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Duas maos mostrando o adubo organico

Adubo orgânico: importância, como fazer e muito mais

Não precisamos ir muito longe para descobrir a importância do adubo orgânico na agricultura. 

Sua aplicação proporciona diversas melhorias nas propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, além de possibilitar maior nutrição a plantas e vegetais.

São restos de alimentos, estercos, folhas secas, gramas e restos de vegetais que se decompõem, formando um composto rico em nutrientes.

Existem diferentes tipos de adubo orgânico, com aplicações variadas dependendo do material utilizado em sua produção. 

Quer saber mais sobre adubação orgânica e como aplicá-la da melhor forma em sua lavoura? 

Continue lendo este artigo!

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Afinal, o que é adubo orgânico?

O adubo orgânico é formado por resíduos decompostos de origem vegetal e também animal.

Trata-se de uma substância benéfica ao crescimento das plantas. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que mais da metade do lixo produzido nas residências é orgânico.

Além disso, é uma alternativa barata: você pode fazer adubos utilizando os elementos naturais do seu lixo doméstico, como cascas, folhas e outros materiais.

Tanto na cidade quanto no campo, é bastante comum o desperdício desse tipo de material, com posterior despejo em aterros sanitários. Com a adubação orgânica, você não precisa lidar com esse problema de deposição.

Além de dar um fim de vida útil a esses resíduos, você realimenta o ciclo produtivo da terra, fertilizando e otimizando o solo para plantio.

As origens e a composição do adubo orgânico

O adubo orgânico é utilizado como fertilizante e condicionador de solos.

Sua aplicação pode ser feita em qualquer tipo de cultura e deve ser realizada sempre após a análise do solo, para atender às necessidades específicas da cultura que se deseja cultivar.

De forma geral, como dito anteriormente, a origem do adubo orgânico está ligada à decomposição de resíduos de origem animal e vegetal.

Origem animal

Fazem parte os excrementos sólidos e líquidos dos animais, que podem ou não estar misturados com vegetais. 

São excelentes fornecedores de nutrientes como fósforo (P) e potássio (K).

Origem vegetal

Culturas costumam deixar vegetais remanescentes depois das safras.

Arroz e trigo, por exemplo, deixam aproximadamente 35% do total na lavoura. Cana, milho e algodão, cerca de 70% da massa original na forma de resíduo orgânico.

Como é composto o adubo orgânico?

São três os elementos essenciais que compõem o adubo orgânico: o fósforo, o potássio e o nitrogênio.

  • Fósforo: elemento fundamental na produção de proteínas, que fazem parte dos tecidos vegetais e são indispensáveis para a vida das plantas e dos animais. Além disso, ele também colabora na produção de clorofila, hormônios, enzimas e vitaminas.
  • Potássio: indispensável na formação e no amadurecimento dos frutos; o potássio favorece o desenvolvimento radicular, além da resistência às pragas
  • Nitrogênio: dá força e rigidez aos caules das plantas e facilita a floração. Age também na respiração, produção de energia e divisão das células. Em suma, provê qualidade e quantidade, contribuindo para uma melhor e maior produção.

Qual é a diferença entre o adubo orgânico e outros tipos de adubo?

A diferença primordial está na composição. 

Na adubação orgânica, ocorre uma reciclagem da matéria, com materiais de origem vegetal e também animal. O material precisa passar ainda pela maturação, dando origem ao composto melhorador do solo.

É basicamente um processo natural, em que o material é devolvido à natureza para servir como base a outros seres vivos.

Os outros tipos de adubo têm origem a partir da extração mineral ou do refino do petróleo. Entre os mais conhecidos estão os carbonatos, os cloretos e os fosfatos. Eles são absorvidos com maior facilidade e não necessitam do processo de maturação.

Além disso, suas composições químicas são muito bem definidas, diferentemente do adubo orgânico. Isso resulta em cálculos precisos para determinar as quantidades de que cada solo precisa. 

Contudo, seu uso em excesso pode levar a um desequilíbrio, com mudanças químicas que podem causar desastres ambientais e danos ao ecossistema do entorno.

Tipos mais comuns de adubo orgânico

Existem diversas formas de produzir e encontrar adubo orgânico. Entre os tipos mais comuns, podemos destacar:

Esterco de animais herbívoros

O esterco é um composto amplamente utilizado nas lavouras.

É a forma mais tradicional do adubo orgânico e tem alto potencial como fertilizante. Contudo, seu uso deve ser feito apenas após compostagem prévia, uma vez que há risco de contaminação por bactérias presentes nas fezes.

São depostos em locais específicos e revirados a cada três dias, evitando a umidade. Em geral, leva um mês até estarem prontos para aplicação.

Húmus de minhoca

É um dos melhores e mais conhecidos adubos orgânicos, resultado da ação e digestão das minhocas, que mantêm o solo extremamente fértil.

A presença desse animal no solo traz outras vantagens: seu deslocamento é feito por túneis, dentro da terra, o que aumenta a aeração e a retenção de água no substrato.

Compostagem

Realizada em composteiras, a compostagem permite o reaproveitamento de toda a matéria orgânica que pode ser reaproveitada, incluindo cascas e talos de vegetais, restos de alimentos, palha, bagaço, entre outras.

São caixas escuras que favorecem a decomposição de materiais. O processo dura aproximadamente 3 meses e traz excelentes resultados.

Cinzas de madeira

Além de serem uma ótima fonte de macro e micronutrientes, as cinzas de madeiras ajudam no aumento da resistência de culturas aos ataques de pragas. A madeira não pode ser tratada ou pintada; precisa estar em sua forma natural.

É um tipo de adubo orgânico muito utilizado por produtores rurais.

Adubação verde

Técnica agrícola que promove diretamente a reciclagem de nutrientes do solo. 

Pelo plantio de determinadas espécies de plantas, como as leguminosas (planta que fornece hidratos de carbono ao solo em troca de compostos nitrogenados), o solo tem sua capacidade fértil aumentada, garantindo uma maior renda aos produtores.

Após essas plantas atingirem o tamanho adequado, são também depositadas no solo, com posterior plantio da cultura escolhida. Entre as espécies mais escolhidas para cumprir este papel, destacam-se:

  • crotalária;
  • feijão-guandu;
  • brachiaria;
  • sorgo;
  • milheto;
  • nabo-forrageiro.

Vale salientar: antes da escolha da espécie que servirá como adubação verde, é importante que o produtor realize uma análise do solo. Nessa análise, ele identifica os nutrientes presentes e os que estão em falta.

Isso permite a escolha da planta que mais oferece equilíbrio a biota do solo; além de evitar posteriores problemas relacionados ao desenvolvimento da cultura principal. 

Certo, mas quais são as reais vantagens e os benefícios do uso do adubo orgânico?

A adubação orgânica oferece diversos benefícios e vantagens ao produtor rural. Além de evitar a deposição de resíduos de forma desenfreada, ela promove:

  • maior disponibilidade de nutrientes, com posterior liberação de elementos fundamentais como nitrogênio, fósforo e potássio;
  • diminuição da oscilação da temperatura nos solos, pois a matéria orgânica é uma má condutora de calor;
  • agregação do solo, com a capacidade de reter de 4 a 6 vezes mais água que o próprio peso; 
  • diminuição da plasticidade e coesão de solos argilosos molhados;
  • aumento da produtividade agrícola;
  • proteção contra erosão.

Exemplo prático de adubação orgânica

Que tal irmos para um exemplo prático de adubação orgânica?

A Embrapa desenvolveu um método prático, com materiais fáceis de adquirir em todas as regiões do país. As etapas do processo são as seguintes:

Para o preparo de 2500 kg de composto orgânico, você vai precisar disto:

  • ferramentas como carrinhos de mão e pás para fazer o transporte do material;
  • escolher um local seco, arejado e de fácil acesso;
  • revirar o material a cada 10 dias em um período de 60 dias, molhando-o a cada revirada.

Para o estudo, utilizaram-se capim-brachiaria, capim-napier, fezes de aviário e termofosfato.

O resultado é um fertilizante que pode ser utilizado sem restrições e que contribui de forma muito eficiente para a fertilidade do solo, além de ser mais barato que insumos químicos.

Para saber mais como se deu a prática deste exemplo, clique aqui.

Agricultura do futuro: uso do adubo orgânico em larga escala

A pauta da agricultura sustentável ganha cada vez mais espaço na mídia. 

E não é por menos: encontrar formas de cultivo que respeitam mais o meio ambiente reduz custos e eleva a produtividade.

O adubo orgânico é uma peça essencial nesse quebra-cabeça. Ele faz diferença nos plantios: evita acúmulo de matéria, contribui para o ciclo natural da natureza e fertiliza o solo.

A demanda por alimentos no mundo continuará alta, de forma que a produção deve ser feita de forma consciente, evoluindo as práticas do campo. A fertilidade, a biota e o equilíbrio do solo precisam ser preservados.

Os fundamentos associados à agricultura sustentável levam em conta justamente a diminuição de adubos químicos, com prioridade para fixação biológica de nitrogênio (adubo orgânico).

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