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Pulverizacao realizada em culturas de soja representando o MIP

MIP: o Manejo Integrado de Pragas é tudo que sua plantação precisa

O manejo integrado de pragas, conhecido como MIP, foi difundido pela comunidade científica em 1960 para otimizar o controle de pragas agrícolas, doenças e plantas daninhas.

Desde então, esse é um assunto cada vez mais discutido por produtores e distribuidores de insumos, visto que traz inúmeros resultados positivos no controle de pragas agrícolas e na economia de defensivos.

Se você quer saber mais sobre o MIP e como funciona essa técnica, este artigo é para você!

O que é o MIP? 

O MIP é um conjunto de técnicas e atividades sustentáveis que tem o objetivo de prevenir pragas e doenças na lavoura. 

Desse modo, o MIP busca reduzir os custos com defensivos agrícolas, monitorar as pestes e aumentar a produtividade, podendo ser usado em várias culturas. 

Com a aplicação do MIP, estima-se que ocorra a redução de 50% na aplicação de inseticidas. 

Como o MIP funciona? 

O primeiro passo para aplicar o manejo integrado de pragas é saber quais as principais pragas que podem prejudicar a lavoura. Em seguida, é necessário identificar os hábitos e os inimigos naturais dessas pragas, antes mesmo do plantio. 

Depois de tudo mapeado, o monitoramento precisa ser feito com regularidade até o momento da colheita. 

É preciso definir estratégias de combate caso surja uma infestação da praga.

No modelo de MIP, prioriza-se o controle natural, monitorando a população de pragas, isso porque elas têm uma flutuação populacional. 

Isso significa que, em determinados períodos do ano, o número de invasores tende a aumentar. Por isso, no manejo, é essencial reconhecer o nível de controle de uma praga, pois ele precisa ser mantido sempre abaixo do nível de dano econômico.

O que é o monitoramento? 

No manejo integrado de pragas, o monitoramento é a base para as futuras tomadas de decisão. Ele deve ser feito para que seja definida a densidade populacional ou o nível de danos de uma praga na lavoura.

Assim, o primeiro passo do monitoramento é a amostragem, em que devem ser constatados níveis de população ou de danos iguais ou superiores ao nível de controle.

Vale destacar que o nível de dano econômico (NDE) é a densidade populacional da praga ou de danos que causam prejuízos à cultura iguais ao custo de adoção de medidas de controle.

O NDE pode ser calculado pela seguinte fórmula:

NDE (%) = (Valor da produção da cultura/Valor da aplicação) × 100

Para entender na prática, veja o seguinte cálculo:

  • Valor da produção da cultura = R$ 1.000
  • Valor da aplicação = R$ 100

NDE (%) = (100/1.000) × 100 = 10%

Desse modo, o controle se justifica caso a densidade populacional atinja um nível que ocasione uma perda de 10% na produção.

Muitos estudos buscam a relação entre a porcentagem de perdas na produção com a quantidade de insetos ou de desfolha por hectare.

O NDE não será o mesmo para as diferentes espécies de insetos na mesma cultura. As medidas de controle devem ser adotadas antes que se atinja o NDE, pois há um certo tempo para que elas se tornem efetivas.

Por isso, o controle deve ser realizado em um nível abaixo do NDE, o chamado nível de ação de controle, ou simplesmente nível de controle (NC).

Quais são os métodos de controle no MIP?

Você deve estar se perguntando como funcionam os métodos de controle e quais são eles; falaremos sobre isso agora!

Algumas pessoas acham que o MIP não permite o controle com uso de produtos químicos, mas permite!

Uma das formas de controle no MIP é o controle químico, embora também existam muitos outros tipos, o que resulta na redução de defensivos.

Os outros principais métodos de controle do MIP são:

Controle cultural

Esse método conta com o uso de práticas que diminuem a incidência das pragas e que promovem uma lavoura saudável. Alguns exemplos são: 

MIP – Controle biológico

O controle biológico age com inimigos naturais das pragas, reduzindo o nível populacional delas. Esse tipo de controle pode ser natural, clássico ou aplicado.

O natural busca conservar os inimigos naturais presentes na área agrícola. Para isso, é indicado o uso de inseticidas seletivos, como inseticidas naturais. 

O clássico tem o objetivo controlar pragas exóticas; para isso, são usados inimigos naturais importados de diferentes regiões.

Por fim, o aplicado realiza liberações de inimigos naturais oriundos de criações massais em biofábricas. 

Quanto maior a diversidade do agroecossistema, maiores as chances dos inimigos naturais se estabelecerem na cultura e ajudarem no combate às pragas.

Resistência de plantas

O uso de plantas resistentes tem se tornado cada vez mais comum, pois as próprias plantas têm os recursos necessários para controlar a praga, devido à resistência genética. 

Por isso, você pode analisar se a sua cultura tem alguma planta resistente às pragas que vem te prejudicando.

Além disso, outras plantas resistentes são as transgênicas, em que um gene exógeno é transferido para a planta.

É o caso da tecnologia Bt (Bacillus thuringiensis), usada em cultivares de milho, soja, algodão e cana-de-açúcar. 

Controle físico

Esse método faz o uso de medidas específicas para impedir danos das pragas de forma direta, por exemplo:

  • esmagamento de ovos;
  • catação manual de lagartas;
  • modificação da temperatura;
  • modificação da luminosidade;
  • formação de barreiras físicas. 

Na fruticultura, por exemplo, são muito utilizadas barreiras físicas com o ensacamento dos frutos que estão na planta.

Método genético

As ferramentas da engenharia genética têm sido estudadas a fim de que contribuam para uma agricultura mais sustentável.

E como podem ajudar? Com os organismos geneticamente modificados (OGM). Atualmente, existe um grande número de plantas modificadas geneticamente para controle de insetos.

Além das plantas, alguns insetos também podem ser manipulados para controle da espécie que está causando danos. 

Um exemplo famoso é a esterilização híbrida, como no caso do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti). 

Controle químico

Esse método consiste na aplicação de inseticidas seletivos que atingem somente as pragas, mantendo vivos os inimigos naturais delas e os polinizadores. 

É preciso evitar o desenvolvimento de insetos resistentes a esses produtos; para isso,
deve-se também prestar atenção na rotação de ingredientes ativos e nos modos de ação de cada produto. 

É sempre bom lembrar que só podem ser usados produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e aqueles que tenham uma boa tecnologia de aplicação.

Controle do MIP por comportamento

Diz respeito ao uso de substâncias ou organismos (hormônios, feromônios, repelentes e macho estéril) que alterem o comportamento da praga, de forma que se reduzam a população e os danos.

O uso de feromônios e atraentes pode ser tanto para o controle quanto para monitoramento. Algumas pessoas têm muitas dúvidas sobre isso; vamos esclarecê-las agora!

Feromônios e atraentes

Os feromônios são substâncias produzidas por insetos, sendo específicos para cada espécie; eles têm o objetivo de comunicar algo entre os organismos da mesma espécie.

Ou seja, se fizermos uma armadilha com feromônio de uma espécie de praga, os indivíduos daquela espécie serão atraídos.

Os feromônios podem servir para a detecção de pragas em pontos estratégicos, como na bordadura da lavoura, que é por onde geralmente começam as infestações.

No monitoramento, essas armadilhas com feromônio são essenciais na identificação e quantificação das pragas.

Com isso, é possível determinar o momento exato de intervir mediante o controle químico.

Na coleta massal, os feromônios são usados para controlar as pragas, atraindo e capturando o maior número possível de insetos.

Para isso, é necessário instalar as armadilhas antes do período de acasalamento e em quantidades suficientes para ter bom resultado. 

Outra forma de utilizar os feromônios é por meio de uma técnica de confusão, na qual os organismos acasalam apenas uma vez, e a ação do feromônio para achar o parceiro é fundamental para isso.

Ao saturar uma área com armadilhas de feromônio, ocorre uma confusão sensorial no inseto macho, que não consegue achar a fêmea. Sem o acasalamento, não há a geração de novos insetos, e isso reduz a população na área.

Armadilhas atraentes 

Quanto às armadilhas, elas são essenciais tanto para monitoramento quanto para controle das pragas. As luminosas são dispositivos para atração e captura de insetos com asas, que são noturnos e atraídos pela luz no horário das 19h e 5h.

Esse método funciona para diversos tipos de inseto: besouros, mariposas, percevejos, cigarrinhas-do-milho, cigarras, gafanhotos, grilos, moscas e mosquitos.

As armadilhas adesivas são adesivos de resina e cera que prendem os insetos assim que há contato. 

Os cartões adesivos amarelos são ótimos para detecção e monitoramento de
cigarrinhas-das-pastagens, moscas-brancas, mosca-minadora, mariposas, pequenos besouros e outros.

Os cartões azuis, por sua vez, são indicados para detecção e monitoramento de tripes. As armadilhas devem ser postas entre as fileiras de plantio e na bordadura da lavoura, caso seja o início da safra. 

Para o monitoramento, são recomendadas de 100 a 200 armadilhas por hectare!

Invista no MIP para ter um controle efetivo de pragas!

Neste artigo, você aprendeu sobre como o manejo integrado de pragas, o MIP, pode ser assertivo para cuidar de problemas sérios nas plantações.

Trata-se de uma técnica produtiva e inovadora, muito positiva para a agricultura. 

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