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Fertilizante fosfatado ajuda na produtividade da soja

Com o aumento da demanda mundial por alimentos, um desafio é aumentar a produtividade nas lavouras. Assim, os produtores de soja têm ampliado a área plantada no Brasil. As pesquisas e os produtos que ajudam a melhorar a produtividade despertam o interesse do setor, que tem buscado insumos com melhores desempenhos. Como os fertilizantes que possuem fósforo são importantes componentes para o desenvolvimento das lavouras, pesquisas têm mostrado alternativas interessantes. É o caso dos resultados de anos de estudo e parcerias de várias instituições de ensino que têm levado respostas para a melhora da produtividade que o mercado exige das lavouras.

Os  pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – instrumentação que fica em São Paulo –, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e do instituto alemão Forschungszentrum Jülich fizeram um estudo em parceria que levou à criação de uma novidade no mundo dos fertilizantes multifuncionais. O novo produto está sendo chamado de compósito estruvita-polissulfeto pelos pesquisadores, possui liberação controlada e gradual dos nutrientes durante o crescimento das plantas e se mostrou sustentável.

Os pesquisadores fizeram os testes nas lavouras de soja, onde são usados os rejeitos da indústria do petróleo com enxofre para ajudar na liberação de fósforo a partir de resíduos urbanos. O fertilizante se mostrou eficiente na liberação lenta e aumenta a biomassa da soja. As pesquisas são uma parceria internacional e, na primeira fase, já apresentam resultados que comprovam o aumento da produtividade. De acordo com a Embrapa, mais estudos devem ser feitos para conhecer mais detalhes sobre o desempenho do fertilizante.

Em outra pesquisa, que levou 18 anos para ser concluída, surgiu um inoculante para fósforo que melhora a absorção dos nutrientes pelas plantas. Os estudos foram feitos em uma parceria entre os profissionais da Embrapa e os estudiosos de uma empresa que desenvolve soluções tecnológicas na linha de inoculantes e fertilizantes. O resultado é um produto que aumenta a produtividade da soja e do milho e pode ser usado tanto no solo quanto no tratamento das sementes.

De acordo com os pesquisadores, foi confirmado um desempenho na área de soja, entre 5 e 6 sacas por hectare. Com o acréscimo de fósforo, a adubação passa a ser mais eficiente, e o produto pode ser usado com outros insumos, mas precisa de orientação profissional como indicam os estudos. 

Para os especialistas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), os microrganismos ajudam a fixar o fósforo no solo, onde fica evidente que a preservação dos microbiotas – microrganismos que colonizam determinado local – auxilia na liberação do nutriente para as plantações. Desse modo, além de usar fertilizantes à base de fósforo para complementar o manejo, é necessário ter acesso a técnicas que aumentem, também, a produção dos microrganismos que levam a melhorias nas condições biológicas e físicas do solo. Em consequência, haverá maior produtividade e desempenho das lavouras.

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