TerraMagna Logo
Portal do
produtor rural
Uma lavoura de algodao

Algodão: o caminho certo para sua lavoura obter bom resultado

O nosso algodão, conforme a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), se tornou uma potência em nível de exportação e o primeiro lugar em produtividade em sequeiro

O plantio e a colheita, graças às pesquisas e a novas tecnologias, estão crescendo intensamente e beneficiando o agro no Brasil. 

Até a agricultura familiar se favorece com esse cultivo.

Também há de se imaginar por que tudo do algodão é aproveitado, pois até os caroços viram comida para gado. 

Além de ser rica em vitamina E, essa fibra branca é muito utilizada na medicina e até mesmo na produção de explosivos. 

Vamos continuar a leitura para conhecer melhor a importância dessa preciosa planta?

Algodão e sua origem

O algodão é uma fibra branca, ou melhor, esbranquiçada, de origem árabe,
(al-qutuno cotão), que nada mais é do que acumulações visíveis de fibras têxteis.

Só para você ter uma ideia, o povo árabe foi pioneiro na sua confecção há milhares de anos! 

Diante disso, um fato curioso é que, desde a última Era Glacial, os tecidos já continham essa preciosa fibra.

Ela cresce, portanto, em volta da semente. Esse crescimento é atribuído a algumas espécies do gênero Gossypium, pertencente à família Malvaceae

Isso posto, existem várias espécies nativas centradas nas áreas tropicais da África, da Ásia e também das Américas. 

A confecção de algodão se dá, atualmente, apenas em quatro espécies, que são aproveitadas na fabricação de tecidos e na produção de instrumentos médicos.

Já passou pela sua cabeça que o algodão pertence à família do quiabo e do hibisco? Pois é, pode acreditar!

Algodão: primo do quiabo e do hibisco

A cor amarela dessa fibra é semelhante à do hibisco.

Logo, algodão, quiabo e hibisco pertencem à família das Malvaceae, conforme explanado no início deste artigo.

Dessa maneira, são comercializadas suas fibras e sementes. 

No interior de cada fruto há maçã, quando ainda está verde, e capulho, quando já está maduro. Assim, há um total de 27 a 45 sementes.

Produção no Brasil

Como nosso país é uma potência no agronegócio, não seria diferente com a produção desse insumo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) postula que foram exportadas um total de 115,24 mil toneladas de pluma em maio de 2021.

Ademais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) menciona que a estimativa de produção de algodão herbáceo, safra 2022, atualizada em abril desse mesmo ano, é de 6.527.930 de toneladas.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento, o cenário favorável em nosso país teve início em novembro de 2021. 

Vale dizer que 69 mercados foram abertos e passaram a comprar alguns insumos nossos, incluindo o algodão e outros, tais como:

  • farinha – em alguns países como Argentina, Tailândia, México, entre outros;
  • algodão – Colômbia;
  • berinjela, pepino, melancia e outros insumos – Egito;
  • pet food – México e Argentina.

Diante desse exposto, vamos nos aprofundar um pouco mais para conhecer os fatores climáticos que interferem no plantio de algodão?

Fatores climáticos intervêm no cultivo de algodão

O algodoeiro possui um crescimento complexo e indeterminado, sendo muito sensível aos fatores climáticos. 

Em vista disso, após o aparecimento do primeiro botão floral, o crescimento desse insumo é lento. E, em virtude dessa lentidão, devemos nos atentar aos seguintes fatores:

Clima 

O produtor rural precisa estar sempre atento aos fatores climáticos para que não haja perdas ou desperdícios na hora de fazer a adubação. 

Assim, o que determinará o melhor desenvolvimento dessa planta serão várias ações simultâneas, juntamente com as observações das previsões meteorológicas exatamente na hora de aplicar o adubo.

Além disso, o algodão precisa de vários dias de sol, (de 140 a 160 dias). Aliás, a temperatura é o fator determinante para o desenvolvimento dele. 

Por conseguinte, essa planta cresce em climas tropicais e subtropicais quentes e úmidos, com temperaturas que oscilam entre 20ºC e 28ºC. 

Após 130 dias, o tempo tem de estar seco para garantir a abertura dos frutos e a qualidade do algodão colhido.

Água

Esse insumo reage à umidade, e, com baixa quantidade de água, sua produção pode ser limitada. 

No Brasil, uma pequeníssima parte necessita de irrigação. O solo para o cultivo desse insumo deve ser leve e médio, com pH entre 6 e 8. 

Caso o pH seja baixo, haverá problemas por causa da toxicidade do alumínio e do baixo teor de cálcio.

Em vista disso, o solo é a base para a agricultura, pois é nele que as plantas se desenvolvem, germinam e crescem. 

Para essa boa desenvoltura, temos de ficar atentos ao algodão, porque ele é muito delicado quanto à acidez do solo, bem como quanto à salinidade deste e da água. 

A baixa acidez, por outro lado, é primordial para que haja uma alta produtividade. 

Contudo, se o lugar tiver risco de inundação, também torna desfavorável o crescimento desse insumo, já que ele não tolera um baixo nível de oxigênio onde fica a raiz.

Nutrientes 

Para o bom crescimento de algodão, os nutrientes devem ser bem equilibrados, sobretudo, com a quantidade exata de água para a absorção. 

Mas sabemos que a água não faz todo o processo nutricional sozinha. 

Aliada ao potássio, a água é responsável pela função osmótica; e, ao nitrogênio, resulta na regulação interna dos hormônios e do pH do xilema

Isso acontece porque esses elementos são essenciais para o controle de entrada de gás carbônico (CO2) e para a perda de água a partir dos estômatos.  

Ainda assim, existe uma grande queda na produção com a ausência de nitrogênio. Em consequência disso, as folhas caem e também há mudança em sua cor.

Além disso, a região da raiz e o tamanho dos frutos são afetados.

A falta desse nutriente, portanto, causa grande queda na produção. Faz as folhas caírem, bem como muda o aspecto da coloração da planta. 

Que tal vermos agora as serventias desse insumo?

Única planta, mas muitas serventias

As plumas abrangem a maior parte dos consumidores do mundo, e seu destino, na maioria das vezes, é a indústria têxtil.

Quando pensamos nelas, vem aquela sensação de estarmos usando uma toalha macia, com toda suavidade e delicadeza que ela proporciona.

Além do mais, as plumas também estão presentes nas nossas roupas, como calças jeans, camisetas, shorts, entre outros vestuários. 

Outra parte bastante aproveitável é o caroço de algodão, que é utilizado de diversas formas. 

Ele produz óleo comestível riquíssimo em vitamina E, da mesma forma que o salmão, o brócolis, o espinafre, entre outros alimentos.

Dessa maneira, é muito interessante saber que essa fibra branca está presente em quase tudo. 

Você já imaginou que ela está contida também no dinheiro em espécie? Pois é! A nota do dólar americano é composta de 75% de celulose de algodão.

Mas não para por aí, pois até na indústria bélica essa preciosa fibra é encontrada, especialmente no preparo de pólvora e em explosivos como o TNT.

O algodão existe apenas na cor branca?

A resposta a essa pergunta é não. Ele também pode ser bege, cáqui, marrom, azul ou rosa. Essa mudança de cor tem a ver com a região em que foi plantado.

Apesar dessa variedade, o algodão dessas cores possui fibras curtas, o que dificulta as condições ideais de fiação.

Porém, nos dias atuais, as fibras coloridas estão passando por um processo de transformação para que sejam aproveitadas ao máximo, de modo que elas não perdem a cor e não é necessário utilizar corantes. 

Sem essas tinturas, há menos poluição nas águas e é gerada uma economia de
150 litros de água por quilo de fibra. Já pensou?

Entretanto, diante de todos os benefícios desse insumo que vimos até agora, será que ele traz bons retornos à agricultura familiar?

Algodão dentro da agricultura familiar

Sim, ele traz bons retornos a esse modelo de agricultura. 

De acordo com Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) – atualizado em maio de 2022 –, 77% dos estabelecimentos da agricultura foram considerados como agricultura familiar. 

Além disso, ressalta-se que 70% dos brasileiros que moram no campo dependem da renda que ele fornece.

Por isso, alguns países já estão investindo, inclusive, em máquinas para obterem o melhor benefício possível desse cultivo!

Cultura de inovação

Essa cultura já está presente em terras do Paraguai e do Brasil. 

Os governadores do nosso país e do Paraguai, juntamente com a delegação da Colômbia, em 24 de maio de 2022, reuniram-se para um dia de campo direcionado à inovação da colheita de algodão.

Posto isso, a produção desse insumo vai de vento em popa, pois a tecnologia pode aumentar ainda mais a produtividade dessa planta. 

Neste contexto, após vários testes realizados no Brasil no período de 2020 e 2021, o Paraguai foi o primeiro país a receber uma colheitadeira para demonstrações em campo. 

Diante desse cenário promissor, Ebert Benítez Villalba, vice-ministro da Agricultura Familiar do Paraguai, esteve presente nesse dia de campo para conhecer a colheitadeira e seus benefícios.

O vice-ministro argumenta que é fundamental recriar o entusiasmo pelo cultivo de algodão.

E você? Pretende saber mais sobre esse assunto?

Se sim, saiba que novas tecnologias relacionadas ao cultivo de algodão estão sendo cada vez mais desenvolvidas.

Logo, esse plantio é uma potência para nosso agro!

E toda essa conquista deve-se ao solo tropical, que traz todos os recursos para que esse cultivo se desenvolva cada vez mais. 

Portanto, não deixe de converse com nossos especialistas para entender mais sobre esse assunto e, sobretudo, ficar à frente de seus concorrentes.

Procurando um tema específico?

Gostou do artigo?

Receba gratuitamente conteúdos exclusivos e inéditos por e-mail, feitos pelos especialistas da TerraMagna.

Veja também

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Veja também

Crédito seguro para o agronegócio

Av. Anchieta, 1078 – Jd Nova America

São José dos Campos – SP

Contato

 (12) 3923.3355

 [email protected]

(65) 9 9639.1505

Acompanhe as novidades