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Expansão da área de trigo no Brasil e as demandas de mercado 

A alta no mercado internacional do trigo por causa da guerra entre Ucrânia e Rússia foi uma das motivações para que os produtores por aqui plantassem mais. A expansão do trigo no Brasil e o crescimento do interesse do agricultor no cereal se confirmam. Para a próxima safra, a estimativa da Conab é que ocorra um aumento de produção em torno de 21%. O país deve ter uma colheita de 9 milhões de toneladas, como foi divulgado no 10º Levantamento de safra da Conab, ou seja, 17,6% a mais que na safra anterior. A fim de que isso ocorra no Brasil, a área plantada de trigo, para a próxima safra deve ter um crescimento de 6,6%, algo por volta de 2.921,4 mil hectares.

A China é o país que mais produz, e a Rússia, o maior exportador. Com a guerra no Leste Europeu, a área de plantio da Ucrânia deve diminuir em 20%; mesmo assim, a produção mundial de trigo deve registrar crescimento em 2022 e chegar a 782 milhões de toneladas, de acordo com os dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Isso abriu um espaço para os produtores do Brasil no comércio internacional.

O trigo é um dos cereais que o Brasil mais importa; segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), são 6 mil toneladas, com um consumo de 12,7 milhões de toneladas, como informaram os especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O cereal é uma cultura de inverno, e as principais plantações do país estão localizadas na região Sul. O estado do Paraná, com uma produção estimada de 3.880,5 toneladas para 2022, é maior produtor brasileiro.

Essa demanda por alimentos e as oportunidades para os produtores de trigo foram assuntos abordados pelo setor durante o Fórum Nacional do Trigo, que ocorreu na 15ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. Os especialistas da Embrapa Trigo apresentaram a evolução da produtividade das lavouras no país. Quando os estudos com o cereal começaram, na década de 70, as plantações rendiam 600 quilos por hectare. Com melhoramento genético e pesquisas aplicadas ao campo, o país detém, atualmente, uma produção que passa 3.000 quilos por hectare. Há um desenvolvimento sustentável e uma demanda crescente por tecnologia, como foi pontuado durante o evento por autoridades do setor de trigo.

Assim, as perspectivas de médio e longo prazo para o setor incluem a ampliação do cereal na produção de biocombustíveis, como foi discutido no Fórum do Trigo, no final de junho. Isso comprova que a ampliação da participação dos cereais para atender à crescente demanda por alimentos expandiu os mercados para o trigo do Brasil.

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