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Trator aplicando no solo calcario

Solo calcário: veja como funciona, tipos e benefícios

O solo calcário é uma rocha composta de mais 30% de minerais, estando presente em boa parte dos solos do território brasileiro e contendo altos níveis de acidez.

A princípio, esse aumento de acidez no solo prejudica e impede o desenvolvimento de qualquer atividade agrícola na área.

Contudo, se descobriu que o uso desse solo melhora a produção e ajuda a corrigir a acidez do solo de lavouras e plantações.

Dessa forma, se popularizou o uso do solo calcário em áreas agrícolas, que é basicamente composto de carbonato de cálcio.

Esse material pode ser usado no processo de fabricação de cimento, cal e brita pelas indústrias.  

Além disso, é usado em metalúrgicas e por produtores rurais.

A seguir, separamos as principais informações para você aprender a aplicar essa técnica e esclarecer todas as suas dúvidas sobre o tema.

Continue a leitura!

O que significa solo calcário?

O solo calcário contém uma elevada concentração de carbonato de cálcio, condicionada por condições climáticas.

Esse solo tem mais de 30% de calcário em sua composição.

Em outras palavras, pode-se dizer que esse tipo de rocha sedimentar é formada pelo acúmulo de cianobactérias (organismos inferiores) no solo.

Também é possível encontrar calcário em rios, lagos e no subsolo. 

Ocasionalmente, os altos níveis de carbonato de cálcio neutralizam a acidez do solo, criando uma atmosfera de pH básico.

No entanto, isso costuma acontecer com mais frequência em locais áridos ou semiáridos do planeta, devido ao seu baixo acúmulo de matéria orgânica.

O Brasil está entre os principais países que produzem e comercializam esse tipo de rocha, de modo que a prática de fazer calagem do solo é bastante comum por aqui.

Devido à riqueza de minerais naturais presente na rocha, o solo fica mais fértil e aumenta a produtividade das safras, uma vez que auxilia na neutralização da acidez.

Ao mesmo tempo, são fornecidos cálcio e magnésio, fazendo com que as plantas cresçam com mais facilidade, além de dar força e resistência.

Nesse sentido, isso significa que, ao aplicar o solo calcário, é possível aumentar a potência e a ação dos fertilizantes, pois ele funciona como um estimulante, aumentando e regulando o pH positivo.

Ademais, ele contribui para a absorção e o fornecimento de cálcio e magnésio para as plantas.

Quais são os benefícios do solo calcário?

O uso do solo calcário traz inúmeros benefícios para a produção agrícola e para o pequeno produtor rural.

Como dito anteriormente, essa técnica se popularizou por neutralizar a acidez do solo e fornecer cálcio e magnésio, elementos necessários para que as plantas cresçam fortes e resistentes a doenças e pragas.

No entanto, o impacto positivo dessa técnica vai muito além, já que a calagem também serve para estimular o crescimento das raízes, do mesmo modo que contribui para o aumento de fósforo.

Ambas as ações são consideradas fundamentais ao desenvolvimento de um bom plantio.

Outro ponto importante é a sua forte atuação na redução dos níveis de alumínio e manganês sobre o terreno, o que evita a morte da plantação e a ajuda a crescer de forma natural.

Vale, ainda, destacar a sua ação direta no aumento da matéria orgânica por meio da mineralização.

Em síntese, nesse cenário, o solo calcário vem ganhando destaque, principalmente por colaborar com a correção de acidez de solo.

Entretanto, há outros benefícios da calagem:

  • aumento da concentração de fósforo;
  • redução da quantidade de alumínio no solo;
  • aumento da produtividade do solo em que foi aplicado;
  • maior concentração de matéria orgânica;
  • redução da compactação e aumento da densidade do solo.

Quais são os tipos de solo calcário?

A composição do solo pode se diferenciar a depender da quantidade de matéria orgânica e inorgânica presente nele. Também pode haver variação em suas texturas e cores.

No que tange à sua composição, o solo podem ser calcário, arenoso, humoso ou argiloso.

Assim, para garantir o máximo aproveitamento da técnica e assegurar a aplicação da quantidade correta de calcário, é preciso entender qual é o seu tipo de solo.

Em primeiro lugar, deve-se observar as características dos tipos de solo calcário:

São eles:

  • calcário calcítico;
  •  magnesiano;
  • calcário dolomítico.

O calcário calcítico contém a maior concentração de cálcio (45% a 55%) e a menor de magnésio.

A sua aplicação é aconselhada em solos que estão deficientes de cálcio em níveis extremos.

O magnesiano, como o nome sugere, tem um teor de magnésio intermediário, que fica entre 12%.

Já o calcário dolomítico possui uma maior concentração de magnésio (12% acima) e um baixo teor de cálcio. É indicado para corrigir a deficiência de magnésio e cálcio do solo.

Após conhecer os tipos de solo de calcário, é igualmente importante saber que, além do calcário, existem outros solos que também podem ser úteis para a agricultura:

Humoso

Comum em regiões úmidas, de matas e florestas de todo o país.

De coloração escura ou preta, é altamente fértil e dispõe de elevada presença de matéria orgânica, além de ser permeável, arejado e úmido.

Também é chamado de solo humífero e tem concentração de até 70% de matéria orgânica (húmus), o que é uma condição excelente para o cultivo de produtos agrícolas.

Argiloso

Trata-se de um solo pesado, macio e úmido, composto de mais de 30% de argila. É comum nas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil.

Ademais, é de coloração amarela ou avermelhada, com grãos pequenos e compactados.

O solo argiloso é impermeável e concentra grandes quantidades de água e nutrientes.

Devido ao baixo nível de ar em seu interior, a dificuldade para o plantio é moderada.

Arenoso

É também chamado de solo leve, devido à baixa concentração de água em sua composição.

Típico de regiões áridas e semiáridas, esse tipo de solo é comum na região Nordeste do Brasil.

Dependendo dos materiais presentes em sua composição, sua coloração pode variar.

Tem como principais características a sua composição granulada, com alta permeabilidade. Além disso, não retém água e é pobre em nutrientes.

Por fim, a dificuldade de cultivo nesse tipo de solo é alta, sendo possível plantar apenas algumas espécies.

Como fazer a calagem com o solo calcário?

Normalmente, a calagem é dividida em duas etapas.

Primeiro, após a colheita de verão e antes do preparo anual do solo.

Em seguida, é feita a preparação do solo depois do término do período de chuvas.

No entanto, antes de qualquer ação envolvendo o uso do calcário, é essencial conhecer as necessidades do solo que em se vai trabalhar.

Dessa forma, é possível saber se as plantas cresceram ou não.

Conforme o nível de acidez aumenta ou diminui, deve-se investir em solo calcário com mais ou menos magnésio.

Do contrário, o uso de solo calcário deve ser feito três meses antes do começo do plantio.

Geralmente, a técnica da calagem é realizada em conjunto com a aração e a gradagem do solo.

Eventualmente, a absorção dos nutrientes leva um tempo, por isso é importante que se faça a cobertura com calcário antes do cultivo das plantas.

Aplicando o calcário

A aplicação do calcário merece cuidado, de modo que ele não deve ser simplesmente despejado na plantação.

Em primeiro lugar, é preciso que a aplicação seja realizada uns três meses antes do manejo da terra.

Contudo, o pó de solo calcário deve ser distribuído de maneira uniforme sobre toda a propriedade, ou seja, até alcançar uma profundidade de 20 centímetros do solo.

Do mesmo modo, em cultivos mais tradicionais, após a aplicação do calcário, devem ser feitas a aração e a gradagem do solo.

Entretanto, em propriedades que são adeptas do sistema de plantio direto, o processo muda.

Nesse sentido, a correção da acidez do solo deve ser feita somente com a aplicação.

Assim, não podem ser usadas técnicas para incorporá-lo profundamente ao solo.

De maneira idêntica, é indicado o uso de um pó calcário bem fino, de preferência que tenha sido moído.

Sob o mesmo ponto de vista, acredita-se que o efeito da calagem potencializa as ações do calcário em pó.

É importante frisar que, em regiões nas quais grandes períodos de chuva e seca se intercalam, os cuidados mudam.

Em outras palavras, em casos assim, a calagem é necessária antes que o período de chuvas acabe.

Logo, a sua aplicação deve ser iniciada somente cinco meses antes de a safra começar, porque, assim, o calcário terá mais tempo para agir e nutrir a lavoura.

Solo calcário versus sistema de plantio direto

Não é de hoje que a utilização do solo gera dúvidas sobre o plantio direto.

Para o pequeno produtor, essas dúvidas só aumentam.  

Em contrapartida, é recomendável seguir com o processo de aplicação de calcário apenas em solos cujo pH seja menor do que 5.

Durante o processo, é fundamental se assegurar de que a dosagem está correta e aplicá-la de uma só vez.

No entanto, a depender da disponibilidade da cal, é possível dividir a aplicação em até três anos. Desse modo, determinada quantidade por ano será processada pelo solo.

Por outro lado, há quem acredite que somente com uma única aplicação será possível sentir mais os impactos da ação do solo calcário sobre a propriedade.

Assim, acredita-se que os benefícios poderão ser sentidos em menor tempo e com maior eficiência.

Conclusão

Em suma, o calcário influencia bastante a agricultura moderna, já que suas aplicação e ação beneficiam o solo.

Esse processo fornece macronutrientes como cálcio (Ca) e magnésio (Mg), que ajudam a corrigir a acidez do solo e a neutralizar o efeito tóxico do alumínio e do manganês nas plantas.

Além disso, os efeitos dos fertilizantes são potencializados.

Como resultado, há o aumento da capacidade produtiva do solo.

No entanto, a composição do calcário agrícola pode variar de carga a carga, pois a sua composição na natureza não é homogênea.

Entretanto, para ter maior aproveitamento da técnica e minimizar os custos, é recomendável conferir o efeito corretivo da acidez, o que, normalmente, é feito em laboratório.

Por fim, seguindo todas as orientações, o produtor rural vai poder fazer a aplicação mais correta e obter maiores resultados positivos em sua produção.

Se o nível de acidez varia, o investimento em solo calcário com mais ou menos magnésio e cálcio pode aumentar ou diminuir.

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