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Femea do besouro de veado em uma imagem de zoom em seu ambiente natural sentado no galho

Besouro: aliado ou vilão do produtor rural?

O besouro é um inseto que desempenha papel fundamental no ciclo de matéria orgânica, na cadeia alimentar e no equilíbrio ecológico do planeta Terra. 

Algumas espécies, por exemplo, atuam como decompositores de matéria orgânica (alimentam-se de matéria em decomposição); outras auxiliam na polinização de plantas, e por aí vai. 

Em contrapartida, esses insetos podem tornar-se pragas, com grandes prejuízos na agricultura, na pecuária, além de serem vetores de doenças em alguns casos.

Eles pertencem ao filo Arthropoda, na ordem Coleoptera. Sua principal característica é a presença de um par de asas bem resistente, que protege um segundo par mais abaixo, com características membranosas.

Reproduzem-se com certa facilidade e possuem desenvolvimento completo, com fases jovens diferentes das do adulto.

Neste artigo, discutiremos melhor esses insetos, bem como seus impactos positivos e negativos no cenário do agronegócio brasileiro.

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Besouros e o cenário agrícola brasileiro

A alimentação do besouro inclui um regime alimentar bastante diversificado. Tanto na forma adulta quanto na forma larval, esse inseto se alimenta de material vegetal e também animal. 

Em sua maioria, as larvas, após eclodirem, passam por diversas transformações até sua fase adulta. Os adultos apresentam formas e tamanhos variados.

Em alguns países do mundo, esse inseto tem grande valor comercial para a alimentação humana, sendo uma prática comum entre povos americanos e orientais no passado. São fontes de proteínas, com a segunda maior quantidade entre todos os insetos.

Existem espécies predadoras (que são usadas para controle biológico), parasitas (inclusive do próprio ser humano) e aquelas que são consideradas pragas (que trazem prejuízos financeiros para as lavouras).

Na agricultura, grande parte dos besouros é vista como praga. Contudo, como veremos a seguir, existem espécies que são essenciais para o equilíbrio e controle de pragas de algumas culturas.

A importância do besouro no controle de pragas

Caso da mosca-dos-chifres

Identificada pela primeira vez em 1983, a mosca-dos-chifres é um inseto considerado praga em diversos países ao redor do mundo. Trata-se de um sério problema econômico para a pecuária, com populações cada vez mais resistentes ao controle químico.

Ela ocorre em praticamente todo o território brasileiro, especialmente na região do cerrado. De origem europeia, ela se alimenta exclusivamente de sangue.

Dessa forma, ataca o gado, com picadas dolorosas, que posteriormente levam à diminuição da libido em touros e anemia e perda de peso no gado em geral.

Assim, há uma queda na produtividade rural e na lucratividade do pecuarista. Como se não bastasse, o inseto é ainda um vetor de doenças, como a anaplasmose e a tripanossomose.

As fêmeas colocam seus ovos nas fezes dos animais. Eles eclodem cerca de 24 horas após a postura, e transformam-se em larvas. A partir daí, cerca de 4 a 8 dias depois, em boas condições de temperatura e umidade, essas larvas já se tornam moscas adultas.

Diante disso, a Embrapa, em parceria com outras instituições, desenvolveu um método de controle biológico, com o uso de besouros coprófagos exóticos (que se alimentam de fezes).

Esse besouro (também conhecido como rola-bosta) se alimenta das fezes frescas dos bovinos, reduzindo em até 40% a infestação da mosca do chifre nas propriedades. Ele enterra as fezes frescas no solo, evitando que a mosca realize a postura dos ovos.

“São menos danos ambientais e um menor uso de pesticidas, com menos gastos para o próprio produtor.”

E isso não se limita apenas à mosca-dos-chifres: algumas espécies de besouros também são predadoras naturais de cochonilhas e pulgões (pragas comuns em plantas cítricas).

Joaninha: um besouro eficiente no controle de pragas

Muito conhecida por sua coloração vermelha e com pintas pretas, a joaninha faz parte da família dos besouros. O que pouca gente sabe é que esse inseto agradável aos olhos tem um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas, inclusive para o agronegócio.

Com cabeça pequena e dois pares de asas bem-desenvolvidos, esses pequenos insetos medem até 1 cm. A fêmea pode colocar de dez a centenas de ovos. 

Uma curiosidade interessante é que, apesar de morfologicamente diferentes, larvas e insetos adultos têm o mesmo tipo de alimentação!

O ciclo de vida dura aproximadamente cinco meses.

Por ter características de predação, a joaninha costuma se alimentar de outros insetos, principalmente aqueles de corpo mole, como ácaros, moscas-brancas e cochonilhas. Além disso, tem extrema capacidade de diminuir populações de outros animais.

A cochonilha-rosada é uma praga muito presente em plantações. Ela suga a seiva das plantas e traz prejuízos a diversos tipos de lavouras espalhadas pelo mundo. E a joaninha é o principal predador da espécie.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), juntamente com a Embrapa, vem trabalhando em projetos para utilizar a joaninha no controle biológico da cochonilha.

A tecnologia foi introduzida no Brasil há 22 anos e apresentou uma eficácia muito alta. Basicamente, o trabalho gira em torno da criação de joaninhas para posterior liberação no campo.

Se o nível de ocorrência da cochonilha é muito alto, também se aumenta a população da joaninha. Caso a população diminua, há uma queda da população da joaninha.

Besouro-castanho: destruidor de plantações

O besouro-castanho, conhecido popularmente como caruncho, é um inseto de cor
marrom-avermelhada que mede cerca de 2,3 a 4,4 centímetros e tem corpo totalmente achatado.

De reprodução rápida e veloz, as fêmeas desse inseto colocam em média 500 ovos, geralmente em fendas de paredes ou sacolas sobre grãos armazenados. O ciclo de vida do animal gira em torno de 20 dias.

Umidade alta e dias quentes favorecem a reprodução e proliferação desses insetos.

Ele ataca ambientes de armazenamento de grãos, causando sérios prejuízos em estoques inteiros. Diante disso, são consideradas pragas secundárias, por não atacarem diretamente a plantação.

É preciso que o produtor rural se atente ao controle desse inseto. Caso contrário, há grande risco de perda da safra, devido à facilidade de sua proliferação.

Controle físico

O controle físico do besouro castanho se dá por ajuste na temperatura, na umidade relativa do ar, no controle da atmosfera do local de armazenamento dos grãos.

Limpezas e higienizações locais devem ser feitas com frequência, para eliminar focos de infestações, além do controle e gerenciamento da unidade armazenadora (desde a chegada dos grãos até a comercialização para consumo).

Controle químico

O controle químico deve ser sempre realizado em conjunto com o controle físico. Basicamente, ele funciona de duas maneiras:

  • aplicação homogênea de inseticidas sobre os grãos, além de limpeza e secagem;
  • em locais já infestados, o tratamento é curativo, com aplicação de produtos à base de fosfeto de alumínio. A temperatura ideal para realizar tal procedimento é 25°C, aproximadamente.

Corós: a larva do besouro

Um coró é a forma larval de um besouro. Trata-se de uma praga que causa grandes prejuízos às raízes das plantas, resultando na morte destas. Há registros de mais de mil espécies no país, das quais dez são consideradas pragas.

Entre os fatores que contribuem para a proliferação das larvas estão o sistema de plantio direto e o não revolvimento do solo.

Os gêneros de maior ocorrência são Phyllophaga, Diloboderus e Liogenys.

  • O Diloboderus ocorre em grande número na região Sul do país. Ataca, principalmente, as safras de inverno.
  • O Phyllophaga é mais comum na região Centro-Oeste do país, atacando principalmente a cultura da soja e do milho safrinha.
  • A ocorrência de Liogenys também é comum na região Centro-Oeste, em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Ataca as culturas da soja e do milho.

Formas de controle

Uma das principais formas de controle das larvas do besouro é a rotação de culturas com plantas não hospedeiras. Algumas espécies de crotalárias, por exemplo, possuem raízes tóxicas para essas larvas.

O controle químico, feito com pesticidas, apresenta-se apenas como forma complementar e não é efetivo quando as larvas atingem a idade adulta. 

Como a distribuição do inseto não se dá de forma homogênea na lavoura, a aplicação deve ser feita apenas localmente!

Por fim, medidas como correta adubação do solo, correção do solo e inoculação de bactérias são fatores que ajudam a diminuir a população de corós.

Equilíbrio do ecossistema e agronegócio

Quando falamos em insetos, estamos falando do mais diverso grupo de organismos da história do planeta.

São milhões de espécies distribuídas em diferentes ecossistemas. E pasmem: estima-se que ainda existam cerca de 10 milhões de espécies a serem descobertas.

Como vimos ao longo do nosso artigo, os besouros fazem parte do ciclo de vida da natureza. Ora pragas, ora aliados, esses insetos são fundamentais na homeostase do planeta Terra.

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