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Uma ilustração mostrando ilustração de um desmatamento ilegal trazendo grande prejuizo

Desmatamento: causas e consequências da retirada da vegetação

O desmatamento é, atualmente, um dos problemas mais graves ligados ao meio ambiente, ação por meio da qual florestas são devastadas e consequências são trazidas para toda a sociedade.

E a questão não está restrita a uma parte do globo; todo o planeta tem sofrido os prejuízos da exploração das florestas e a extinção de plantas e animais nativos.

No Brasil, por exemplo, as queimadas na Amazônia – um dos maiores biomas do mundo – preocupam não só a população local, mas a de toda a Terra.

Neste artigo, nós trazemos um panorama sobre o desmatamento pelo mundo, além de suas causas e consequências. Confira!

Desmatamento no Brasil e no mundo

O desmatamento é um processo de degradação da vegetação nativa de uma região, podendo levar à desertificação do local em que ela se encontra. Também é chamado de desflorestamento.

Ao desmatar uma área, sua cobertura vegetal é retirada de maneira parcial ou total.

A prática, algumas vezes, é necessária para atender às demandas do ser humano, mas é preciso ter em mente que, em grande parte dos casos, o desmatamento leva a sérios problemas ambientais.

As mudanças climáticas e as ações do homem têm levado todo o mundo a sofrer perdas substanciais de suas florestas e biomas.

Desde a Revolução Industrial, nós temos visto mudanças drásticas nos cenários dos campos.

Isso porque, a partir desse momento histórico, caracterizado pelo surgimento das indústrias, foram potencializados o descarte de resíduos sólidos na natureza, a poluição atmosférica e o consumo de recursos naturais.

Os países que hoje são considerados desenvolvidos foram os que mais desmataram as suas florestas, a fim de ter vantagens econômicas.

Vale dizer que uma das principais preocupações dos cientistas é justamente a perda de florestas tropicais úmidas, que são cruciais para o armazenamento de carbono e a manutenção da biodiversidade.

Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), 2021 foi o pior ano para a Floresta Amazônica em uma década, pois mais de 10 mil km² de mata nativa foram desmatados, representando um aumento de 20% em relação a 2020.

E não é só a Amazônia que tem sofrido com o problema; o próprio Pantanal, o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica perderam muito de sua vegetação natural nos últimos anos, levando, inclusive, à extinção de milhares de espécies de animais.

Temos visto os reflexos disso em nosso dia a dia: aumento das temperaturas e do nível do mar, intensificação dos desastres ambientais, maior poluição do ar, entre outros.

Causas do desmatamento

Após conhecer melhor a realidade do desmatamento no Brasil e no mundo, é hora de entender as principais causas que levam a esse problema!

Extração de madeira

Uma floresta demora anos e anos para se desenvolver, mas, em pouco tempo, pode ser derrubada.

A extração de madeira, especialmente de maneira ilegal, é um dos principais motivos que levam ao desmatamento, causando a redução da área florestada, de modo que mais gás carbônico é lançado na atmosfera.

Com isso, há intensificação do efeito estufa, risco de extinção de animais silvestres, mudanças climáticas, etc.

Queimadas

As queimadas são causadas tanto por motivos naturais quanto por ação humana; em ambos os casos, os impactos podem ser enormes e levar ao desmatamento de uma área.

Dependendo das condições climáticas, o incêndio pode se alastrar por grandes áreas em questão de minutos.

Além disso, o controle de queimadas é uma tarefa complexa, ainda mais se acontecer em locais de difícil acesso e for de grandes dimensões.

Expansão urbana

O desmatamento também é consequência da expansão urbana. Nos últimos anos, a quantidade de pessoas que migraram do campo para as cidades aumentou, o que causou mudanças drásticas na paisagem.

Com isso, florestas deram lugar a construções, por meio do desflorestamento, que retira completamente a vegetação para que a população possa levantar prédios, escolas e outras estruturas.

A Mata Atlântica é um dos principais exemplos dos impactos da expansão urbana. Ela cobria mais de 1,3 milhões de km² do território brasileiro e estava presente ao longo de 17 estados, indo do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul.

Desde a descoberta e colonização do Brasil até os dias de hoje, contudo, a mata foi reduzida a cerca 7% da sua área original.

Agropecuária e desmatamento

Uma parte do desmatamento também é fruto das atividades agropecuárias; afinal, para que determinada área se torne própria para uso comercial, é preciso limpá-la.

Isso significa retirar a cobertura original para que possa ser feito o plantio da cultura escolhida ou mesmo a pastagem do gado.

Um dos problemas é a monocultura, que acaba fazendo com que o solo fique improdutivo com o passar do tempo, tornando difícil a sua recuperação.

Consequências do desmatamento

Como é de se esperar, o processo de desmatamento desencadeia uma série de consequências para o meio ambiente e a agricultura. Confira alguns desses impactos!

Erosão e desertificação dos solos

A erosão é um processo de desgaste, transporte e sedimentação do solo a partir da remoção de suas camadas superficiais, podendo ser causada pela chuva, pelo vento e até mesmo pelo gelo.

O desmatamento é responsável por tirar a cobertura vegetal, que funciona como uma barreira, deixando o solo exposto, o que leva o processo erosivo a acontecer de forma mais intensa.

Quando ocorrem chuvas mais fortes, isso pode arrastar a camada superficial do solo, formando sulcos que aumentam na medida do tempo.

Consequentemente, se o solo permanece exposto por um longo período de tempo, existe a perda total da camada fértil, conduzindo à desertificação e, em seguida, tornando a área inutilizável para a atividade agrícola.

Para produtores, essas perdas significam prejuízos ao cultivo e econômicos para a lavoura.

Perda da biodiversidade

A perda da biodiversidade local é outra consequência do desmatamento. Isso significa que as espécies, sejam da fauna ou da flora, perdem seu hábitat ou não sobrevivem no que restou das florestas.

Dependendo da extensão do desflorestamento, plantas, animais e microrganismos podem ser extintos.

Extinção de fontes de água por causa do desmatamento

A retirada de vegetação de locais próximos às nascentes pode levar à extinção dessas fontes de água e eliminar os cursos d’água.

Ademais, se o local já estiver sofrendo com a erosão, o material das camadas superficiais do solo é levado aos cursos d’água, agravando o problema.

Quando o sedimento se acumula nos leitos dos rios, eles se tornam mais rasos, causando o que chamamos de assoreamento, que não só diminui a vazão de água, como também a torna turva.

Cabe destacar que a turbidez dos rios dificulta a passagem de luz e impede a fotossíntese, reduzindo a quantidade de oxigênio na água, essencial para algas, peixes e outros seres aquáticos.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas são um dos maiores problemas causados pelo desmatamento de florestas.

Por meio da fotossíntese das plantas, são absorvidas grandes quantidades de energia solar e é feita a evapotranspiração, que fornece umidade para o ambiente.

Com a retirada da floresta, o equilíbrio climático é alterado, pois há uma diminuição na evaporação de água extraída do solo, fazendo com que o clima fique muito mais seco.

Claro que o problema não se restringe só às áreas de desmatamento, ainda mais se forem de grandes extensões, já que isso cria uma reação em cadeia que afeta outros locais.

Um exemplo claro disso é o desmatamento da Amazônia, que tem alterado o regime de chuvas em regiões como o Sudeste.

Disseminação de pragas e doenças

O desmatamento também abre espaço para a introdução de novas pragas e doenças na sociedade, sendo as principais causadas por vírus.

O fato é que, a partir do momento em que já há um desequilíbrio ambiental e os animais silvestres perdem seu hábitat, eles passam a conviver mais próximos dos seres humanos, e muitos deles podem transmitir novas doenças.

Além do mais, o desflorestamento é um dos responsáveis por aumentar a propensão de pragas em locais de plantio, criando uma área favorável à reprodução delas.

Impacto social

Apesar de o foco ecológico ser o mais citado quando falamos de desmatamento, é preciso entender também as consequências econômicas, políticas e culturais da prática.

Em determinados casos, há conflitos entre os povos locais e os exploradores da mata, criando a necessidade de mudança de área para a garantia do sustento.

Os problemas econômicos também se sobressaem; por exemplo, alguns países já cogitaram deixar de comprar carne e soja brasileiras devido às queimadas na Amazônia, o que levaria a um desequilíbrio na balança comercial.

Conclusão

O desmatamento traz prejuízos sociais, econômicos e ambientais para todos, como pudemos ver ao longo do artigo.

Para quem trabalha com a agricultura e tem enfrentado os efeitos do desmatamento em sua área, tendo perda de produtividade na lavoura, é preciso adotar algumas medidas para resolver o problema.

Uma das principais indicações para isso é apostar na Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que otimiza o uso da terra e dos recursos naturais.

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