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Gestão de riscos: como diminuir as ameaças ao seu negócio

A gestão de riscos compõe o processo de um negócio, inclusive os rurais, auxiliando em tomadas de decisões. 

O risco faz parte do negócio, mesmo quando há um bom planejamento, bons produtos e serviços.

A má administração dos riscos na empresa pode prejudicar o empreendimento, havendo a necessidade de encerrar as atividades. 

Por isso, é muito importante fazer essa gestão com eficácia, para proteger sua empresa.

Para entender melhor sobre o assunto, separamos tópicos que explicam os detalhes e a importância da gestão de risco para um empreendimento. Continue lendo.

O que é um risco?

Segundo o dicionário, um risco é uma possibilidade de perigo que ameaça pessoas ou o meio ambiente. É a probabilidade de prejuízo, levar determinado empreendimento, projeto ou coisa ao insucesso.

Ou seja, um risco é a incerteza em relação ao curso e aos objetivos esperados pelos gestores, podendo ser um acontecimento, imprevisto ou oportunidade possível. Listamos alguns exemplos de riscos que podem acontecer:

  1. Acidente no trabalho;
  2. Acidente ambiental;
  3. Fraude;
  4. Fatores agronômicos;
  5. Rotatividade de funcionário;
  6. Dificuldade com a logística;
  7. Problema de caixa;
  8. Falta de estoque;
  9. Perda de fornecedor;
  10. Aumento de custos;
  11. Processo jurídico.

Na agricultura, é muito importante identificar a causa, para evitar consequências negativas no negócio. As causas são inúmeras e podem estar relacionadas às finanças, às operações, às falhas humanas, à falta de gerenciamento ou ao azar.

Cenários de produtividade, custos, faturamento, lucro e fontes de créditos atingem diretamente as tomadas de decisões do agronegócio.

Se algum risco trouxer uma consequência negativa para sua produção, é preciso direcionar o foco em amenizar o impacto negativo e implementar ações para que ela não ocorra novamente.

Qual é o objetivo da gestão de riscos?

A gestão de riscos tem como objetivo prevenir possíveis riscos. Por meio dessa gestão, também é possível analisar e identificar oportunidades, evitando desperdiçá-las.

Assim, são estabelecidas estratégias da empresa a serem aplicadas para atingir as metas esperadas.

Segundo dados da Embrapa, o Brasil perde em torno de 1% do seu PIB agrícola devido a riscos que poderiam ter sido gerenciados e amenizados.

Nenhuma empresa deseja ter prejuízos financeiros, pois isso poderia custar a vida do seu negócio; então, é muito importante sempre avaliar os dados relacionados ao produto e ao serviço que a empresa oferece, para garantir o consumo e, consequentemente, o lucro da empresa.

Quais são as etapas da gestão de riscos?

Cada etapa deve conter um objetivo específico e palpável. A seguir, abordaremos cada etapa de como fazer uma gestão de riscos, explicando suas características, para que você não tenha dúvidas na execução desse processo. São elas:

Identificar os riscos: é preciso encontrar as possíveis hipóteses, fragilidades e vulnerabilidades que podem prejudicar a conquista das metas estipuladas, sem desconsiderar nenhum dado sequer, pois mesmo que seja pequeno pode fazer a diferença no final da análise.

Análise qualitativa: definirá o nível de importância do risco e a chance de acontecer.

Análise quantitativa: investigará o efeito que cada risco pode ocasionar à empresa

Classificar os riscos: classifica ameaças já identificadas conforme a possibilidade e o impacto que ela pode causar, priorizando as ações a serem executadas.

Planejar e agir: depois de priorizar as ações, cada ameaça tem seu plano preventivo, restritivo e conclusivo, ou seja, tarefas de gerenciamento a serem aplicadas conforme a ordem de importância implementada anteriormente.

Monitorar: após obtidas as soluções possíveis, é preciso acompanhar o comportamento e os resultados para saber se o plano foi eficaz, se é possível utilizá-lo ou se há necessidade de refazê-lo por completo.

Existem ferramentas que podem auxiliar essa tarefa, como indicadores de desempenho, relatórios, controles sistematizados, política interna, canal de denúncias, mecanismos de controle, etc.

Gestão de riscos: exemplos

Existem diferentes tipos de riscos a que um empreendimento pode estar sujeito. Neste post, trouxemos alguns exemplos de riscos que podem surgir na sua empresa. A gestão aumenta a capacidade de amenizar ou tratar qualquer situação com eficiência.

Risco operacional 

É dividido em organizacional, pessoal e operacional; está relacionado à falha interna da empresa, envolvendo sistemas internos, insumos, prestadores ou cadeia produtiva.

Risco financeiro

Evita perdas de faturamento, relacionadas a falhas de crédito, mercado, liquidez e operação.

Risco regulatório 

Possíveis mudanças legislativas ou regulamentares.

Risco ambiental

Causado por agente químico, físico ou biológico.

Risco de reputação

Certifica a perda resultante de danos à reputação de uma empresa, seja em receita, seja em aumento do custo operacional ou de capital.

Risco de imagem

Perdas financeiras relacionadas a práticas incoerentes, eventos de risco e fatores externo que impactam a imagem da empresa mediante o mercado, como os investidores.

Risco imprevisível

Pandemias ou catástrofes naturais.

Risco estratégico 

Riscos que podem afetar ou atrapalhar o objetivo estratégico da empresa.

Gestão de riscos: segurança do trabalho

O programa de gestão de riscos (PGR), é utilizado pelas empresas para documentar a totalidades de riscos que existem no ambiente de trabalho. Através dele, são implementados procedimentos e técnicas para a contenção dos riscos.

Gestão de riscos: ISO 31000

A ISO 31000 é uma regulamentação com normas de gestão de riscos elaborada pela International Organization for Standardization, sendo utilizada como referência no mundo todo. Em resumo, a norma possui os seguintes capítulos:

  1. Escopo;
  2. Referências normativas;
  3. Termos e definições;
  4. Princípios;
  5. Estrutura;
  6. Processo.

Na introdução da norma, é possível identificar onde devem ser aplicadas as diretrizes, podendo ser na ampliação, inserção e estabilização de métodos.

Também esclarece que ela deve ser usada por pessoas que criam e protegem o valor nas organizações, que geralmente são aquelas que gerenciam os riscos, tomam as decisões, estabelecem alcance e objetivos que melhoram o desempenho da empresa.

Gestão de riscos e compliance

A palavra “compliance” é derivada do verbo “to comply”, que significa cumprir leis, decretos, regulamentos, instruções aplicadas à atividade da empresa.  

O compliance começou a surgir no Brasil em 1998, porém foi instituído somente em 2013 com a lei anticorrupção, que é regulamentada pelo decreto 8420/2015

Trata a responsabilização objetiva, administrativa e civil de empresas pela prática de atos, contra administração pública, nacional ou estrangeira.

Atualmente, o compliance serve para que as organizações desenvolvam políticas que evitem situações de irregularidade, criando uma cultura ética e promovendo um ambiente seguro para trabalhar. Seus benefícios são:

  1. Prevenir os riscos na lavoura;
  2. Trazer mais segurança e eficiência nos processos internos; 
  3. Dar mais qualidade aos serviços oferecidos;
  4. Promover uma cultura de compliance na empresa;
  5. Unir setores da empresa, como comercial, tecnológico e inovação;
  6. Valorizar a imagem do negócio;
  7. Aumentar a confiabilidade no mercado;
  8. Gerar oportunidades de negócio com parceiros que possuem o programa;
  9. Receber capitais de investidores que tenham essa exigência;
  10. Trazer confiança de trabalhar com fornecedores que possuem cultura de integridade.

O compliance compõe a gestão de riscos, pois controla e regulamenta as atividades se adequando às leis, garantindo o cumprimento dos regulamentos necessários para cada situação.

Gestão de riscos: governança corporativa

A governança corporativa é um sistema político, envolvendo regras e processos que direcionam e controlam o comportamento de uma empresa.

Dentro da gestão pública, a governança pode ser vista como um conjunto de ações que definem responsabilidades e ajudam a desenhar processos para a tomada de decisão, exercendo a autoridade de governar.

O conceito de governança corporativa surgiu em 1992 na Inglaterra, com o primeiro código de boas práticas de governança corporativa. 

No mesmo ano, nos Estados Unidos, foi anunciada a criação do primeiro código de governança corporativa elaborado por uma empresa.

A governança corporativa propicia a perenidade do negócio e a sustentabilidade empresarial, pois possibilita uma gestão eficiente a longo prazo.

Atualmente, as boas práticas transparecem confiabilidade e credibilidade às empresas, garantindo mais segurança para a realização de negócios e proporcionando ambientes saudáveis no país.

Além disso, são agrupados profissionais mais capacitados e hábeis para enfrentar os desafios, garantindo a reputação e conformidade. A governança possui 4 valores, sendo eles:

Transparência 

Disponibiliza às partes interessadas informações que sejam de seu interesse, devendo estar disponíveis e de fácil acesso a todas as partes envolvidas.

Equidade

Tratamento igualitário de todos os sócios e demais partes interessadas, garantindo que nenhuma das partes tenha privilégios ou pratique alguma política discriminatória.

Prestação de contas

Os agentes de contas devem prestar contas de sua atuação com clareza e assumir as consequências por seus atos e omissões, agindo com responsabilidade no seu papel.

Responsabilidade corporativa 

Cuida da viabilidade econômico-financeira, reduzindo externalidades negativas de seu negócio e sua operação, aumentando as positivas e levando em consideração o seu modelo de negócio e os diversos capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional e outros), no curto, médio e longo prazo.

A gestão de riscos tem um papel muito importante, mensurando seus pontos positivos e negativos e encontrando oportunidades de negócio. O mercado tem mudanças muito rápidas, e essa gestão pode minimizar os efeitos rapidamente e com eficácia.

TerraMagna: mais certeza para o seu negócio

Com todos esses desafios na gestão de riscos, entendemos que um planejamento e uma execução da gestão acaba trazendo maior segurança jurídica e financeira aos proprietários rurais quando são bem administrados e planejados.

Sabemos a importância do crédito para o agronegócio do país, que contribui para o desenvolvimento das propriedades rurais, potencializando o crescimento da economia brasileira, o que se traduz em mais insumos agrícolas, tecnologia e máquinas.

Para isso, conte com a TerraMagna! Temos as soluções de crédito rural que você precisa para a sua propriedade. Quer saber como conseguir crédito rápido?

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