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Exemplos de leguminosas de varias cores

Leguminosas: conheça a importância desses vegetais

Com aplicações na agricultura, alimentação humana e até recuperação de áreas degradadas, as leguminosas fazem parte da família denominada Fabaceae, plantas cultivadas com maior importância econômica mundial.

Elas dividem-se em espécies não comestíveis e comestíveis.

As comestíveis são ricas em proteínas e aminoácidos essenciais, trazem diversos benefícios para a saúde e reduzem o custo final de uma lavoura, diminuindo a necessidade de fertilizantes e aumentando a biota do solo.

Em outras palavras, são plantas que ajudam a eliminar a fome, a insegurança alimentar, tornam a agricultura mais produtiva e contribuem para o meio ambiente e a sustentabilidade.

As não comestíveis possuem outros usos, como:

  • ornamentação para malha urbana e outras paisagens (acácia e flamboyants);
  • produtoras de madeira (pau-ferro, jatobá e jacarandá);
  • produtoras de chás, tinturas e também medicamentos (angico branco).

Diante de tantos benefícios, que tal conhecer melhor os principais integrantes dessa família e suas aplicações na agricultura?

Fique conosco neste artigo e amplie seus conhecimentos!

Lembre-se que de você pode consultar um de nossos especialistas para saber mais!

Leguminosas e suas diversas aplicações

As leguminosas se confundem com a própria história da humanidade

Desde muito cedo, o homem descobriu o poder dessas plantas e seus diversos benefícios. O povo maia, por exemplo, utilizava o feijão em sua dieta. Já o povo mediterrâneo popularizou a lentilha e a ervilha. 

Na China, descobriu-se o poder da leguminosa na associação aos microrganismos do solo. Essa espécie vegetal ajuda a fixar o nitrogênio do ar, fornecendo-o, posteriormente, às raízes. 

Consequentemente, há um melhor desempenho da planta e também da qualidade do solo cultivado. 

A importância do nitrogênio para as plantas foi reconhecida por volta do ano 1660, quando esse elemento químico foi considerado vital para todos os vegetais. Anteriormente, acreditava-se que todo o nitrogênio absorvido pelas plantas era oriundo da atmosfera.

No Brasil, destaca-se o cultivo de soja, fundamental na produção de óleo comestível, ração e outros produtos industriais. Em 2020, o país tornou-se o maior exportador do grão, com 126 milhões de toneladas produzidas.

Leguminosas são parte da alimentação básica em todo o planeta Terra. Elas respondem por um terço de todas as necessidades de nitrogênio na alimentação humana. 

Em outras palavras, torna-se inevitável o crescimento da dependência humana por essa família de plantas.

Soja: essencial para o comércio e a vida humana

A soja possui diversas aplicações, tanto comerciais quanto alimentares.

Como dito anteriormente, o Brasil é o maior exportador do grão. Na década de 70, a soja já era considerada a principal cultura do agronegócio brasileiro. 

Ela desempenha, também, um papel social, empregando diversas pessoas ligadas direta ou indiretamente ao seu cultivo.

Toda essa liderança se deve, principalmente, à versatilidade na produção e ao retorno financeiro do grão, que tem diversos usos. Atualmente, cerca de 79% da produção de soja é destinada à ração animal. 

O restante vai para a produção comercial e também alimentícia.

A área cultivada do grão cresceu exponencialmente nos últimos anos. A produtividade média da soja brasileira foi de 3,362 kg por hectare

Feijão: indispensável no prato do brasileiro

Não podemos negar: o feijão está presente na maioria dos lares brasileiros. 

Grande fonte de proteínas vegetal, essa leguminosa tornou-se um dos alimentos mais populares ao nível nacional. Só para você ter uma ideia, o brasileiro consome em torno de 17 kg do grão por ano.

Seu cultivo é próximo de 3 safras nacionais, distribuídas em safra das águas (agosto a dezembro), safra da seca (janeiro a julho) e safra de inverno (que vai de maio a agosto).

Atualmente, o Brasil é o maior produtor de feijão comum.

Existem diversas espécies de feijão que são cultivadas no mundo inteiro; contudo, apenas o Brasil soube utilizá-lo da melhor forma possível.

Crotalária: essencial para a biota do solo

Com origem na Índia e Ásia Tropical, a crotalária se destaca por características subarbustivas, muito usada na adubação verde. 

Possui propriedades, inclusive, que auxiliam no manejo de ervas daninhas.

Seu uso é feito de forma prática: de crescimento rápido, torna-se adubo para terra, controlando nematoides (parasitas que causam problemas nas raízes das plantas), além de participar do acúmulo de nitrogênio no solo.

Pode ser utilizada em solos arenosos e de difícil cultivo (cobertos de cascalhos, por exemplo). É tolerante a seca, vírus e muitas doenças. Seu rendimento pode chegar a 14 toneladas, com cerca de 500 kg a 900 kg de fibra. 

É muito procurada também pela indústria da celulose.

Estilosante: fundamental para a alimentação animal

O estilosante é uma leguminosa forrageira (aquela planta que pode ser consumida pelo animal, principalmente gado). Ela é muito utilizada em associação às gramíneas, preenchendo os espaços não cobertos por estas.

Sua semeadura é feita no campo, juntamente com a grama ou de forma isolada.

De maneira geral, elas aumentam o teor de proteínas que o animal ingere, além de terem boa palatabilidade (o animal gosta de se alimentar da planta). Contudo, é preciso que sua semeadura seja equilibrada.

O consumo excessivo pode causar obstrução intestinal em bovinos.

Entre outras utilizações da planta, destacam-se:

  • adubação verde;
  • feno;
  • rotação de culturas;
  • cobertura de solos.

Ervilha: um grão saboroso

A ervilha é uma leguminosa de baixo índice glicêmico, contendo elementos como magnésio, ferro, potássio e zinco em sua composição. Vai muito bem em diversos pratos culinários, tanto cozida quanto de forma natural.

Diferentemente de outras plantas da família, trata-se de uma cultura produzida o ano todo, com um custo menor que todas as outras. 

Para você ter uma ideia da proporção, um quilo de sementes da planta pode render até
30 quilos posteriormente.

Leguminosas na adubação verde e rotação de culturas

Como vimos anteriormente, existem leguminosas como a crotalária que são essenciais para fertilidade do solo.

Estudos relacionados a esse tema remontam a Grécia antiga. Há indícios de que os gregos utilizavam leguminosas para enriquecer seu solo.

Uma das grandes vantagens dessa família de plantas é que elas são as únicas a fixar biologicamente o nitrogênio atmosférico, transformando-o em compostos nitrogenados. 

Isso, de forma direta, evita o uso de adubos nitrogenados, impactando diretamente o preço do plantio. 

De todo o nitrogênio absorvido pelas plantas, 85% encontra-se distribuído entre as proteínas.

Na adubação verde, a leguminosa é plantada com a cultura de interesse, aumentando a produção e diminuindo a infestação de plantas invasoras. Além disso, há um aumento no teor de matéria orgânica, essencial para o crescimento da cultura.

Na rotação de culturas, seu plantio é feito de forma isolada. Quando a planta atinge a maturidade desejada, é incorporada ao solo. Essa prática viabiliza o sistema de plantio direto, aumenta a produção da cultura cultivada e repõe a matéria orgânica no solo.

Em outras palavras, quando a planta morre, o nitrogênio ajuda a fertilizar o solo. E isso é feito também durante a vida dela, por intermédio de substâncias liberadas pelas raízes.

Áreas degradadas e o uso de leguminosas

Sim! As leguminosas podem ser utilizadas na recuperação de áreas degradadas.

Áreas degradadas são aquelas que perderam boa parte da sua capacidade produtiva, com redução da qualidade do solo para a produção vegetal. Apresentam ainda a baixa capacidade de retornar ao seu estado normal.

Todas elas são resultado das ações humanas; houve uma modificação no ecossistema, de forma que todos os mecanismos naturais do local foram perdidos. 

Entre as principais práticas que levam a esse problema estão a má utilização das terras agrícolas e a exploração sem controle dos recursos naturais.

Atualmente, com uso de mecanismos avançados, é possível utilizar plantas leguminosas para a recuperação dessas áreas. Com capacidade de devolver os nutrientes ao solo, essa família vegetal consegue se desenvolver mesmo em áreas pobres, devolvendo a vida ao solo.

Mas como isso acontece?

A leguminosa é capaz de crescer nesses locais devido à sua facilidade de associação a fungos e outros componentes, independentemente da presença de substâncias maléficas no solo.

Dessa forma, ela contribui para uma recuperação lenta e gradual. Uma vez recuperada, a área está novamente disponível para plantas e animais, de modo que ciclos biológicos interrompidos voltam a ocorrer normalmente.

E sua aplicação vai mais além, não se limitando apenas a terras destinadas para cultivo. Essa prática contribui também para o reflorestamento e a recuperação de pastagens.

A terra, inclusive, pode ser mais bem aproveitada, com mais ganhos ambientais e menos aditivos químicos para tornar-se fértil novamente.

O que podemos concluir?

De uma coisa podemos ter absoluta certeza: as leguminosas são importantes aliadas na busca pela sustentabilidade mundial. Fazem parte de processos e sistemas produtivos, viabilizando integrações de lavouras, pecuárias e também florestas.

Elas basicamente reduzem as pressões da agropecuária nos recursos naturais, principalmente aqueles que envolvem florestas nativas e recursos hídricos.

Nós, da TerraMagna, reconhecemos a importância desse vegetal. Trabalhamos com tecnologias exclusivas que nos permitem avaliar o histórico do produtor e sua capacidade produção, desde o plantio até a colheita.

Dessa forma, oferecemos crédito a distribuidores e produtores de uma forma mais rápida e justa que o mercado tradicional, com taxas que facilitam a vida do homem do campo.

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