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Mao masculina com ceu ao fundo pegando em planta pequena representanto o plantio

Plantio: o que é e qual é a sua importância para o agronegócio

À primeira vista, o plantio parece um simples ato de lançar uma semente na terra e aguardar o melhor momento para a colheita. 

Não que a ideia esteja errada, mas o processo exige um bom planejamento para que tudo saia conforme o planejado. 

Além disso, claro, o plantio também exerce um papel relevante para o agronegócio brasileiro; estamos falando sobre milho, soja e algodão, por exemplo. 

Apenas para ilustrar, este ano, o plantio da soja ocorreu dentro do período ideal. 

Por isso, o esperado é que haja um crescimento da produção em algumas regiões, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola Estatística da Produção Agrícola, do IBGE. 

Entre elas, estão Mato Grosso (18,6%), Paraná (173,1%), Goiás (14,5%), Mato Grosso do Sul (80,9%), Minas Gerais (55,3%), São Paulo (68,4%), Rondônia (17,2%), Tocantins (1,5%), Bahia (8,3%), Piauí (77,1%), Alagoas (50,2%) e Distrito Federal (54,2%).

Por aí, você já conseguiu entender um pouco a importância de saber o que é plantio, quais são as melhores técnicas e as épocas que garantem os melhores resultados. 

Continue lendo este artigo até o fim e veja tudo sobre o plantio. Boa leitura!

Plantio: você sabe o que é?

O plantio pode ser definido como a ação de semear, ou seja, lançar a semente na terra para que a planta germine, cresça e dê frutos. 

Contudo, o plantio não é feito necessariamente apenas por sementes. Algumas plantas são propagadas vegetativamente. 

Isso quer dizer que uma parte da planta, que não é a semente, é plantada e se desenvolverá até completar o seu ciclo. 

Um bom exemplo é a cana-de-açúcar. Parte do seu colmo (tipo de caule) é plantada no solo e gera uma planta geneticamente igual. 

A segunda planta é um clone da planta-mãe. O nome dado ao processo é propagação assexuada.

Quais são os três tipos que existem? 

Existem três tipos de plantio que os agricultores podem adotar. São eles: 

Convencional 

No plantio convencional, são aplicados os métodos de aração e gradagem entre um cultivo e outro. Em 2017, foi usado por 45% dos agricultores entrevistados, segundo o Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2017. 

Direto 

O plantio direto é um método em que se cultiva a cultura em cima da palhada seca da cultura anterior.  Em 2017, representou 19% dos sistemas de preparo do solo adotados pelos agricultores no Brasil

Por isso, é extremamente importante que o agricultor se lembre de fazer a rotação de culturas nesse tipo de plantio. 

Desse modo, é possível evitar ou até mesmo minimizar ataques de pragas. 

Cultivo mínimo 

Por último, o cultivo mínimo está entre o plantio direto e o sistema de plantio convencional. 

Basicamente, ele exige o menor número possível de operações para preparar o solo. 

No Brasil, 36% dos agricultores aplicaram esse tipo de cultivo

Desde 1970, existe o Sistema de Plantio Direto (SPD) em solo brasileiro. Tudo começou no Paraná e, desde então, o plantio direto responde pelas maiores áreas de plantio que aplicam a técnica de preparação de solo sem aração ou gradagem. 

Além disso, existe uma cobertura feita por plantas em desenvolvimento e resíduos vegetais. Assim, o território desenvolve uma camada própria de proteção. 

Qual é a importância de planejar?  

Como explicamos, um bom plantio exige planejamento. Isso porque o sucesso dele depende de alguns fatores internos, externos e, também, de investimentos. 

Estamos falando sobre maquinários, janela de plantio, insumos, mão de obra, entre outros itens. 

Então, o planejamento adequado do plantio fará com que o agricultor compreenda melhor o processo e esteja preparado para lidar com os contratempos. 

Ao estar atento a essa etapa, é possível delimitar o caminho a ser percorrido, a fim de reduzir possíveis erros, otimizar melhor o tempo e escolher os recursos que serão utilizados. 

Ao final do processo, resumidamente, ele terá um lucro maior investindo menos. 

Como realizar um bom planejamento do plantio?

Como já falamos até agora, não basta lançar as sementes na terra e ficar aguardando que a natureza opere sozinha. 

O agricultor também precisa fazer sua parte. Isso quer dizer estudar o mercado, conhecer todo o processo da cadeia produtiva, escolher o melhor tipo de semente para a sua região e, claro, o tipo de solo

Mas não é só isso. Outras questões que devem ser levadas em conta são: 

  • revisar as máquinas quando não estiverem sendo usadas;
  • comprar a semente no momento certo para garantir o melhor preço;
  • verificar o melhor momento para a venda da produção. Nessa fase, é essencial contar com a ajuda de um técnico ou engenheiro agrônomo, que saberão dar as melhores orientações ao produtor. 

Por que o plantio direto é considerado uma importante ação ambiental brasileira?

O plantio direto é considerado uma das principais ações ambientais brasileiras do ponto de vista das recomendações da Conferência da Organização das Nações Unidas (Eco-92) e da Agenda 21 brasileira, indo ao encontro do que foi acordado na assinatura do Protocolo Verde.

No Brasil, algumas regiões conhecem bem essa técnica, mais precisamente desde o início dos anos 70, quando começou na região Sul. 

Desde então, a adoção por parte dos agricultores tem sido cada vez mais crescente, chegando ao Cerrado. 

Hoje, no Brasil, a área agrícola onde ocorre o plantio direto corresponde a
9 milhões de hectares.

Claro, essa prática não é a favorita dos agricultores apenas pelos benefícios ao meio ambiente. Entre as principais vantagens estão: 

• melhor retenção de umidade, havendo rendimentos maiores em períodos de seca;

• não oferece riscos de erosão. Por isso, não é necessário o replantio, que exige novo preparo de solo e, consequentemente, gera maior gasto de combustível, sementes e adubos. Sem dúvidas, esses detalhes aumentam consideravelmente os custos de produção e, o que é pior, não isentam o agricultor de ter um fracasso na safra por causa de um plantio fora de época;

• mais tempo para semear (é possível semear entre 6 e 12 dias após uma chuva);

• possibilidade de aproveitar as melhores épocas de plantio e, também, o plantio de maior área no mesmo espaço de tempo, principalmente quando ocorrem chuvas esparsas. 

Plantio direto e plantio convencional: quais as principais diferenças?

Por último, é importante ainda explicarmos os dois principais tipos de plantio aplicados pelos agricultores: plantio direto e plantio convencional. 

Pode-se dizer que existem diversas diferenças entre esses dois tipos quanto ao manejo do solo. 

No entanto, a principal diz respeito ao revolvimento da terra. 

No sistema convencional, por exemplo, o solo fica exposto até a cultura ser plantada. Confira as etapas de cada um deles. 

Plantio convencional

O plantio convencional consiste nas seguintes etapas:

Etapa 1
Na primeira etapa, são utilizados arados escarificadores ou grades pesadas para preparar o solo, deixando-o mais frouxo.

Dessa forma, o solo estará pronto para receber corretivos e fertilizantes; além disso, as plantas daninhas poderão ser retiradas e será possível descompactar a camada mais superficial. 

A parte tratada geralmente tem uma profundidade de até 15 ou 20 cm.

Etapa 2 

Depois, o solo passa por um processo de destorroamento e nivelamento da parte arada por meio da gradagem. 

Normalmente, isso é feito com grades leves em duas passadas.

Etapa 3 

É somente na terceira etapa que o agricultor entra com a semeadura, que pode ser feita manualmente ou por meio de semeadeiras. 

A operação de adubação é feita simultaneamente, com o auxílio das
semeadeiras-adubadoras.

Etapa 4 

Assim que o plantio é finalizado, as culturas podem ser tratadas. Esse preparo convencional do solo consiste no revolvimento dele em suas camadas superficiais. 

Os objetivos são:

  • reduzir a compactação;
  • incorporar corretivos e fertilizantes;
  • aumentar a porosidade do solo para melhorar a permeabilidade;
  • provocar o corte e o enterrio das plantas daninhas.

Essas ações são benéficas por um lado, mas, por outro, acabam dispersando argilas que contêm nutrientes necessários para a planta. 

Tais substâncias são levadas pelo vento e pela chuva e deixam o solo exposto aos agentes erosivos. 

Plantio direto

Já o plantio direto consiste nas seguintes etapas:

Etapa 1

Aqui, as camadas compactadas do solo são eliminadas antes da implantação do sistema. 

Etapa 2 

Em seguida, é necessário nivelar o terreno com sulcos ou valetas. O objetivo é tentar ao máximo deixar a área mais homogênea. 

Etapa 3

Nessa etapa, o solo será corrigido de acordo com suas necessidades. Caso necessário, será aplicado calcário. Quanto mais fundo ele for incorporado, melhor.

Etapa 4 

Antes de dar início ao plantio direto, é preciso realizar o controle do crescimento das ervas daninhas. 

Etapa 5 

Nessa etapa, os restos de culturas são colhidos e espalhados. Para isso, está liberado o uso de um picador de palhas.

Etapa 6

Os herbicidas são pulverizados no solo. 

Etapa 7

Por último, chegou a hora de realizar o plantio. As máquinas abrem sulcos e depositam sementes e fertilizantes em quantidades adequadas. Depois, é só fechar o sulco.

Como você pode ter notado, o plantio exige alguns cuidados que devem ser levados ao pé da letra. Exige bastante planejamento e investimento. Plantar as sementes sem o mínimo de preparo não renderá bons resultados. 

Além disso, entre as principais formas de plantio, o direto é um dos mais utilizados pelos agricultores. Além de ser relativamente mais prático, também colabora com o meio ambiente. 

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