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Uma ceifeira-debulhadora colhendo aveia ao por do sol representando o que e monocultura

O que é monocultura? Impactos e vantagens para a agricultura brasileira

Você sabe o que é monocultura? Quando essa prática começou no Brasil? Quais são suas vantagens e desvantagens? É exatamente isso que explicaremos neste artigo. 

Já podemos adiantar que a monocultura nada mais é do que o cultivo de uma única espécie vegetal, por exemplo, a cana-de-açúcar. 

A título de curiosidade, o Brasil é considerado o maior produtor mundial de cana-de-açúcar. 

Só a cidade de São Paulo representa 55% da área plantada no país, de acordo com matéria publicada pela Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (INVESTSP). 

Além disso, essa prática agrícola costuma ser realizada em latifúndios, ou seja, extensas propriedades rurais. 

Interessou-se pelo assunto? Então continue a leitura até o fim! 

O que é monocultura? 

Trata-se do plantio de uma única espécie vegetal. Normalmente, é aplicada em propriedades rurais de grande extensão, conhecidas como latifúndios, exploradas com técnicas de baixa produtividade. 

É justamente aí que reside o grande perigo, já que pode trazer sérios danos ao meio ambiente, quando não aplicada da maneira correta. 

Ademais, toda a produção tem como objetivo a exportação, além de grandes aplicações tecnológicas. 

Como praticar a monocultura? 

Como mencionamos, a monocultura está totalmente voltada à exportação de produtos agrícolas. O Brasil, inclusive, é um dos maiores exportadores. 

Segundo dados divulgados pela Embrapa, as exportações do agro já estão causando impactos positivos nas contas externas brasileiras. 

Ao todo, houve um aumento de 21 bilhões de dólares no ano 2000 para 121 bilhões de dólares em anos recentes (+485,7%). 

A partir dessa informação, fica fácil entender por que a escolha do produto a ser cultivado/criado é baseado nas demandas do mercado internacional. 

Para que a monocultura seja realizada de forma efetiva, além de o produtor contar uma extensa faixa de terra, é preciso, ainda, prepará-la. Na prática, isso quer dizer retirar toda a cobertura vegetal da área de cultivo. 

Aliás, muito já se tem falado sobre maneiras de reduzir os impactos negativos da monocultura por meio da agrossilvicultura, uma técnica bastante antiga. 

Voltando à monocultura; ela se constitui das seguintes etapas: 

  • retirada total da cobertura vegetal;
  • preparo adequado do solo para o plantio;
  • cultivo de apenas uma cultura, diversas vezes e em uma única área;
  • uso intenso de defensivos agrícolas.

Essas etapas têm levado a uma reflexão sobre a prática, a fim de amenizar impactos e, por outro lado, continuar sendo uma fonte de ganhos para o agronegócio. 

História da monocultura no Brasil

Falar sobre monocultura é entrar um pouco na historiografia. Assim, há registros que comprovam que a monocultura é praticada desde o período colonial. 

Os países europeus adotaram a prática muito antes; ela era empregada nas colônias, as famosas plantations de exportação. 

Basicamente, consistia em um sistema colonial agrícola baseado em latifúndios, monocultura, mão de obra escrava e produção única e exclusivamente voltada para a exportação. 

Além disso, o cultivo de um único produto faz parte de uma estrutura fundiária do Brasil desde quando começou o seu desenvolvimento agrário, ou seja, no
século XVI. 

Tudo começou com o plantio da cana-de-açúcar, na região da Zona da Mata (região Nordeste) – onde teve maior prevalência –, em São Paulo e depois em Minas Gerais. Toda a produção deveria ser exportada para os países europeus. 

Conforme as técnicas agrícolas foram sendo aprimoradas e com a introdução de sementes, por meio da Revolução Verde, a monocultura foi ganhando força. 

A partir de então, a agricultura começou a produzir apenas uma cultura e em grande escala, sempre pensando no mercado de exportação. 

No final do século XIX e começo do XX, o café começou a despontar e ir ganhando o cenário agrícola. Foi assim que passou a ser um dos principais produtos de exportação da economia brasileira. 

O cultivo foi amplamente realizado nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e, claro, estava ligado a latifúndios e à mão de obra escrava nas lavouras. 

No entanto, hoje, a soja tomou o protagonismo da produção voltada à exportação. Tudo começou na década de 1970. 

Em 2017, o Brasil foi considerado o maior exportador de soja em grãos e, hoje, ainda mantém o título, ocupando o primeiro lugar, segundo dados da FAO de 2022. 

Quais são as principais vantagens e desvantagens da monocultura? 

A monocultura pode ser considerada ambígua: ao mesmo tempo que apresenta uma série de benefícios, também está relacionada a questões que colocam em risco a qualidade do solo e o meio ambiente. 

Para exemplificar, aqui trouxemos as principais vantagens:  

  • a produção leva pouco tempo;
  • os custos de produção são relativamente mais baixos;
  • uso intensivo de herbicidas;
  • ajuda no controle e na manutenção do ciclo de pragas e doenças;
  • produção de culturas rentáveis e importantes para a exportação.

Falando sobre desvantagens, podemos citar:

  • retirada de nutrientes do solo/exaustão; 
  • condições propícias para o surgimento de pragas e doenças;
  • retirada da cobertura vegetal, podendo causar erosão/enxurradas;
  • desequilíbrio ecológico e perda da biodiversidade local;
  • utilização inadequada dos recursos hídricos para irrigação. 

Agora você entende por que a monocultura pode ser boa ou ruim; tudo dependerá de como o agricultor vai direcionar sua prática. 

Cana-de-açúcar: uma das principais monoculturas do Brasil

A cana-de-açúcar é uma das culturas que merece destaque neste artigo sobre monocultura, e nós explicaremos o motivo. 

Historicamente, a cana passou a ser cultivada em território brasileiro, ainda no século XVI. Desenvolveu-se bem na região Nordeste do país, devido às boas condições climáticas, ao solo e ao relevo. 

A princípio, a produção era voltada para o mercado externo e, por isso, foi considerada a base da economia durante esse período. 

Além disso, seu cultivo era totalmente praticado em latifúndios, sendo usada mão de obra escrava (indígena e africana). 

Conforme o café foi emergindo, os trabalhadores rurais foram abandonando os engenhos e tentando a vida nas fazendas cafeeiras. 

Hoje, a cultura da cana é essencial para o agronegócio brasileiro em razão dos recordes na produção e exportação de açúcar. 

Além disso, claro, cabe dar destaque à sua contribuição para a combustão de carros, produção de etanol e como importante fonte de energia advinda do bagaço. 

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar, com participação superior a 30% nos últimos anos e receita cambial da ordem de 8,7 bilhões de dólares em 2020, mas já chegou a 12 bilhões de dólares em 2017. 

Principais monoculturas brasileiras

Além da cana-de-açúcar, existem outros bons exemplos de monoculturas que podem ser encontradas. Aqui estão algumas delas: 

Monocultura Soja

Até meados dos anos 70, a produção de soja estava centralizada apenas no Sul do país, até porque era uma das únicas regiões que tinha boas condições climáticas. 

Durante esse mesmo período, o governo lançou o programa Revolução Verde. A intenção era aumentar expressivamente a produção agrícola, por meio de sementes geneticamente modificadas. 

Além disso, utilizavam-se máquinas e produtos químicos que permitiam uma produção acelerada. 

Foi assim que surgiu a primeira semente de soja adaptada às condições tropicais, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa), junto com um produto à base de calcário que neutralizaria a acidez do solo dos cerrados. 

Os estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso tornaram-se a maior fronteira agrícola do país e atraíram fazendeiros do Sudeste e do Sul. 

Em menos de trinta anos, o Centro-Oeste se transformou na principal região produtora de soja e o país passou a ser um dos maiores exportadores de soja em grãos do mundo. 

Café

Parece até contraditório, mas, nos últimos 22 anos, o Brasil perdeu 420 mil hectares de área de plantio de café. 

De qualquer forma, ainda consegue manter um volume de produção alto e constante devido à produtividade, que está sempre crescendo. 

Atualmente, ainda lideramos a produção mundial e de exportação.

Além disso, sobra espaço para que a produção e a produtividade continuem aquecidas, afinal, a tecnologia é considerada uma aliada e tanto. 

Eucalipto

O eucalipto tem origem na Austrália e em outras ilhas da Oceania; foi trazido para o Brasil na segunda metade do século XIX. 

Foi extremamente importante para a área da construção civil, já que a madeira seria utilizada para produzir os dormentes utilizados nas primeiras linhas férreas. 

Hoje em dia, contamos com a maior área plantada de eucaliptos do mundo. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores, são 5,5 milhões de hectares plantados, e a produtividade média é de 39 m³/ha/ano.

Contudo, claramente a produtividade vai depender de alguns fatores, como local de plantio, tratos culturais e insumos disponíveis. 

Esses são apenas alguns exemplos de monocultura. Mas o que fica de entendimento é que, apesar de ser uma prática bastante comum e amplamente divulgada, já que gera lucros, é preciso ser olhada com atenção. 

E você, produtor? O que acha sobre a prática da monocultura? Esperamos que, ao terminar de ler este artigo, tenha conseguido entender melhor o assunto. 

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