momento que o adubo entra em cena!

O adubo serve para restaurar e possibilitar o desenvolvimento de micro-organismos benéficos, o que aumenta ainda mais a qualidade das condições do solo.

O adubo orgânico, por exemplo, é rico em nitrogênio, fósforo e potássio e em macro e micronutrientes, como ferro, boro, cobre, enxofre, cálcio, magnésio e zinco.

São muitos os benefícios proporcionados pela prática de adubação. Além da nutrição, ela:

  • dá força e rigidez aos caules;
  • facilita a floração;
  • aumenta a frutificação;
  • acelera a maturação;
  • intensifica a resistência;
  • contribui para o desenvolvimento e a saúde geral das plantas.

Agora que você conhece os benefícios e para que serve o adubo, vamos partir para uma explicação mais aprofundada sobre os tipos existentes!

Quais os tipos de adubo?

Como mencionamos, os dois tipos principais de adubos são os orgânicos e minerais. A seguir, vamos explicar mais detalhadamente o que você precisa saber sobre ambos:

Adubos minerais

Também conhecido como adubo inorgânico ou sintético, esse tipo de adubo é obtido, em geral, a partir de extração mineral ou refino do petróleo, como fosfatos, cloretos, etc.

Um ponto importante a ser considerado na adubação mineral é que ela deve ser feita após uma análise do solo em laboratório, para assim identificar as necessidades específicas.

E por que isso deve ser feito?

Nutrientes como potássio, fósforo e nitrogênio atuam de formas diferentes na terra e têm funções específicas no desenvolvimento da planta, portanto usá-los de forma equivocada pode trazer prejuízos para as plantações.

Um exemplo de plantação com necessidade de fertilizante mineral é o milho, pois ele remove grandes quantidades de nitrogênio e frequentemente requer o uso de adubação nitrogenada para que cresça produtivamente.

Vale ressaltar que o fertilizante mineral ou inorgânico, no geral, não é indicado para plantações caseiras, visto que precisa de estudos do solo e de cálculos precisos sobre a quantidade que se deve usar em cada plantio.

Adubos orgânicos

Os adubos orgânicos são popularmente conhecidos e feitos a partir de matéria de origem vegetal ou animal. Em sua composição, são ricos em nutrientes, e costumam ter um custo relativamente mais baixo. 

É importante estar ciente de que, para grandes plantações, as fontes orgânicas não contêm todos os nutrientes em quantidades balanceadas, ou seja, pode ainda ser necessário usar o adubo mineral.

Um adendo relevante é que o adubo orgânico precisa ser aplicado com 15 dias de antecedência ao plantio, para que o solo dê conta de absorver todos os nutrientes.

Já para plantações caseiras, ele acaba sendo um recurso muito eficiente, pois é fácil de encontrar e de aplicar.

Vantagens e desvantagens de cada tipo

Além dos pontos que citamos, cada tipo de adubo tem suas vantagens e desvantagens, conforme segue:

Adubos minerais

Vantagens:

  • Maior precisão e quantidade de nutrientes a serem fornecidos;
  • Maior velocidade de resposta produtiva;
  • Maior facilidade de aplicação e armazenamento;

Desvantagens:

  • Fontes não renováveis (como fósforo e potássio);
  • Alto custo de produção;
  • Empedramento quando mal armazenados;
  • Alteração das condições de pH e salinidade do solo.

Adubos orgânicos

Vantagens:

  • Fonte de macro e micronutrientes;
  • Composto condicionantes de solo;
  • Produção fácil e acessível;
  • Reaproveitamento de resíduos de outras cadeias;

Desvantagens:

  • Exige muita mão de obra;
  • Pode causar microrganismo de doenças quando mal processados;
  • Menor concentração de nutrientes.

Quantas vezes é necessário fazer adubagem?

Diferentemente do que muitos produtores acreditam, a adubação contínua não é sinônimo de produtividade, de acordo com o que uma pesquisa realizada pela Embrapa comprovou.

Embora o uso de corretivos e adubos representem, em média, 30% dos gastos com sistemas de produção, foi comprovado que é possível reduzir ou adubar menos algumas safras, sem perdas significativas de produtividade.

Assim, a adubação otimizada representa uma economia grande no uso de fertilizantes.

Qual a diferença entre adubo e fertilizante?

Após aprender os principais pontos sobre os adubos, é importante entender qual a relação dele com fertilizantes, visto que isso causa muitas dúvidas.

O primeiro ponto que precisa ser esclarecido é que os dois não são sinônimos, apesar de terem a mesma função: enriquecer e nutrir o solo.

Os adubos, no geral, são feitos de material orgânico, com substâncias que são encontradas na natureza, enquanto os fertilizantes são materiais sintéticos produzidos em laboratório.

Outro ponto é que tanto adubos quanto fertilizantes devem fornecer macronutrientes, porque são necessários em maiores quantidades, e micronutrientes, necessários em quantidade menor.

Como usar o adubo?

Você já sabe que exagerar na aplicação não é o ideal, então apresentamos a seguir os principais métodos de aplicação de adubos:

Lanço

Nesse método, a dose calculada do produto é aplicada por toda a plantação durante as fases de desenvolvimento, de maneira superficial no solo.

A operação pode ser feita com discos ou equipamentos parecidos que joguem o adubo de forma bem distribuída nos locais estabelecidos.

Semeadura

Nessa aplicação, o fertilizante é incorporado ao solo antes do plantio e deposita os nutrientes um pouco abaixo do nível da semente.

Apesar de garantir uma boa disponibilidade no início do desenvolvimento das plantas, é necessário o esforço da adubação ao longo do ciclo por outros métodos de aplicação.

Irrigação e pulverização

Para adubos líquidos de solo ou foliares, existem ainda a irrigação e a pulverização. Em ambos os métodos, os nutrientes são diluídos em água e podem ser aplicados ao longo das fases da plantação.

No caso da pulverização, é necessário utilizar um adubo com ação foliar.

Para ajudar na escolha dos adubos e no modo de aplicação, você pode consultar as leis gerais da adubação.

As leis gerais da adubação

As leis da adubação explicam como esse processo impacta a produção das lavouras, por isso conhecê-las é fundamental!

Lei do mínimo

A lei do mínimo afirma que a produção de uma cultura é limitada pelo nutriente que está em menor disponibilidade no solo, ainda que todos os outros elementos estejam disponíveis.

Por exemplo, uma adubação de nitrogênio e potássio não traria aumento na colheita se o elemento mais limitante do solo fosse o fósforo. Assim, apenas depois da aplicação do fósforo é que o nitrogênio e o potássio poderiam ser aumentados.

Lei dos incrementos decrescentes

Segundo essa lei, ao se adicionar doses crescentes de um nutriente, o maior incremento em produção é obtido com a primeira dose. Com aplicações sucessivas do nutriente, os incrementos de produção são cada vez menores.

Em resumo, a primeira dose é a que tem maior eficácia econômica. Doses muito maiores tendem a trazer prejuízos!

Lei do máximo

Na lei do máximo, é observado que o aumento ainda maior de doses de um nutriente faz com que os rendimentos da produção comecem a cair. Nesse caso, o excesso limita e até prejudica a produção.

Em outras palavras, a dose de um nutriente específico pode estar tão alta que leva à toxidez dele ou inibe a ação de outros nutrientes, prejudicando a produtividade da cultura.

Isso é bastante conhecido quando há aplicação de fertilizantes sem conhecimento prévio da real necessidade dele em determinada área de plantio.

Como escolher o melhor tipo de adubo? A gente explica!

Para escolher o adubo ideal para suas plantações, é fundamental considerar alguns pontos importantes para obter sucesso e bons resultados:

  • As condições apontadas pela análise do solo;
  • As necessidades da cultura;
  • A tecnologia de aplicação;
  • A qualidade do produto;
  • Os custos envolvidos com o produto, desde o frete até a aplicação.

Fique atento e pesquise sobre os principais adubos disponíveis no mercado, avaliação dos consumidores e forma de aplicação. Todos esses aspectos são essenciais para evitar prejuízos!

Esperamos que você tenha conseguido tirar todas as suas dúvidas sobre os adubos! Quer se aprofundar um pouco mais?

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