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Enxofre amarelo em uma producao de larga escala

Enxofre: nível de importância para a qualidade das lavouras

O enxofre (S) é um dos elementos químicos mais conhecidos e utilizados pelos agricultores. Ele não só mantém o solo fértil e nutrido, como também pode ajudar no controle de pragas. 

Justamente por isso, foi escolhido como pauta para este artigo. Adiantando um pouco o assunto, o enxofre é essencial para a agricultura devido à presença de aminoácidos sulfurados, cistina e metionina nas proteínas vegetais. 

No solo, pode ser facilmente encontrado na forma orgânica. Atenção! O manejo incorreto do solo pode reduzir esse teor, associado ao uso de corretivos em superfície e fertilizantes que não o tenham em sua composição. 

A tendência, então, é uma possível resposta das culturas à adubação sulfatada. 

Dito isso, a partir de agora, você entenderá tudo sobre o enxofre e seus benefícios. Boa leitura!

O que é enxofre? 

Antes de explicar qual é a importância do enxofre para o cultivo de grãos, vamos entender o que é ele primeiro. 

Basicamente, trata-se de um sólido amarelo classificado na tabela periódica como não metal e que representa 3% da massa terrestre. 

É a base para a síntese de ácido sulfúrico, um dos compostos mais produzidos mundialmente em escala industrial. 

Além disso, está presente na constituição dos aminoácidos de plantas e animais.

Como é o ciclo do enxofre? 

O ciclo do enxofre pode acontecer na água, no solo e na atmosfera. Ele pode ser encontrado em grande quantidade na crosta terrestre, e na atmosfera em menor quantidade. 

Na cadeia alimentar, esse elemento químico é inserido pelas plantas, que o absorvem de outras substâncias e, depois, utilizam na produção de aminoácidos. 

Durante o processo de decomposição de plantas e animais, os microrganismos decompõem os aminoácidos e incorporam nas rochas, liberando enxofre para o meio ambiente.  

Além dessas duas formas, o S também pode ser liberado na atmosfera por atividades vulcânicas e ações humanas, por meio de atividades industriais e queima de combustível dos automóveis.

Quais são as formas do enxofre?

O enxofre é encontrado nos solos tropicais de duas maneiras: orgânica e inorgânica, sendo a primeira predominante.

Isso pode ser comprovado pelas altas correlações verificadas entre os teores de carbono orgânico ou N total e os teores de S total ou orgânico.

O S orgânico é dividido em duas frações: ésteres e ligado diretamente ao carbono.

O S orgânico é gradualmente mineralizado à [SO4](2-). Como a fração orgânica desse nutriente é predominante, a mineralização e a imobilização são responsáveis por regular o ciclo no solo e controlar a disponibilidade de enxofre para as plantas. 

O armazenamento de S orgânico o torna um suprimento inesgotável para as plantas. Por isso, é importante manter os teores adequados de matéria orgânica no solo. 

As transformações de enxofre no solo são controladas por processos bióticos e abióticos.

A importância de cada processo depende de alguns fatores. Entre eles, estão temperatura do solo, pH, umidade, quantidade de argilominerais, óxidos de ferro e alumínio, conteúdos de carbono e N.

E, claro, há ainda os processos de transformações bióticas que estão relacionadas a mineralização, imobilização, oxirredução e assimilação de S pela planta.

Por último, os processos abióticos ocorrem em função de adsorção, dessorção, precipitação e dissolução do S inorgânico. 

Por que o enxofre é importante para as plantas? 

O enxofre é, sem dúvidas, um dos nutrientes mais importantes para as plantas, já que é imprescindível em processos metabólicos e na produção de proteínas. 

É exatamente isso que vai influenciar o bom desenvolvimento e o enchimento dos grãos. 

Além disso, também está vinculado a processos metabólicos da fotossíntese, presente em algumas coenzimas e associado à fixação de nitrogênio. 

O enxofre contribui, ainda, com suas funções fungistáticas, acaricidas e inseticidas. 

Assim como o cálcio e o magnésio, o S pode ser conhecido como macronutriente secundário e precisa ser fornecido à planta durante todo o seu ciclo. 

Na maioria das culturas, a necessidade de enxofre é de 10 kg a 30 kg/ha. Mas, quando se trata das leguminosas e gramíneas, é diferente. 

Normalmente, as gramíneas exigem menos que as leguminosas. O motivo? O teor de S em suas sementes é menor. 

Como mencionamos no início deste artigo, o solo fornece enxofre para as plantas por meio da matéria orgânica. Isso representa uns 90% do que é necessário pelas culturas agrícolas. 

Todavia, para que a produtividade seja ainda melhor, o ideal é que o agricultor complemente o enxofre com o uso de fertilizantes. 

Os fertilizantes são aplicados indiretamente, via alguns tipos de adubo como o superfosfato simples, o sulfato de amônio e o sulfato de potássio. 

Na natureza, as rochas ígneas – tipos de formações rochosas que se originam no interior da Terra – são a fonte primária de enxofre, normalmente como sulfato.

Quais são os principais sintomas da falta de enxofre?

Você que é produtor pode começar a notar que há algo de errado quando as folhas, principalmente as mais novas, começarem a apresentar uma clorose generalizada. 

Além desse sintoma, a síntese de proteína, que requer os aminoácidos cistina, cisteína e metionina, é comprometida. 

Pode ser que até o crescimento sofra interferências e que haja um acúmulo de antocianinas. 

Vale lembrar que a deficiência de enxofre não é comum, já que os solos são ricos nesse nutriente. 

Contudo, quando muito utilizado e sem os devidos cuidados, isso pode ser notado. 

Como suplementar o enxofre? 

Apesar de o solo fornecer de 60% a 90% do total necessário para as plantas, pode ser que o agricultor tenha de implementá-lo. 

Os fertilizantes fosfatados estão na forma de sulfato e outras diversas combinações. 

Sulfato de amônio

O sulfato de amônio é uma ótima alternativa de adição de enxofre para a plantação, assim como o nitrogênio, bastante usado para adubação de cobertura. Isso porque o S contido está facilmente disponível e o N é pouco volatizado. 

Superfosfato simples

O superfosfato simples é muito vantajoso por conter cálcio e enxofre. A combinação resulta na melhora das condições subsuperficiais do solo. 

Gesso

O gesso, apesar de ser muito bom, exige bastante cautela quando for usado, pois pode causar desequilíbrio de bases na camada de 0 cm a 20 cm. 

Enxofre elementar

O enxofre elementar é ótimo por ter alta concentração de enxofre, mas ainda não tem uma forma disponível, já que depende da atuação dos microrganismos. 

De qualquer forma, o custo é relativamente baixo, despertando interesse nos produtores. 

Sulfato de potássio

Em culturas sensíveis ao cloro e exigentes de potássio, o sulfato de potássio é bastante recomendado. 

Além disso, ainda é utilizado em solos salinos, por ser um fertilizante de índice salino menor. 

Sulfato de magnésio e potássio

Por último, temos o sulfato de magnésio e potássio para suplementar as áreas que não recebem muita chuva e/ou irrigação adequadas. 

Enxofre para evitar pragas

Até aqui, você já viu o que o é enxofre, como pode ser encontrado e, inclusive, suplementado, certo? Mas sabia que ele pode ser usado para combater fungos também?

As plantas saudáveis contêm grande variedade de metabólitos secundários, e muitos apresentam nitrogênio e enxofre em sua estrutura.  

Ambos estão presentes em sua forma ativa biologicamente ou armazenados como precursores inativos.

Depois, são convertidos na forma ativa pela ação de enzimas em resposta ao ataque do patógeno ou da praga.

Mas fica o alerta: apesar de o enxofre elementar ser utilizado como fungicida há muito tempo, ainda sabemos muito pouco sobre como ele realmente funciona. 

Quais são as diferenças entre o enxofre elementar e o sulfato?

É normal que muitos agricultores ainda tenham dúvidas sobre qual tipo de enxofre utilizar em suas lavouras; elementar ou sulfato? Vamos esclarecer. 

O enxofre elementar, apesar de ter bastante destaque, principalmente em virtude de seu transporte ser econômico, não é tão interessante. 

Isso porque precisa ser biologicamente oxidado nos solos à forma de S-sulfato, para ser assimilado pelas plantas. 

Esse é um processo que depende bastante das características do solo e do fertilizante, principalmente quando está exposto aos microrganismos oxidantes. 

Então, a velocidade de transformação do S-elementar em S-sulfato será maior se a partícula for menor – que estará disponível para a planta depois. 

Portanto, essa característica reduz a eficiência agronômica do insumo quando utilizado em grânulos. 

Serão necessários mais de três anos para uma equivalência de eficiência com fontes de S-sulfato de 50% das pastilhas mais utilizadas comercialmente. 

Só por esses motivos, já deu para perceber que o S-sulfato é superior em relação a fontes de S-elementar, principalmente se o solo apresentar deficiência desse macronutriente. 

Então, de acordo com os especialistas, caso queira garantir um bom desenvolvimento para suas plantas, utilize o enxofre na forma prontamente disponível à planta, na forma de sulfato quando o solo não tiver as quantidades ideais dele. 

Consumo de enxofre no Brasil e no mundo 

Os dados sobre o enxofre, de modo geral, são bastante antigos. Para se ter uma ideia, quando falamos em reserva, por exemplo, a última estatística fornecida foi em 2001, pela USGS. 

Comentaremos, neste tópico, um dos dados mais recentes sobre o consumo. 

De acordo com o TSI – The Sulfhur Institute, o mundo consumiu, em 2006, cerca de 71 milhões de toneladas de enxofre; no ano seguinte, o consumo foi de 73,9 milhões, levando à utilização dos estoques.

Esse salto se deu em razão do aumento da demanda da China e Índia, para a utilização na indústria de fertilizantes. 

No Brasil, o ácido sulfúrico – que contém enxofre – é utilizado em indústrias de produtos químicos, de papel e celulose, de açúcar, siderurgia e fertilizantes.

Seu maior consumidor, a indústria de fertilizantes (assim como China e Índia), importa o enxofre a granel para a produção de ácido sulfúrico nas plantas localizadas próximas às jazidas de fosfato. 

Lembrando que a produção de enxofre por aqui é baixa. 

Bom, como você pôde perceber, o enxofre é extremamente importante para os agricultores que desejam manter a lavoura sempre saudável e rentável.

Além disso, ele se relaciona com a matéria orgânica do solo. Assim, nossa última dica é: o fornecimento adequado de enxofre depende da cultura e de uma análise minuciosa do solo. 

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