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Uma lagarta verde na folha verde

Lagarta: saiba tudo e mantenha longe da plantação

Antes de virar borboleta, a lagarta pode ser uma das pragas mais nocivas para uma plantação, e neste artigo você entenderá o porquê!

Conhecer a lagarta e entender como ela pode ser prejudicial é importante, visto que muitas vezes as safras estão em condições favoráveis para o desenvolvimento dessa praga ou já estão sendo afetadas por elas.

Venha conhecer mais sobre a lagarta, os principais tipos e como combatê-la. Vamos lá?

O que é lagarta?

Lagarta é o nome dado aos insetos quando estão na fase inicial da metamorfose, ou seja, são larvas que depois de um tempo se transformarão em borboletas, mariposas ou outros insetos dos Lepdoptera.

As características físicas das lagartas se diferenciam de acordo com a espécie. No geral, são verdes ou pretas (assim, elas conseguem se esconder dos predadores), mas também podem ser extremamente coloridas.

A lagarta se alimenta de forma voraz, principalmente de folhas, frutas e, em alguns casos, da pele de animais vivos ou de outros insetos.

Por isso, elas podem ser consideradas pragas extremamente perigosas, pois são capazes de destruir plantações inteiras.

Como mencionamos, a lagarta é a forma do primeiro estágio do processo de metamorfose de alguns insetos.

Após algumas semanas se alimentando e mudando de pele, a lagarta limpa o seu estômago e se fixa em um local para iniciar a segunda fase: o surgimento da pupa.

Quando este casulo se rompe, o inseto completa todas as suas fases. No caso da maioria das lagartas, quando finaliza a metamorfose, elas se transformam em borboletas e mariposas.

Principais características da lagarta

Cada lagarta pode apresentar diferentes características físicas, de acordo com a espécie na qual se enquadra (pragas). No geral, existem algumas particularidades desses animais que são comuns entre todas as espécies:

  • estrutura corporal mole;
  • corpo com muitos fragmentos, como pares de patas;
  • alimenta-se predominantemente de plantas;
  • algumas espécies podem ser cobertas por pelos (normalmente venenosas);
  • tem, em média, seis pares de olhos, que apenas detectam a luz;
  • tem uma mandíbula forte;
  • passam por metamorfose.

Principais lagartas nocivas para plantações

Infelizmente, o produtor pode se deparar com um cenário de infestação de lagarta em qualquer tipo de cultura.

Algumas espécies se manifestam especificamente em um tipo de cultivo, no entanto a maioria das espécies de lagartas do sistema agrícola são polífogas, isto é, se alimentam de diferentes tipos de cultivo.

A seguir, falaremos um pouco sobre cada lagarta que se enquadra no tipo polífogas!

Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

Essa tem preferência pela lavoura de milho, mas também aparece em culturas de soja e algodão, alimentando-se de diferentes partes da planta.

Ela costuma ser de parda a verde-escura, ou quase preta, e tem três linhas branco-amareladas na dorsal.

Ela ataca raspando e depois destruindo as folhas, o que prejudica a fotossíntese; pode se alimentar também das flores, vagens ou espigas.

Lagarta preta da soja (Spodoptera cosmioides)

Essa espécie afeta culturas como a da soja e de algodão e tem uma coloração parda e manchas pretas ao longo do dorso.

É possível notar que ela está por perto devido à destruição das folhas. Assim, a planta não consegue se desenvolver nem produzir.

Lagarta das folhas (Spodoptera eridania)

A Spodoptera eridania é comum na cultura de algodão, milho, soja, arroz e girassol. Sua tonalidade é bem variada: pode ser branca com manchas ou totalmente escura.

Ela faz migração entre culturas durante seu ciclo, e podemos encontrar diferentes fases dessa espécie na mesma lavoura. Assim como as outras, ela provoca o desfolhamento das plantas e a queda da produtividade.

Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens)

A falsa-medideira tem preferência pela soja, mas também está presente em lavouras de algodão. Ela se movimenta arqueando o corpo, como se desse passos.

Primeiramente, costuma raspar as folhas formando manchas, depois as destrói completamente. Tem preferência pelo limbo, por isso deixa as nervuras intactas.

Lagarta-helicoverpa (Helicoverpa armigera)

A helicoverpa é preocupante devido ao seu poder de destruição. Ela ataca principalmente o milho, algodão e soja em todas as fases de desenvolvimento.

Alimenta-se de botões florais, maçãs, frutos, vagens, flores, folhas e espigas, e causa podridão, queda e destruição total da planta.

Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)

Apesar do nome, essa lagarta também atinge plantações de algodão, arroz, cana, feijão, milho e outras. Sua tonalidade varia do verde-claro ao escuro.

Ela ataca as folhas das plantas, podendo provocar a desfolhagem total caso o controle não seja realizado a tempo. Por isso, a Anticarsia gemmatalis é considerada a principal desfolhadora que ocorre nas Américas.

Como acabar com a lagarta nas suas plantações?

Conheça sua área e sua cultura

É importante saber o histórico de ataque de pragas na área e as principais espécies de lagartas que podem atacar sua plantação.

Este é um momento de planejamento, em que o produtor deve buscar informações a respeito das possíveis espécies de lagartas e o momento que poderão atacar as plantações.

Por meio desse planejamento, o agricultor consegue visualizar quais medidas ou estratégias de controle poderão ser aplicadas para conter o ataque de lagarta.

É importante que nesse momento você contemple as espécies de pragas que podem ser comuns no seu cultivo. Na dúvida, consulte a lista de espécies que citamos acima.

Plante na época favorável

Plantar na época favorável aos cultivos permite a máxima produtividade do potencial produtivo da sua plantação e a menor exposição às pragas

Segundo o Manejo Integrado de Pragas, a semeadura no início da janela de plantio pode contribuir para que as culturas não sofram com alta pressão populacional das pragas.

No caso da soja, há um detalhe: embora o plantio no início da janela dê ao agricultor melhores condições climáticas na safra, em algumas regiões esse período poderá coincidir com períodos de estiagem.

Infelizmente, isso pode favorecer o ataque de algumas lagartas durante o estabelecimento da nova cultura, como a lagarta-elasmo e a lagarta-do-cartucho.

Assim, é extremamente necessário ter um conhecimento histórico da região, de lagarta, das variáveis climáticas e do planejamento agrícola.

Não acabe com todas as lagartas da lavoura

Ao se deparar com o complexo de lagartas em sua lavoura após o plantio, o produtor deve estar ciente que nem todas elas serão pragas — do ponto de vista econômico.

Para acertar no controle da lagarta, é essencial o monitoramento da praga a nível de talhão para verificar sua densidade populacional.

É necessário realizar um monitoramento semanal ou pelo menos de duas em duas semanas.

Com isso, registre seus monitoramentos da plantação, verificando o nível de ação para cada lagarta e cultura.

Esteja preparado para controlá-las

Após monitorar a lavoura e identificar a necessidade de uma medida de ação, o produtor deverá estar preparado para isso.

Nesse cenário, as medidas implementadas costumam ser de caráter emergencial com efeito curativo — no entanto, existem outras estratégias preventivas que poderão contribuir para evitar esse momento ou até mesmo conter.

Use medidas preventivas de controle

Uma das medidas preventivas de controle mais efetivas, mas pouco adotada, é a rotação de culturas. Vale ressaltar que é a rotação, e não apenas a sucessão de culturas.

Além disso, outras medidas preventivas são:

  • a adubação adequada e equilibrada da plantação;
  • o uso de cultivares de ciclo curto ou precoce;
  • o plantio de materiais genéticos naturalmente resistentes.

Com relação a esta última medida, a escolha de materiais genéticos com um grau de resistência fornece uma planta que seja menos atrativa para alimentação e oviposição do inseto.

Além disso, mesmo que a planta seja atacada, alguns materiais genéticos permitem que o inseto seja prejudicado devido aos compostos do material.

Do ponto de vista prático, para o controle de lagarta, uma estratégia com bons resultados é o plantio de variedades ricas em silício ou a aplicação de fertilizantes à base desse nutriente na planta.

O silício desgasta a mandíbula das lagartas e ajuda na redução populacional das pragas.

Medidas curativas de controle

Caso a plantação sofra o ataque de pragas, medidas curativas de controle devem ser utilizadas para evitar o prejuízo financeiro e a morte da planta.

A principal estratégia utilizada, e que é mais efetiva, são os inseticidas químicos e microbiológicos.

Na dessecação, o produtor pode aplicar o inseticida no herbicida. É bom também realizar o tratamento de sementes, sempre fazendo uma alternância de mecanismo de ação para evitar a resistência ao produto.

A aplicação de inseticidas microbiológicos à base de vírus é muito recomendada, por serem específicos e seletivos aos inimigos naturais de pragas agrícolas.

Além do controle químico, o controle biológico por meio da aplicação de Trichogramma pretiosum é recomendável e já está consolidado.

Uma característica interessante desse inimigo natural é que, por ser um parasitoide de ovos, ele consegue atuar na fase anterior ao dano nas plantações. Assim, uma fêmea pode parasitar até 120 ovos, o que é altamente eficaz no controle.

Integre o maior número de estratégias de MIP

Para garantir que a lagarta não seja um problema em suas plantações, é importante agregar outras estratégias de Manejo Integrado de Pragas, como o uso do controle comportamental por meio de feromônios sexuais que auxiliam no monitoramento populacional de mariposas.

Mantenha a lagarta longe para garantir a saúde dos cultivos

Percebeu que sua plantação aparenta estar frágil e com problemas? Então, verifique se ela não foi vítima de alguma espécie de lagarta!

Não hesite em voltar a esse conteúdo para conferir quais tipos de lagarta podem ter atacado e como combatê-la. Aqui, você aprendeu os principais pontos para combater essa praga.

Portanto, o emprego de técnicas agrícolas para mantê-la longe é a chave para a saúde das suas plantações.

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