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Agricultura familiar: entenda como os investimentos fazem a diferença

Focada em mercado interno, a agricultura familiar é responsável por grande parte da alimentação brasileira

A agricultura familiar é um modelo muito presente no Brasil e no mundo, sendo responsável pela alimentação diária da grande maioria da população.

Muitos dos produtos de consumo direto que comemos no nosso dia a dia vêm dessa produção familiar, muito mais do que de exportação.

No Brasil, é considerado agricultor familiar aquele que “promove atividades no meio rural em terras de área inferior a quatro módulos fiscais, emprega mão de obra da própria família e tem sua renda vinculada à produção resultante desse estabelecimento”.

Esse formato também tem sua própria legislação; além disso, recebe uma fatia de investimento público, que visa a fomentar esse tipo de produção dentro do país.

Entretanto, a quantidade de investimentos nesse setor vem diminuindo, preocupando agricultores familiares quanto às consequências disso.

Assim, muitos buscam crédito privado para continuarem se desenvolvendo.

Entenda mais sobre esse setor, veja sua relevância para a população brasileira e os desafios que enfrenta.

O que é a agricultura familiar?

A agricultura familiar é um dos formatos de organização agrária existentes, assim como a monocultura e os grandes produtores.

A grande diferença, nesse caso, é que a produção agrícola pertence a uma família e é administrada por ela, empregando também outros membros – por isso, o termo “familiar” para lhe fazer referência.

Todavia, apesar de o núcleo principal ser o familiar, esse formato atinge toda a comunidade ao redor da produção, que pode contar também com funcionários que não são da família.

Muitas comunidades que se reúnem em forma de empresa – como quilombolas, indígenas e comunidades assentadas – também podem ser consideradas desse setor.

Outra diferença muito clara diz respeito ao tipo de produção. Grandes produções agrícolas são geralmente pertencentes a empresas específicas de monocultura para exportação.

Por outro lado, na agricultura familiar, a produção é menor (também pelo espaço reduzido) e não é focada em grãos.

Geralmente, esse modelo de agricultura desenvolve plantações de alimentos de consumo direto, como frutas e legumes, indo além de grãos e sementes (soja e milho, principalmente, no Brasil).

Além disso, a agricultura familiar é uma empresa que visa, primeiro, ao sustento da própria família produtora, à manutenção do negócio e à venda para o mercado interno.

Assim, não compete com as produções de grãos e outras monoculturas, focadas na exportação e em fornecer alimentos para gados, outro setor também muito relevante para o país.

Importância

Se a monocultura tem foco principalmente em exportação e em fornecer comida para animais, os alimentos in natura que consumimos são originados exatamente dos produtores familiares.

Frutas e legumes, por exemplo, são plantados pela agricultura familiar, que, no caso brasileiro, tem como objetivo abastecer o mercado interno.

No Brasil, dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mostram que 77% dos estabelecimentos agrícolas do país foram classificados como agricultura familiar.

Além disso, estima-se que cerca de 70% dos brasileiros que vivem no campo dependem da renda resultante da produção agrícola. Isso vale para membros de uma família ou para quem trabalha em uma empresa familiar de agricultura.

E essa relevância toda não acontece apenas no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é estimado que mais de um terço de toda a comida do planeta venha da agricultura familiar.

Ou seja, em todo o mundo, a alimentação de base é resultado de agricultura familiar focada no mercado interno; daí sua importância em todo o mundo.

Com isso, já é possível notar a relevância desse setor para a população no geral, tanto no Brasil quanto em outros países.

Vale lembrar que isso não quer dizer que essas produções não são exportadas, embora grande parte fique no Brasil.

A seguir, você vai conferir a porcentagem da produção que fica no Brasil e que faz parte do dia a dia da população.

Agricultura familiar no Brasil

Como vimos, a agricultura familiar no Brasil é amparada por uma legislação própria que define exatamente o que é ou não considerado uma empresa familiar.

De acordo com essa legislação, agricultura familiar é aquela com terras em área inferior a quatro módulos fiscais e que emprega mão de obra da própria família.

Os módulos fiscais são um valor estipulado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em cada município, considerando a área destinada à agricultura dentro de seu território.

A renda e o sustento desse núcleo familiar também vêm dessa produção, que é focada no mercado interno, apesar de existir a exportação também, como vimos anteriormente.

Tendo em vista essa definição, é possível notar que esse setor está relacionado com pequenas comunidades, mais do que com grandes empresas de agricultura (mais comuns nas monoculturas).

Entre as comunidades que estão envolvidas nesse setor estão:

  • pequenos produtores rurais;
  • povos indígenas;
  • comunidades quilombolas;
  • assentamentos de reforma agrária;
  • silvicultores;
  • aquicultores;
  • extrativistas;
  • pescadores.

De acordo com Censo Agropecuário de 2017, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 10 milhões de pessoas trabalham com agricultura familiar e dependem dela.

Mercado interno

O mercado interno brasileiro depende diretamente desse setor. A produção familiar representa:

  • 70% do feijão;
  • 34% do arroz;
  • 87% da mandioca;
  • 46% do milho;
  • 38% do café;
  • 21% do trigo;
  • 60% do leite;
  • 59% do rebanho suíno;
  • 50% das aves;
  • 30% dos bovinos.

Considerando que grande parte da produção é destinada ao mercado interno, esse tipo de agricultura contribui bastante para o Produto Interno Bruto (PIB), sendo responsável por 38% do valor, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Como foi visto, a agricultura familiar tem importância direta para a população brasileira, uma vez que o resultado do cultivo vai direto para a mesa dos brasileiros.

Sem esse tipo de produção, o país teria que importar praticamente todos os produtos de consumo direto, algo que elevaria o valor deles no mercado e que se mostra inviável, de maneira geral

Por essa razão, muitos países promovem o investimento em agricultura familiar, para incentivar a produção dos alimentos direcionados à população, diminuindo a dependência de exportações.

Dessa forma, a agricultura familiar, ao focar o mercado interno, traz inúmeros benefícios para a sociedade em geral e, claro, para o país e sua economia.

Porém, uma das grandes questões que cerca esse setor é o investimento recebido, tendo em vista sua grande importância para a população.

Isso porque, de maneira geral, esse setor recebe menos investimentos do que a monocultura, como veremos no próximo tópico.

Assim, uma opção para os agricultores familiares é recorrer ao crédito para manterem sua produção, seu crescimento e sua relevância. Tal medida acaba sendo positiva pelo fato de a fatia de investimento governamental não ser tão grande para esse setor.

Desafios e pontos de atenção

Sendo a agricultura familiar um setor de grande contribuição para o PIB e também para o dia a dia da população, é clara a sua importância para o país.

Mesmo assim, ele passa por muitos desafios, principalmente ligados a investimentos para melhorias ou para conter as consequências do clima (como estiagem ou baixas temperaturas).

Como falamos anteriormente, em 2020, no Brasil, chegou a haver congelamento de algumas modalidades de investimento nessa área, dificultando o seu desenvolvimento.

O motivo foi o governo ter atingido a cota de orçamento possível para a modalidade, de modo que não haveria mais dinheiro para investir.

Agora, as modalidades restantes também acabaram sofrendo cortes ou não aumentaram de acordo com o dólar, o que também pode ser prejudicial, tendo em vista a competitividade financeira.

Algumas das questões discutidas s o baixo investimento em agricultura familiar e, por outro lado, o alto investimento em monocultura.

Investir em produtos de exportação e agronegócio também é importante para a economia, mas o baixo investimento na agricultura familiar tem consequências diretas na alimentação da população brasileira. 

De acordo com os dados do MAPA e do Censo Agropecuário 2017, os produtores familiares têm acesso a cerca de 14% dos financiamentos agrícolas disponíveis.

Impulsionando a agricultura familiar

Com todos os desafios que a agricultura familiar enfrenta, continuar impulsionando esse setor parece ser ainda mais desafiador.

Entretanto, uma saída que muitas empresas familiares encontraram foi utilizar o crédito privado para manterem sua relevância no mercado.

Assim, é possível investir em tecnologia e melhorias, o que retorna diretamente para o consumidor final, que terá acesso a produtos de melhor qualidade.

Com investimento correto, a produção aumenta, e isso é positivo tanto para o agricultor quanto para a população.

A renda da comunidade ao redor do módulo agrícola se desenvolve e, com o tempo, cria-se um espaço de crescimento muito maior.

Ou seja, buscar investimentos pode trazer inúmeros benefícios de curto e longo prazo para todos os envolvidos na agricultura familiar.

Na TerraMagna, temos diversas opções de crédito para quem quer investir na agricultura familiar e colher muitos resultados.

Fale com nossos especialistas a fim de descobrir a melhor alternativa para ajudar esse setor tão importante a crescer!

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