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Abelha pegando polen na flor amarela representando o que e polinizacao

O que é polinização e por que ela é importante para a agricultura?

O que é polinização? Você que é agricultor já fez essa pergunta em algum momento, certo? E se dissermos que esse processo é importante até para a agricultura brasileira? 

Segundo dados do Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, de 2018, o serviço ecossistêmico prestado pelos animais polinizadores à agricultura brasileira contribuiu com um valor econômico estimado de R$ 43 bilhões

O levantamento econômico analisou 67 cultivos basicamente compostos de soja (60%), café (12%), laranja (5%) e maçã (4%). 

Já a parte biológica do estudo mostrou que, de 191 culturas agrícolas do país, 114 (60%) são visitadas por polinizadores; de 91 cultivos que são dependentes desse serviço ecossistêmico, em 69 (76%), a ação dos polinizadores aumenta a quantidade e/ou a qualidade da produção. 

Ainda segundo as pesquisas, a presença do polinizador aumenta a produção de soja em 30%. 

Só por essa introdução, já dá para ter uma ideia do quanto a polinização é extremamente importante para economia também, além do meio ambiente em geral. 

Continue lendo este artigo até o final e entenda melhor sobre o assunto. Boa leitura!

O que é polinização, afinal? 

Quando falamos em polinização, a primeira coisa que vem à mente é um beija-flor “beijando” a flor, não é mesmo? 

Mas o processo, claro, não é tão simples quanto parece. Basicamente, a polinização é a transferência de grãos de pólen das anteras de uma flor para o estigma (parte do aparelho reprodutor feminino) da mesma flor ou de uma outra flor da mesma espécie. 

As anteras são os órgãos masculinos da flor, e o pólen é a gameta masculino. Para que as sementes e frutos possam se formar, os grãos de pólen precisam fecundar os óvulos presentes no aparelho reprodutor feminino. 

A transferência de pólen para o estigma pode ocorrer das anteras para o estigma da mesma flor ou de uma flor diferente, mas na mesma planta (autopolinização) ou, ainda, de uma flor para outra em plantas diferentes (polinização cruzada).

Como ocorre a polinização?

Para entender o que é polinização, faz parte compreender também como ocorre esse processo. 

A transferência de pólen acontece de duas formas. A primeira, com o auxílio de seres vivos ou abióticos: 

  • vento (anemofilia);
  • água (hidrofilia); 
  • insetos (entomofilia); 
  • morcegos (quiropterofilia); 
  • aves (ornitofilia).

A informação a seguir é interessante: você sabia que, para atrair os agentes polinizadores bióticos, os vegetais oferecem recompensa? 

Isso pode ser pólen, néctar ou óleos/odores. Todos são utilizados para a alimentação ou reprodução dos animais. 

Mas não são todos os animais que buscam essas recompensas que, necessariamente, são polinizadores. Muitos apenas se aproveitam da situação e não se comportam adequadamente para uma polinização eficiente. 

Pensando em longo prazo, a interdependência entre planta e agente polinizador contribui para adaptações morfológicas, fisiológicas e comportamentais. 

Em alguns momentos, a consequência se resumiu a uma relação de dependência em que a extinção de um leva à extinção do outro. 

Como as plantas garantem a polinização? 

O que é colonização e como será que as plantas garantem a polinização? Já pensou sobre isso também?

A planta que é polinizada por um agente abiótico, como o vento, tem grande quantidade de pólen e não apresenta néctar, odores ou cores fortes, já que não precisam atrair nada. 

Agora, quando se trata de uma planta polinizada por um agente biótico, pode-se notar algumas variações que garantem a atração de organismos vivos e, claro, uma recompensa. 

Você que é agricultor pode reparar. Isso pode ser percebido facilmente em flores com odores mais agradáveis e cheias de néctar. 

Isso nada mais é do que uma forma de atrair os animais que desejam uma recompensa e, depois, farão o papel de transportar o pólen. 

Abelhas: os principais agentes de polinização

Este tópico é mais um a título de curiosidade. As abelhas são consideradas um dos principais agentes de polinização na maioria dos ecossistemas mundiais. 

Alguns estudos relatam a importância das abelhas no meio ambiente, já que são capazes de preservar a vida vegetal e, também, garantir a manutenção da variabilidade genética. 

Estima-se que existem aproximadamente 20.000 espécies, mas esse número pode dobrar. Por isso, seriam necessários mais estudos sobre elas e as interações abelhas-plantas nos diversos biomas.

No entanto, por causa da redução das fontes de alimento e dos locais de nidificação, da ocupação intensiva das terras e do uso de agrotóxicos, as populações de abelhas silvestres estão sendo dizimadas. 

Sem dúvidas, isso prejudica não só a polinização, como também o bioma em que vivem. Além disso, o que torna a conservação das abelhas um processo difícil é a falta de conhecimento sobre elas. 

Em regiões tropicais, as abelhas sociais (Meliponina, Bombina e Apina) estão entre os visitantes florais mais abundantes.

No Brasil, as abelhas sem ferrão (Meliponina) estão entre as principais responsáveis pela polinização de 40% a 90% das espécies arbóreas.

Portanto, a preservação das matas nativas é quase estritamente dependente da preservação dessas espécies. 

Polinizadores nativos ou introduzidos 

Para os especialistas, os polinizadores nativos são mais eficientes do que os introduzidos, como é o caso da abelha europeia. 

Para que se tenha uma ideia, eles chegam a proporcionar uma diferença de até 200 gramas em um único fruto. Isso fará uma diferença significativa no preço de prateleira para o produtor. 

Para esse cálculo, é levado em consideração o serviço que os polinizadores fazem para a produção de alimentos.  

Então, observe o seguinte: se o produtor não tiver o agente polinizador, imagine o quanto ele não terá de gastar para que os grãos e frutos sejam formados. 

Quais são os principais polinizadores no Brasil?

Entender o que é polinização também envolve saber quais são os principais polinizadores existentes no Brasil. 

Em terras brasileiras, existem 600 espécies de animais que visitam diariamente as produções agrícolas. Deles, 250 apresentam potencial de polinização. A lista é composta de:

  • abelhas (que representam 66% das espécies);
  • besouros; 
  • borboletas;
  • mariposas;
  • aves;
  • vespas;
  • moscas;
  • morcegos; 
  • percevejos. 

As abelhas participam da polinização de 80% das plantas cultivadas ou silvestres, sendo polinizadores exclusivos de 65% delas.

Quais são os principais riscos para os agentes polinizadores?

Atualmente, os principais riscos que os agentes polinizadores correm estão relacionados à perda de perda de hábitat, mudanças climáticas, poluição ambiental, agrotóxicos, espécies invasoras, doenças e patógenos.

Mas, apesar de os riscos serem diversos, um deles é considerado o mais preocupante: o uso de agrotóxicos. 

Outra questão é a fragmentação de hábitat, que ocorre quando se perde um hábitat nativo para que esses polinizadores fiquem próximos à produção de alimentos. 

Quais são as principais oportunidades para os agricultores?

De acordo com o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, existem algumas oportunidades que podem ser aproveitadas pelos agricultores. 

Se o agricultor tem uma vasta agricultura e coloca diversos tipos de plantas no corredor, sem dúvidas ele estará oferecendo mais alimentos para os polinizadores e, ainda, atraindo novos para o local. 

Ou seja, ele estará fazendo a parte dele em contribuir para a preservação e a segurança desses agentes e, em contrapartida, irá assegurar melhorias para o seu plantio. Percebe como é uma via de mão dupla? 

Qual é a importância dos polinizadores para a agricultura no Brasil? 

Ainda sobre o que é polinização é importante também falar sobre como esse fator interfere na agricultura brasileira. 

Afinal, algumas culturas dependem parcialmente da polinização animal. Entre as principais estão: 

  • abóbora;
  • acerola;
  • cajazeira; 
  • cambuci;
  • castanha-do-brasil;
  • cupuaçu; 
  • fruta-do-conde; 
  • gliricídia; 
  • jurubeba;
  • maracujá; 
  • maracujá-doce; 
  • melancia; 
  • melão;
  • urucum. 

Agora, as que dependem totalmente: 

  • gabiroba;
  • goiaba;
  • jambo-vermelho;
  • murici;
  • pepino;
  • girassol;
  • guaraná;
  • tomate;
  • abacate;
  • pinhão-manso;
  • damasco;
  • cereja;
  • pêssego;
  • ameixa;
  • adesmia;
  • araticum. 

Por aqui, o agricultor pode consultar o valor da produção anual de algumas culturas no sítio da Internet do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Foi estabelecido somente o valor da polinização para apenas 44 culturas, que possuíam tanto a dependência quanto o valor da produção definido, segundo consta no documento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos

A produção total dessas 44 culturas, em 2013, foi de aproximadamente 45 bilhões de dólares. 

O valor econômico da polinização obtido para essas culturas no mesmo período foi de cerca de 12 bilhões de dólares, o que equivale a quase 30% do valor total. 

Como foi possível notar ao fim deste artigo sobre o que é polinização, ficou claro sobre qual é a real importância desse processo para a agricultura brasileira, a preservação do meio ambiente e o sucesso do plantio para os agricultores. 

Claro, o consumidor final também pode se beneficiar. Já que os frutos e sementes apresentam qualidade superior. 

Mas, para que tudo saia conforme o planejado, tudo é questão de saber fazer sua parte, enquanto produtor, e colaborar com a preservação dos principais agentes. 

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