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Varios graos de feijao

Feijão: panorama desse grão no Brasil

O feijão é um item indispensável no prato do brasileiro. Todavia, sua produção pode ser um verdadeiro desafio para o agricultor.

Apesar de o ciclo ser curto, existe uma série de fatores que podem fazer do plantio, da colheita, da exportação e da importação um sucesso ou não.

Neste artigo, falaremos sobre como está a situação do feijão no Brasil, das maiores regiões produtoras, quais são os melhores grãos para o mercado e as principais previsões para este ano. Boa leitura!

Plantação do feijão no Brasil

O Brasil é o terceiro maior produtor de feijão do mundo, de acordo com o Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE).

Para se ter uma ideia, são mais de 2,8 milhões de hectares cultivados e, em média, uma produção de 3 milhões de toneladas por ano.

Contra fatos não há argumentos, de modo que podemos dizer que a dupla mais famosa do arroz é supervalorizada em solo brasileiro.

E tem mais: o feijão é produzido em todos os cantos do país, e as condições de clima e solo das regiões produtoras e as características agronômicas da planta são os fatores determinantes para a melhor época de semeadura.

Interessante, não é mesmo? A região Centro-Sul parece ter todas as características necessárias para o sucesso do plantio, sendo a responsável por 75% da safra anual.

Maiores produtores de feijão do Brasil

No Brasil, há três épocas diferentes de plantio: a chamada época das águas, entre setembro e novembro; a da seca, ou safrinha, entre janeiro e março; e a de

outono-inverno, ou terceira época, entre maio e julho.

Essa característica faz com o que o produto não falte no mercado e seja considerado de fácil produção.

Além disso, o ciclo curto é extremamente vantajoso para o produtor, que não precisa poupar a produção de outros grãos, já que pode adequar o plantio a uma janela menor.

Hoje, os maiores estados produtores são Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Bahia.

Entre as regiões, o Nordeste tem uma área de plantio maior que a soma das áreas de Sul, Sudeste e Centro-Oeste (1,46 milhão de hectares contra 1,38 milhão de hectares).

Mas, apesar de tanta vastidão, a produtividade prevista para este ano é relativamente baixa, entre 25% e 31%.

Essa previsão se baseia em duas premissas: a primeira é o fato de o produtor familiar normalmente não ter renda suficiente para o plantio e de sua produção ser conjunta com outras culturas.

E a segunda tem a ver com a baixa produtividade que vem da ausência de calagem e/ou erosão do solo, adubação desequilibrada e falta de manejo adequado de pragas e doenças, associadas à falta de assistência técnica adequada.

O preço deve continuar subindo, segundo projeções

Apesar de, em 2021, os preços terem se mantido estáveis, segundo o Ibrafe, a oferta está abaixo do que seria o ideal e, consequentemente, fica difícil vender sem precisar aumentar os valores.

Por outro lado, o poder aquisitivo dos consumidores faz com que eles demandem menos. Assim, é esperado que, em virtude dos altos custos, os preços continuem subindo.

Resultado? Neste ano, 2022, pode ser que haja um déficit de oferta.

Quando falamos em comércio exterior, o cultivo do feijão é menos expressivo que o da soja e o do milho. Contudo, em termos de exportação, a previsão é um pouco mais otimista; pode ser que haja um bom crescimento.

O que podemos esperar, então, é que existam grandes oportunidades de mercado para o setor.

No entanto, como em qualquer outra atividade agrícola, mudanças climáticas – tão comuns ultimamente – e seus eventos extremos podem interferir nessas previsões.

Consumo em solo brasileiro

Como mencionamos anteriormente, o feijão é, sem dúvidas, um dos nossos alimentos preferidos. Isso justifica as inúmeras receitas que existem por aí.

Os dados comprovam nossa afirmação: os brasileiros consomem, em média, entre 16 kg e 17 kg por ano.

Segundo a Conab, em 2020/21, foram consumidas 2,9 milhões de toneladas de feijão. Para este ano, entretanto, novamente não é esperado um crescimento da atual safra (2021/22).

Indo além, as projeções do Mapa estimam apenas 3,02 milhões de toneladas para 2030. Isso porque a tendência é que ele não esteja mais no prato dos brasileiros, já que é consumido pela classe trabalhadora e por camadas de baixa renda.

Então, só o fato de o feijão ser excelente para a saúde e o Brasil ser um dos maiores produtores e consumidores mundiais desse item não é suficiente para que continue liderando.

Possíveis ameaças ao plantio de feijão

Todo agricultor está extremamente atento às possíveis mudanças climáticas, tendo em vista que, nos últimos meses, temos visto diversas notícias sobre enchentes, geadas e estiagens.

Tais fatores, infelizmente, comprometem o plantio e o cultivo de diversos grãos, entre eles o feijão. 

De acordo com especialistas, esse turbilhão de mudanças será ainda mais severo e extremo e serão registrados em ciclos mais curtos de ocorrência.

As regiões que merecem atenção são Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que podem vir a ter quebras na safra atual, devido à seca e ao surgimento de novas pragas e doenças resistentes aos defensivos agrícolas.

Classificação do feijão no Brasil

Falamos sobre importação, exportação, projeções… mas você já se perguntou como esse alimento é classificado no Brasil? Nós te contamos.

Por aqui, o feijão é basicamente classificado em dois grupos: I e II. Faz parte do grupo I o feijão-comum, que pertence à espécie Phaseolus vulgaris.

No grupo II, está o feijão-caupi (feijão-de-corda ou feijão-macassar), que pertence à espécie Vigna unguiculata (L) Walp.

Caso você esteja se perguntando sobre as outras espécies, elas não receberam classificação.

Como identificar um feijão de qualidade para aplicação industrial e comercial?

Para a aplicação industrial, é imprescindível a integridade dos grãos após o cozimento.

Já para a qualidade comercial dos grãos, a coloração e o tamanho são os aspectos mais importantes e os primeiros a serem avaliados pelos consumidores.

Esses detalhes terão papel decisivo para a posterior aceitação do produto.

E o que não é um feijão de qualidade?

Para que o grão seja considerado de baixa qualidade e/ou com defeito, a classificação é leve ou grave.

Os defeitos graves estão relacionados à má aparência e à conservação ruim, que comprometem a qualidade e fazem com que os consumidores o descartem.

Então, se o feijão estiver ardido, mofado ou com carunchos, germinados, com impurezas ou matérias estranhas, deverá ser descartado sem pensar.

Caso contrário, falando sobre defeitos leves, aqueles que não comprometem a aparência e a qualidade não impedem o consumo.

São considerados defeitos leves: grãos amassados, danificados, imaturos, quebrados ou partidos.

Oportunidades para os agricultores

Até aqui, você já deve ter entendido bem o que podemos esperar para o mercado este ano.

Mas, para encerrarmos este artigo com chave de ouro, trouxemos uma oportunidade de negócio que merece permanecer no radar.

O Ibrafe sugere que os produtores comecem a plantar feijão rajado, que possui um ciclo mais curto, ou vermelho, que é muito bem aceito no exterior e pode proporcionar maior diversificação de grãos.

Como você pode ter visto, apesar de o feijão realmente ser um item indispensável no prato do consumidor brasileiro, o cultivo e o plantio não são tão simples.

Além da alta do preço, de fatores climáticos e da falta de assistência técnica adequada, o produtor precisa estar preparado para lidar com as adversidades e conseguir virar o jogo, podendo até seguir o estímulo do Ibrafe.

E uma das melhores formas é contando com bons insumos, equipamentos, armazenadores, entre outros.

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