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Mercado de carbono: uma oportunidade para o agronegócio

Consolidado como potência do agronegócio mundial, o Brasil amplia suas ações em questões que envolvem o mercado de carbono e o produtor rural.  Em criação, um mercado regulado de carbono mostra que o país está no caminho do desenvolvimento verde. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) assinou, recentemente, um decreto, com a iniciativa privada, para a elaboração dos Planos  Setoriais de Mitigação Climática.  

Entre os cinco setores que se comprometeram com a descarbonização e os investimentos em mercado verde, está a Associação União da Agroindústria Canavieira e de Bioenergia do Brasil (Unica). Nos documentos, são explicados os conceitos sobre crédito de carbono, como o do solo, que é fixado durante o processo produtivo, que, no caso da vegetação nativa, chega a 280 milhões de hectares nas propriedades rurais do país.   

De acordo com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na última Conferência do Clima, um acordo internacional previa a redução, até 2030, de 30% nas emissões de metano no mundo. Como o efeito estufa é causado pelo mesmo gás, em qualquer lugar do mundo as ações que fortalecem o mercado de carbono são estimadas, podendo chegar ao montante de  US$ 180 bilhões/ano já em 2030. Atividades em que ocorrem a integração de lavoura, pecuária e floresta no mesmo espaço, por exemplo, se mostram eficientes em conter ou capturar a emissão de metano da parte dos animais, como demonstram as pesquisas da Embrapa Agrossilvipastoril.

Já a pesquisa Brazilian Agriculture in a World of Carbon Pricing: Challenges and Opportunities, feita por estudiosos do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, aponta para um potencial, só no Brasil, entre 19 e 58 bilhões de dólares no mercado de carbono, desde que se invista em novas tecnologias e processos, além do avanço em aplicação de ações já comprovadamente eficientes na redução da emissão de gases estufa.

Nas lavouras, há também uma busca por alternativas para que existam acessos aos créditos de carbono, como as técnicas de agricultura regenerativa, que, além de nutrirem o solo, também aumentam a produtividade. São ações como essas que apontam para uma busca constante do produtor rural brasileiro, confirmada pelos dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) segundo os quais,  antes de 1970, o Brasil importava alimentos. Atualmente, exporta para mais de 200 países e  fornece a base alimentar para 10% da população mundial. O país aumentou sua produtividade em 400% de 1976 a 2020 e aumentou somente em 50% do uso da terra.

Com esses dados, percebemos iniciativas e ações do agronegócio para se manter em atividade de forma competitiva e alinhado com práticas que podem incluir os setores no competitivo mercado de créditos de carbono.

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