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O que é solo? Descubra como ele interfere na agricultura

O solo é um recurso tão importante quanto a água que bebemos e o ar que respiramos. 

Vale dizer que o solo nem sempre foi assim como nós conhecemos hoje; ele é fruto de um processo de transformação extremamente lento.

Foram necessários quase 400 anos para se formar 1 centímetro de solo. A formação do solo é uma das partes mais importantes do nosso ecossistema.

Mas, antes de entendermos o processo pelo qual o solo sofreu essas transformações, é importante a gente definir o que de fato é o solo, não é verdade?

Afinal, o que é solo?

Na realidade, ele é fruto de um longo processo de transformação, sofrido pelo planeta até preparar o ambiente para o desenvolvimento da vida como se conhece hoje. 

O solo é composto de diversas matérias, que formam a superfície terrestre.

Além disso, ele o grande responsável por manter a vida, tanto animal quanto vegetal.

Veja, a seguir, os elementos que fazem parte da composição do solo

  • corpos naturais; 
  • sólidos;
  • líquidos;
  • gases (que formam materiais minerais);
  • orgânicos, além de matéria viva.

A sua formação completa também sofre influência de fatores ambientais e climáticos.

Além disso, o solo passa por diferentes fases de evolução, começando com a fase inicial, em que ocorre a meteorização das rochas. 

Em outras palavras, ele se desgasta até atingir a maturidade, uma vez que não há mudanças na época.

O intemperismo é um processo conhecido que realiza a transformação das rochas por desagregação (física) e decomposição (química) da estrutura, dando origem aos sedimentos.

Portanto, os solos podem ser de vários tipos e especificidades, sendo ricos ou pobres em matéria orgânica, espessos ou rasos, com ou sem homogeneidade, entre outras diferenças. 

A estrutura do solo afeta diretamente a decisão sobre se o local é ou não adequado para a agricultura.

Quer descobrir como isso aconteceu? Leia esse artigo até o final e confira.

O que é solo? Qual é a sua função?

O processo de formação do solo é bastante conhecido; chama-se pedogênese e acontece em razão do desgaste de uma rocha original.

A sua transformação em sedimentos vai formando a composição para o ambiente do lugar.

Outros fatores que influenciam a formação do solo são:

  • Material de origem: corresponde aos pedaços de rochas que geram sedimentos, que, como já mencionamos, ajudam a formar o solo. Por exemplo, se o material rochoso for o arenito, o solo será arenoso.
  • Relevo: é a parte externa da crosta terrestre e tem um impacto sobre a ação da água e do ar.
  • Organismos vivos: trata-se de microrganismos (bactérias, fungos, etc.) que alteram os compostos vegetais e minerais, contribuindo para tornar o solo mais ou menos fértil.
  • Clima: as condições climáticas (ventos, temperatura, chuvas, etc.) também são determinantes para o solo.
  • Tempo: o tempo também é decisivo para o solo; regiões que tenham sido expostas a agentes atmosféricos por um período de tempo mais curto terão diferentes pontos de solo.

Como o solo se forma?

O solo é um sistema aberto entre os múltiplos geoecossistemas do nosso mundo, estando constantemente sob a ação da matéria e dos fluxos de energia.

Essa condição faz dele um sistema dinâmico, ou seja, o solo evolui constantemente, ocorre e se forma no ambiente em que está inserido.

A formação do solo é dada pela relação dos componentes do ambiente ao longo do tempo, como explica Jenny (1941).

Para descrever a formação do solo, foi criada uma expressão qualitativa, ou semiqualitativa:

S = f (m, r, o, c, v, t), em que:

  • f = fundação;
  • m = material de origem; 
  • r = relevo; 
  • o = organismos, 
  • v = vegetação; 
  • t = tempo.

Esse modelo contribuiu para os fundamentos recentes da ciência do solo, que se manifestam na relação dos componentes da formação do solo sob a ação da dinâmica interna do sistema do solo e de processos pedogenéticos específicos de um ambiente de solo definido.

Isso dá origem a solos com características e propriedades próprias que exercem suas funcionalidades na paisagem onde estão localizados.

Os aspectos morfológicos e as propriedades do solo refletem a ação dos processos pedogenéticos em sua formação. 

Qual é a melhor definição de solo?

O solo é definido como uma massa composta de areia, limo e argila.

É, portanto, caracterizado como qualquer massa natural presente na área do terreno e que tem a função de sustentar plantas. 

Em outras palavras, o solo é formado a partir da ação do relevo, do clima e da biosfera sobre o material rochoso.

Os principais tipos de solos que existem no Brasil

No Brasil, temos o Sistema Brasileiro de Categorização de Solos, originalmente publicado pela Embrapa, em 1999, porém é atualizado repetidas vezes.

Nessa categorização, a Embrapa classificou 13 tipos de solos no Brasil.

Existem vários sistemas de categorização do solo no planeta. Com relação à textura, o solo pode ser classificado em 4 tipos principais; o restante são subgrupos. 

Os principais tipos de solo da superfície terrestre diferem entre si por algumas características, como densidade, porosidade, fertilidade, cor, entre outras.

Entenda as principais diferenças:

  1. Solo argiloso

Também conhecido como “terra roxa”, é pouco poroso, bem fértil e com bastante retenção de água. É um tipo de solo excelente para a agricultura.

  1. Solo arenoso

É um solo bem menos fértil que o argiloso e é muito poroso, com baixíssima retenção de água. Devido à sua porosidade, tem capacidade muito alta para drenagem da água. 

  1. Solo de húmus

É um solo formado pela decomposição de folhas, galhos e diversos tipos de matéria orgânica. É extremamente fértil, sendo altamente recomendado para a agricultura.

  1. Solo calcário

É formado principalmente pela decomposição de rochas e minerais. Normalmente, é um solo pobre em nutrientes e não recomendado para agricultura, exceto para alguns tipos de plantas adaptáveis a regiões desérticas.

Quais são os nomes dos solos?

O Brasil predomina como um grande produtor agrícola, fato que deriva de seu grandioso território e também da fertilidade de seu solo.

Graças à magnitude territorial brasileira, é possível detectar diversos tipos de solo que diferem de acordo com sua tonalidade, estrutura e granulação.

Conforme falamos anteriormente, foram definidos 13 tipos diferentes de solo no Brasil.

Os principais atributos e nomes foram definidos pela Embrapa são:

  • argissolos;
  • cambissolos;
  • chernossolos;
  • espodossolos;
  • gleissolos;
  • latossolos;
  • luvissolos;
  • neossolos;
  • nitossolos;
  • organossolos;
  • planossolos;
  • plintossolos;
  • vertissolos.

Quais são as características dos solos?

As características morfológicas presentes e observáveis dos solos permitem discernir determinado tipo de solo dos outros.

Características observadas:

  • Cor: a fim de ter um padrão para a identificação da cor do solo, é comum utilizar as Tabelas de Cores Munsell, pensadas para as variações de cor em escalas de três elementos – matiz, valor e croma.
  • Textura: tem muita influência na ação da água e na química do solo, portanto essa avaliação tem grande importância para o manejo deste.

No Brasil, há um padrão de classificação da (Embrapa/1979):

  • Argila (<0,002 mm)
  • Silte (0,002-0,05 mm)
  • Areia fina (0,05-0,2 mm)
  • Areia grossa (0,2-2 mm)
  • Cascalho (2-20 mm)
  • Calhau (20-200 mm)
  • Matacão (>200 mm)

Feita a observação em campo, o seu valor é dado pela análise, realizada em laboratório.

  • Estrutura: esse arranjo é definido a partir de três aspectos: tipo, tamanho e grau de desenvolvimento.
  • Consistência: os solos podem variar por causa da textura e da matéria orgânica; a observação de campo é feita em três momentos de umidade: consistência seca, consistência úmida e consistência molhada.
  • Porosidade: observação no perfil do solo, descrita conforme quantidade e tamanho dos buracos.
  • Cerosidade: é possível ver a olho nu em campo, com ajuda de lupa, um aspecto brilhante, como argila.
  • Nódulos: são atributos morfológicos em que devemos considerar alguns aspectos como nódulos ou concreções, quantidade, tamanho, dureza, forma, cor e natureza.
  • Minerais magnéticos: avaliados no campo pela atração magnética de ímãs.
     
  • Carbonatos: vistos em campo por meio do grau da fervura da superfície do material quando entra em contato com um pouco de ácido clorídrico de 10%.
  • Manganês: também é visto em campo pelo grau fervura da superfície do material, porém, quando entre em contato com peróxido de hidrogênio de 20%.
  • Sulfetos: têm restrição de drenagem comum em áreas de mangue; caracterizam-se pela coloração amarelada e por odor marcante.
  • Eflorescências: vistas em campo como crostas, um acúmulo de sais depois que acontece a evaporação; encontradas em solo seco.
  • Coesão: essa característica é predominante por seus níveis de dureza – duro, muito duro e extremamente duro. É também classificado por sua coesão – moderadamente coeso e fortemente coeso.

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Em suma, o solo é importante para a vida como um todo, e por isso trouxemos este artigo, para explorarmos juntos e conhecermos bem as suas características.

É a partir desse conhecimento que os produtores conseguem manejar melhor a área e suprir as necessidades do solo.

Vale destacar que, em alguns tipos de solos, é necessário mais investimento do que em outros.

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Leia também: Tudo sobre solo e seus diferentes tipos

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