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Pandemia não impediu crescimento do agronegócio, quase 63 mil novos empregos foram gerados

Em ritmo acelerado de expansão, o agronegócio passa longe dos impactos negativos que o novo coronavírus vem causando em diversas áreas da economia. Na contramão da exponencial curva de desemprego no Brasil, o setor fechou o primeiro semestre gerando quase 63 mil novos empregos, só no mês de junho foram cerca de 37 mil vagas. O segundo semestre começou muito bem, em julho foram criadas mais de 23 mil novas oportunidades formais, segundo o Ministério do Trabalho.

E a visão para o futuro é otimista: de acordo com uma projeção da Conab, a safra 2020/21 pode chegar a 278,7 milhões de toneladas de grãos, considerando as perspectivas para a soja, milho, arroz, feijão e trigo, o que representaria uma aumento de 8% no volume estimado para a safra 2019/20, o que deve gerar mais oportunidades no setor. Além disso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê que a produção de grãos deve aumentar nos próximos dez anos, chegando a 318 milhões de toneladas em 2030.

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Toda essa robustez, no entanto, tem um motivo: o forte investimento que tem sido feito no setor. O Plano Safra 2020/21 foi de quase R$237 bilhões – o maior montante já ofertado, 6,1% a mais do que no período anterior. Parte dos fundos será destinado a investimentos, e é neste ponto que o agro tem tido maior assertividade.

O uso de tecnologias, antes só mais comum no processo de produção, tem avançado para a base da cadeia, garantindo mais segurança a bancos, agroindústrias, cooperativas e até mesmo aos produtores rurais.

É possível, por exemplo, fazer o monitoramento das lavouras por meio de satélites e processamento de dados. O recurso tem ganhado a confiança dos investidores. A solução atende desde os produtores rurais – que passam a ter dados mais precisos de suas produções e assim ganham poder de negociação de crédito – como para os demais envolvidos nas operações financeiras.

A TerraMagna, que também trabalha com esse tipo de solução, já monitora semanalmente mais de 22 mil fazendas. Essa tecnologia possibilita a obtenção de informações atualizadas, fornecendo uma visão geral sobre as etapas do processo agrícola, o que é fundamental para quem investe no agro.

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Tendência veio para ficar

O aumento da procura por tecnologias que agreguem valor ao agronegócio também está em expansão. O próprio MAPA, que em 2020 completou 160 anos de existência, enxerga o futuro high-tech. Segundo a pasta, será alcançado um nível de digitalização que vai agregar valor a toda a cadeia, não apenas financeiro, mas de percepção. E este tipo de informação e compreensão vai ao encontro do novo consumidor pós-pandemia.

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