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Duas mãos pegando um pouco de solo

Tudo sobre solo e seus diferentes tipos

O solo é fundamental para os seres vivos, além de fornecer nutrientes para terra, permite o plantio de alimentos ricos em vitaminas e minerais para o seu humano.

Sem contar que o solo é a casa de milhares de seres vivos.

Por ter dimensões continentais, o Brasil conta com diferentes tipos de solos que são diferenciados de acordo com a sua composição e coloração.

Neste artigo, vamos te explicar mais sobre o solo, seu processo de formação e os tipos encontrados no país. Acompanhe!

O que é o solo?

O solo é uma massa composta por diferentes materiais que formam a superfície da Terra e é o grande responsável por suportar a vida, seja ela em sua forma vegetal ou animal.

Fazem parte da composição do solo: corpos naturais, sólidos, líquidos e gasosos que formam materiais minerais e orgânicos, além de matéria viva.

No entanto, a sua formação completa também sofre influência de fatores ambientais e climáticos.

Além do mais, o solo passa por diferentes estágios de evolução, desde a fase inicial em que o material de origem é intemperizado.

Ou seja, sofre desgastes, até a sua maturidade, no qual não há mais mudança ao longo do tempo.

Logo, os solos podem apresentar diferentes tipos e especificidades, podendo ser ricos ou pobres em material orgânico, espessos ou rasos, com ou sem homogeneidade, entre outras diferenças.

Como acontece a formação solo?

O processo de formação do solo é conhecido como pedogênese, ocorre principalmente devido ao desgaste de uma rocha original.

Com a sua transformação em sedimentos é criada a composição para o local.

Além do mais, temos outros fatores de formação do solo que são:

  • material de origem: corresponde a parte rochosa que dá origem aos sedimentos, da qual já falamos, que ajudam a compor o solo.

Por exemplo, se o material rochoso for arenito, dará origem a solos arenosos;

  • relevo: também é parte importante da formação, sendo compostos pelas partes externas da crosta terrestre, exercendo influência sobre a ação da água e dos ventos;
  • organismos vivos: formada por micro-organismos (bactérias, fungos etc.) que atuam de forma contínua alterando compostos vegetais e minerais, ajudando a tornar o solo mais ou menos fértil;
  • clima: a condições climáticas também são determinantes para o solo, como ventos, temperatura, águas das chuvas;
  • tempo: o período também é crucial, por exemplo, áreas que estiveram por um menor tempo expostas a agentes do clima terão aspectos distintos no solo.

Camadas do solo

Além de entender como é a formação do solo, é necessário também saber como são formadas as suas camadas, que segundo estudos funciona da seguinte maneira:

  • horizonte A: é a camada superficial na qual a ação do tempo é mais perceptível e onde há um acúmulo maior de matéria orgânica;
  • horizonte B: tem em sua composição argila com diferentes compostos químicos e parte da matéria orgânica que migrou das camadas mais superficiais;
  • horizonte C: é aquela camada entre o solo e a rocha-mãe, que é a sua origem, sendo constituída por materiais minerais vindo dessa parte mais profunda;
  • horizonte O: é a cobertura da superfície onde estão os restos de animais e plantas, composta por matéria-orgânica e acima do horizonte A.

Como é feita a classificação do solo?

Segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos da Embrapa, no Brasil é possível encontrar 13 tipos de solos, dos quais há o predomínio de três: os latossolos, argissolos e neossolos.

A seguir, vamos conhecer mais sobre cada um dos 13 tipos de solos e suas especificidades!

Solo Argissolos

Os argissolos são compostos por materiais minerais e apresentam uma clara divisão entre as suas camadas.

Eles são conhecidos por ter um aumento, às vezes rápido, dos teores de argila em profundidade.

Sua coloração costuma ser mais forte, indo do amarelado ao avermelhado, tendo ainda como característica a maior plasticidade e pegajosidade em camadas mais profundas, devido ao teor de argila.

Assim, a fertilidade desse tipo de solo varia conforme a sua origem, além disso, tem um poder de retenção maior nas camadas que se encontram abaixo da superfície.

Cambissolos

Os cambistolos são solos com pequena profundidade, mas que apresentam alto teor de minerais vindos da rocha-mãe, além de fragmentos de rocha em sua massa.

Por ter minerais abundantes em sua composição, esse tipo de solo costuma contribuir bastante para a reserva nutricional de plantas, principalmente em cultivos florestais e perenes.

Além do mais, contam com uma coloração mais viva em relação a outros tipos existentes.

Solo Chernossolos

Os chernossolos têm como características principais coloração escura e riqueza em matéria orgânica, além de alto teor de cálcio e magnésio.

Devido à presença desses minerais e matéria orgânica, que fornece nutrientes para os cultivares, esse tipo de solo é muito fértil o que o torna ideal para o cultivo.

Espodossolos

Os espodossolos são solos com alto teor de minerais, além de serem em sua maioria arenosos.

Devido a essa característica e por terem lençol freático raso ou pouco profundo, eles apresentam baixa fertilidade, não sendo recomendados para a utilização agrícola.

Gleissolos

Os gleissolos são basicamente minerais e formados a partir da saturação com a água, por essa razão, estão presentes principalmente em locais de planície ou várzea inundável.

Eles contam com uma coloração acinzentada, mas também textura que varia de arenosa à argilosa, com fertilidade de baixa a elevada, dependendo dos solos no seu entorno.

Latossolos

Os latossolos são um dos três exemplares predominantes no Brasil e tem como característica a presença de minerais, sendo mais homogêneos, com pouca diferenciação entre os horizontes.

Ainda assim, são profundos, bem drenados e com textura que varia entre argilosa e muito argilosa, o que frequentemente faz com eles sejam pouco férteis.

Suas cores são muito variadas, entre as quais estão o vermelho, amarelo, vermelho amarelado etc.

Luvissolos

Os luvissolos são solos conhecidos por serem rasos, ou seja, raramente ultrapassam 1m de profundidade.

Porém, eles apresentam com frequência uma mudança de textura abrupta entre as camadas, ocorrendo especialmente em regiões onde há uma restrição hídrica.

Devido a essas características, os luvissolos são bastante suscetíveis a erosão e compactação, dificultando a mecanização agrícola.

Neossolos

Os neossolos são outro representante expressivo no Brasil, se caracterizando por sua pouca evolução e constituídos por material mineral ou orgânico com menos de 20 cm de espessura.

Podem apresentar baixa retenção de água (Neossolos Quartzarênicos) ou de elevada susceptibilidade à inundação (Neossolos Flúvicos), o que leva a restrição para uso na agricultura.

Nitossolos

Os nitossolos são solos com características minerais homogêneas, ou seja, isso faz com que tenha pequena ou nenhuma diferença na sua coloração e profundidade.

Eles se caracterizam por serem argilosos, tendo uma estrutura que favorece a retenção de água, ainda assim contam com boa drenagem.

Comumente são cobertos por florestas e possuem fertilidade que varia de moderada a elevada, isso significa que contam com um excelente potencial para atividade agrícola.

Organossolos

Como o próprio nome diz, os organossolos são solos orgânicos com alta presença de restos vegetais não decompostos e semidecompostos.

Além de apresentarem coloração escura, eles são formados em condições de saturação com água, por isso, sua presença acontece em locais de planície ou várzea inundáveis.

Eles não contam áreas de representatividade no território brasileiro, estando bastante dispersos.

Planossolos

Os planossolos se desenvolvem sob a influência de encharcamento superficial estacionado, mas quando secos apresentam aspecto duro e com baixa permeabilidade.

Entre as suas características estão a textura arenosa na camada superficial e argilosa nas mais profundas, com uma mudança nítida de textura entre as camadas.

Se não encharcadas, as áreas de planossolos estão aptas para o cultivo, especialmente por apresentarem grande quantidade de minerais primários.

Plintossolos

Os plintossolos apresentam concentração de ferro, que quando sofrem a redução e oxidação formam a plintita.

Esse material ao ser exposto a chuvas e estiagem formam uma concreção chamada petroplintita.

Além de apresentarem alto teor de ferro, eles contam também com alumínio, quartzo, alta acidez e baixas reservas de nutrientes para plantas.

A coloração desse tipo de solo é variada com opções como acinzentados, avermelhados e amarelados.

Por isso, para que possam ser cultivados precisam de uma atenção especial em relação aos seus aspectos físicos e químicos, como o uso de fertilizantes.

Vertissolos

Por fim, temos os vertissolos que se caracterizam por serem solos com textura argilosa e muito argilosa, alta plasticidade e pegajosidade quando estão encharcados.

Quando secos, ocorre o fenômeno chamado fendilhamento, que são a presença de fenda com pelo menos 1 cm de largura.

Mesmo assim, os vertissolos são solos férteis, ricos em cálcio, magnésio e rochas básicas.

Conclusão

Em síntese, o solo é importante para a vida como um todo, por isso, é necessário conhecer bem as suas especificidades.

É a partir desse conhecimento que os produtores conseguem manejar melhor a área e suprir as necessidades do solo.

Cabe destacar que em alguns tipos de solos serão necessário mais investimento.

Por isso, se você é produtor e precisa de mais crédito para aumentar a produtividade da sua terra, pode contar conosco da TerraMagna.

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