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A cana de acucar com zoom nos entre nos.

Cana de açúcar: saiba mais sobre projeção dessa cultura

A cana-de-açúcar é uma cultura bastante comum no Brasil, afinal a planta se adapta muito bem ao clima tropical.

O açúcar é um item indispensável na mesa do brasileiro e também na de pessoas ao redor do mundo. Além do mais, muitos outros produtos são originados da mesma planta — como o etanol.

A cultura da cana-de-açúcar faz parte do grupo das gramíneas, além de ser perene e alta. A planta pertence ao gênero Saccharum officinarum, da família Poaceae (a mesma do milho).

Uma das questões mais interessantes é que há uma enorme variedade de produtos derivados da cana-de-açúcar.

Entre eles, podemos destacar o próprio açúcar, bebidas alcoólicas, biocombustíveis e até mesmo produtos medicinais.

Com essa ampla gama de possibilidades, a cana-de-açúcar é uma cultura muito produtiva, inclusive aqui no Brasil.

Nesse sentido, confira mais informações sobre essa cultura e as projeções do plantio.

A origem da cana-de-açúcar

O adocicado da cana-de-açúcar já é popular há milênios e povos pré-históricos já tinham o hábito de mastigar a planta.

Depois dos povos pré-históricos, por volta de 8.000 a.C., é que se iniciou a domesticação da planta na região da Polinésia.

Sendo assim, há evidências de que tudo começou em Nova Guiné e, posteriormente, a planta foi levada para a Índia.

Após essa movimentação, os árabes passaram a introduzir o plantio no Egito e, depois disso, enviaram pelo Mar Mediterrâneo para Espanha, Sicília e Chipre ainda no século X.

Durante esse processo, acredita-se que foram os egípcios que deram início à clarificação do caldo proveniente da cana-de-açúcar — e produziam um açúcar da mais alta qualidade.

No entanto, o açúcar ainda era consumido apenas por classes privilegiadas, que costumavam usar como especiaria e medicação, mesmo com a produção domesticada da planta.

Foi só no século XV que o plantio passou a ser feito em larga escala e só no século XVIII que o açúcar começou a ser consumido por pessoas comuns.

A partir disso, o consumo do produto só cresceu e se popularizou. Hoje, a cultura já está presente em dezenas de países.

A chegada da cana ao Brasil

Afinal de contas, como aconteceu a chegada da cana-de-açúcar ao Brasil após rodar por tantos locais diferentes?

A resposta é bem simples: a planta foi introduzida nas Américas por volta do século XV por comerciantes portugueses, já que Portugal fazia parte da rota dos mercadores.

Dessa forma, foi por meio desses mesmos comerciantes portugueses que a cana-de-açúcar chegou a terras brasileiras, porém a história do começo do cultivo é outra.

O primeiro plantio aconteceu quando o governador das Ilhas Canárias deu o cultivo de presente a Cristóvão Colombo; assim, a produção foi introduzida no Brasil.

O açúcar foi o principal produto a ser produzido e o mais rentável por mais de 400 anos de colonização das Américas. Para se ter uma ideia, existiam milhares de engenhos em colônias, como:

  • inglesas;
  • portuguesas;
  • holandesas;
  • espanholas;
  • francesas;
  • dinamarquesas.

Entretanto, no Brasil, foram encontradas condições bastante favoráveis para a plantação, como o fato de o clima ser bom, o solo fértil e plano e ainda contar com mão de obra escrava e indígena.

Com isso, os canaviais se espalharam pelo território brasileiro, principalmente nas regiões sudeste e nordeste.

Somente em meados do século XX é que os engenhos começaram a ser industrializados e substituídos por usinas sucroalcooleiras.

Todo esse processo secular de cultivo da cana-de-açúcar fez com o que o Brasil se tornasse o maior produtor do mundo, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo.

Na safra de 2020/2021, o nosso país produziu mais de 654 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cerca de 41 milhões de toneladas de açúcar e quase 30 bilhões de litros de etanol.

Portanto, esses números deixam claro como a cultura canavieira foi bem-sucedida no Brasil.

Produtos e subprodutos da cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar tem um imenso potencial produtivo, mas é mais enviada ao setor sucroalcooleiro — área que trabalha na produção de açúcar e etanol.

Sendo assim, após a colheita, a planta passa por algumas etapas:

  • moagem para retirar o açúcar líquido (caldo de cana);
  • fervura para retirar o excesso de água;
  • nos casos da produção de álcool, passa pela fermentação.

Além de açúcar e álcool, que são os produtos derivados mais conhecidos, também é possível fabricar outras mercadorias, como a cera.

A cera é resultado da extração da torta de filtro, que é um resíduo da planta e, dessa forma, pode ser usada como uma alternativa às ceras de origem animal e sintéticas.

O produto tem propriedades interessantes e pode ser utilizado em:

  • produtos de limpeza;
  • cosméticos;
  • indústria farmacêutica;
  • indústria alimentícia.

Entre os produtos que também são feitos com a cana-de-açúcar, estão as bebidas (caldo de cana, garapa e bebidas alcoólicas), açúcar mascavo, melado e rapadura.

Já os resíduos da produção também são úteis, como a vinhaça, que é usada para a alimentação de gado e fertirrigação de áreas de cultivo.

Toda a planta é aproveitada do início ao fim, como os restos que viram adubo, fertilizantes para o campo ou biomassa para produzir biogás.

Como funciona o plantio dessa cultura

Como já foi apontado, a cultura é perene e dura cerca de 6 anos (com cinco cortes), desde que sejam tomados todos os cuidados no cultivo.

A fase de plantio passa por algumas operações. Confira quais são:

  • eliminação da soqueira;
  • subsolagem;
  • calagem;
  • aração;
  • terraceamento;
  • sulcação;
  • adubação;
  • distribuição das mudas;
  • cobrimento de mudas;
  • pulverização de insumos (herbicidas, fertilizantes, fungicidas, etc.);
  • colheita.

Esse é o ciclo canavieiro total, entretanto a planta tem 4 fases de desenvolvimento: brotação e emergência, perfilhamento, crescimento dos colmos e maturação dos colmos.

Entenda como ocorre cada uma dessas fases e o que acontece durante o crescimento da lavoura.

Brotação e emergência

A primeira fase é chamada de brotação, justamente porque é quando o broto sai e rompe as folhas da gema, assim as raízes do tolete começam a aparecer.

Depois desse primeiro momento, começa a emergência do broto, que acontece entre 20 e 30 dias após o plantio.

Essa fase é bem importante e diretamente influenciada pelo manejo do plantio, pela época, pelo ambiente e pela qualidade das mudas.

Ainda nesse estágio, ocorre o enraizamento, de 2 a 3 semanas após a emergência e, por fim, aparecem as primeiras folhas.

Perfilhamento

Assim que os brotos saem e as folhas aparecem, a planta entra na fase de perfilhamento. Essa etapa é caracterizada pela emissão de colmos, local em que acontece a formação da touceira.

É exatamente na touceira que os colmos são colhidos, e a cana-de-açúcar é capaz de produzir de 4 a 12 colmos — e eles podem medir de 3 a 5 metros de altura.

Crescimento dos colmos

O auge do perfilhamento é quando os colmos se desenvolvem, acumulam açúcar na base e atingem determinada altura.

Nesse estágio, as folhas mais velhas ficam amareladas e começam a secar.

Maturação dos colmos

Touceiras altas com folhas amareladas e secas são sinais de que o açúcar já está sendo depositado nos colmos.

No período de chuvas entre outono e inverno, quando as temperaturas baixam, nota-se que o crescimento reduz, mas a maturação da planta aumenta.

A partir de então, o período de colheita é definido conforme a época do plantio, a duração do ciclo da planta e outras condições do ambiente.

Quais são as principais pragas dos canaviais?

Os produtores de cana-de-açúcar enfrentam pragas que afetam a produtividade canavieira. Conheça quais são para proteger sua lavoura!

Broca da cana-de-açúcar

A Diatraea saccharalis é uma das pragas mais comuns que surgem nessa cultura. A broca da cana-de-açúcar é uma larva que ataca a planta em qualquer fase de desenvolvimento.

Se a praga aparecer logo no início, as chances de morte são altas. Já na fase adulta, os colmos abrem antes do tempo e há perda de peso da planta.

A broca também tem esse nome porque pode penetrar na planta e criar uma galeria transversal, enfraquecendo a estrutura e deixando-a mais suscetível à quebra.

Ela também provoca enraizamento aéreo, brotações laterais, surgimento de fungos e compromete a qualidade do caldo.

Cupim da cana-de-açúcar

Essa praga ataca pelas extremidades ainda no estágio inicial da planta, prejudicando os toletes e danificando suas gemas. Com isso, o processo de germinação tem falhas e a produtividade cai.

A produtividade da cana-de-açúcar no Brasil

Os dados não mentem: o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo!

O estado de São Paulo é quem lidera a produção nacional e respondeu por cerca de 54% da quantidade produzida na safra de 2020/2021.

Das 1.700 milhões de toneladas produzidas em todo o mundo, a produção brasileira foi responsável por 22% desse total — ou seja, uma boa fatia do mercado global.

Apesar do recuo de 13% na safra 2021/2022, houve uma produção nacional de mais de 523 milhões de toneladas, segundo informações da União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA).

A estimativa é que a área de plantio seja reduzida em 1,9%, mas que a produção atinja 596 toneladas na safra 2022/2023.

Conclusão

Por estarmos no país que mais produz cana-de-açúcar no mundo e termos um clima favorável para o cultivo, investir nessa cultura aponta para bons resultados.

Nesse contexto, conte com a TerraMagna para começar seus investimentos no campo com mais sustentabilidade e potencial produtivo.

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