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Fazendeiro segurando a terra roxa nas maos ao por do sol.

Terra roxa: um dos solos mais ricos para a agricultura

Terra roxa, massapé, salmourão e aluviais são os quatro principais tipos de solo que encontramos no Brasil. 

Para se ter uma ideia, nosso país é o quinto maior do mundo em dimensões territoriais, ocupando uma área equivalente a 8.514.876 km², segundo o Instituto Agro. 

Então, quando o assunto é diversidade de solos, nós merecemos reconhecimento. O motivo? 

A terra é composta de vários elementos – matéria orgânica, minerais, gases e água –, que, dependendo da região, são variáveis. 

Só por essa pequena introdução, não fica difícil de entender a razão de os produtores agrícolas, independentemente de onde estejam, conseguirem engatar e cultivar uma gama variada de grãos, por exemplo. 

Mas, hoje, nossa pauta é sobre a terra vermelha, que é conhecida como roxa, e, ao longo deste artigo, você entenderá o motivo. Boa leitura! 

Quais são os principais tipos de solo no Brasil?

Neste artigo, traremos todas as características da terra roxa, o que é, onde pode ser encontrada, qual é a melhor forma de manejo, entre outras características. 

Mas, a título de curiosidade, como mencionamos na introdução que o Brasil é rico em diversos tipos de solos, falaremos brevemente sobre cada um deles.

Massapé

É basicamente formado a partir da decomposição de gnaisses de tonalidade escura, como o calcário e o filito.

Também é um solo bastante fértil e pode ser encontrado na Zona da Mata, próximo ao litoral nordestino. Normalmente, é destinado para o cultivo da cana-de-açúcar.

Aluviais

Os solos aluviais são formados pela sedimentação em planícies de materiais que levados pelos rios e ventos. Esse solo é comum em zonas alagadas, várzeas e vales. 

Por apresentarem um bom nível de fertilidade, as culturas mais indicadas são arroz e feijão.

Salmourão

Por último, temos o salmourão, que é o menos fértil e mais ácido; pode ser encontrado no Sul do Brasil.

Apesar dessa característica, quando é cuidado da forma correta, também pode ser usado para agricultura. 

Sua composição é de material orgânico, degradação de rochas gnaisses claras e rochas graníticas. Seu aspecto é mais arenoso e menos úmido. 

Depois dessa breve apresentação, é importante falarmos sobre a importância do solo, além do plantio. 

Sucintamente, o solo é importante para a vida dos seres vivos em geral a partir dos benefícios que ele pode proporcionar.

Entre os principais, está o fornecimento de nutrientes para a terra, que vão garantir um bom plantio de alimentos ricos em vitaminas e minerais indispensáveis para a saúde e o bem-estar dos seres humanos.

Além disso, o solo ainda cumpre outras funções, como o armazenamento e o escoamento e infiltração da água na superfície. Por isso, é essencial para o desenvolvimento dos ecossistemas. 

Como é feita a classificação de solos?

O Brasil conta com uma vasta variedade de solos, como pôde ser visto. Todos foram sendo formados a partir do clima, do material de origem, relevo, organismos e o tempo. 

Todos colaboram e muito com a agricultura do país, além de executar outros papéis essenciais para a vida.

Aqui, quem faz a classificação de solos é o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS)

Trata-se de um sistema multicategórico, descendente e de abrangência nacional aberto a atualizações e inserções e hierarquizado em seis diferentes níveis categóricos inseridos na Chave do Sistema Brasileiro de Classificação dos Solos. 

De maneira geral, estão divididos em:

  • Zonais


Os solos zonais costumam ser bem desenvolvidos, maduros e profundos. Estão subdivididos em latossolos, podzóis, solos de pradaria e desérticos.

  • Intrazonais 


Os intrazonais também são bem desenvolvidos, se relacionam com o relevo local e sofrem influência de fatores externos. Basicamente, são divididos em solos salinos e solos hidromórficos.

  • Azonais

Os azonais são os menos desenvolvidos, rasos e não possuem relação com o clima da região em que se encontram. Esses são subdivididos em solos aluviais e litossolos.

Após essa explicação, agora sim vamos à pauta deste artigo: terra roxa. 

Terra roxa: o que é?

Quando os imigrantes italianos chegaram ao Brasil, no século XIX, para cultivar café, deram o nome de terra roxa, “terra rossa”, ao tipo de solo que aqui encontraram. 

Rossa”, em italiano, significa “vermelha”, mas, com o passar dos anos, a palavra começou a ser entendida como “roxa” pelos brasileiros. Ou seja, nós fomos os responsáveis por espalhar esse nome por todo o território nacional. 

Por isso, até existe uma brincadeira: se o solo é vermelho, por que o chamamos de roxo? 

De qualquer forma, sua coloração é avermelhada e pode ser encontrada com facilidade nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. 

A terra roxa, além disso, é classificada na ordem dos latossolos, um dos mais abundantes no Brasil. Com argissolos e neossolos, ocupam cerca de 70% da área do país, segundo dados da Embrapa. 

Os latossolos, de maneira geral, são bastante porosos, permeáveis, com ótima drenagem (ou seja, não haverá com excesso de água). Além disso, as cores são bem variadas (vermelho, amarelo, vermelho-amarelado, entre outras). 

Apenas para contextualização geral, é importante dizer que são essas características que também permitem que o Brasil tenha um papel relevante na agropecuária.  

Por isso, o país acaba sendo reconhecido como um dos principais produtores de grãos e importador de fertilizantes. 

Os latossolos são um tipo de solo riquíssimo para o cultivo de culturas anuais de grãos como a soja e o milho. Sua textura pode variar entre argilosa e muito argilosa, sendo bastante porosos (porosidade total superior a 50%). 

Uma característica bastante interessante é que esse solo é composto de materiais que são atraídos por ímã

Quais são os fatores limitantes da terra roxa? 

Apesar de a terra roxa ser considerada um solo rico, isso não quer dizer que não apresente riscos. Por isso, é relevante trazê-los aqui. 

Se estiverem localizada em relevos ondulados, apresenta grandes riscos de erosão

Mas se o solo for álico em profundidade, pode apresentar limitações para o desenvolvimento radicular. 

Lavouras e agropastoris: os mais recomendados para a terra roxa

Como mencionamos nos tópicos anteriores, as terras roxas estruturadas são os solos de maior importância agrícola. 

As eutróficas já são mais recomendadas por seu potencial produtivo, e as distróficas e álicas respondem bem à aplicação de fertilizantes e corretivos. 

Por isso, o agricultor deve conhecer bem quais são as características do solo antes de investir em grãos, insumos ou pensar na melhor atividade ou cultura para ele. 

Com exceção do relevo, todos os solos citados são bons para lavouras e outros usos agropastoris. 

Qual é a melhor forma de manejo? 

Para além de conhecer bem as características do solo, também é preciso entender quais são as melhores formas de manejo. Então, veja as recomendações. 

  • Verifique a profundidade efetiva do solo, caso seja necessário utilizar o sistema de preparo mais adequado (mecânico ou tração animal).
  • Cuidado com as erosões; esse solo está localizado em relevos movimentados. 
  • Quando o solo dispuser de quantidade insuficiente de nutrientes, verifique a dosagem correta de adubos e corretivos, já que sua resposta à adubação é rápida e alta. 

Tomando esses cuidados, você evitará perder uma lavoura inteira ou ter gastos desnecessários. 

Como a terra roxa é formada? 

A terra roxa foi formada após milhões de anos de decomposição de rochas basálticas. 

Por isso, o solo é rico em óxidos minerais, ou seja, uma ótima alternativa para o plantio de diversas culturas. 

Justamente por isso, chega a ser considerada uma das mais valiosas e caras do Brasil. 

Como a terra roxa deve ser adubada?

Se você está se perguntando qual a melhor forma de adubar a terra roxa, já que dissemos que ela é rica e responde rapidamente à adubação, falaremos sobre isso agora. 

A terra roxa é argilosa por conter alumínio, magnésio, ferro, potássio e lítio. Por isso, tem facilidade para a compactação, o que dificulta a circulação do ar e da água por meio do solo.  

Mas há uma solução para isso. Para corrigir esse problema, você deverá estar disposto a investir em condicionadores que deixem a terra mais porosa e que enriqueçam o solo com matéria orgânica. 

Investir em matéria orgânica é, sem dúvidas, um dos cuidados mais importantes. 

Afinal, é ela que aumentará a porosidade da terra vermelha, condicionará o solo e reduzirá sua densidade; consequentemente, haverá maior retenção de umidade. 

Agora que você acabou sua leitura, já deu para entender por que dissemos que a terra roxa é importante para a agricultura; ela é rica e não exige cuidados tão rigorosos. 

Mas, claro, é importante estar disposto a investir em tecnologia e insumos agrícolas adequados para ter um bom proveito. 

TerraMagna: para você, agricultor, continuar cuidando do seu bem mais importante 

Independentemente de qual seja o tipo de solo que você tem disponível em suas terras, é importante aplicar os melhores insumos, grãos e tecnologia do mercado. 

Por isso, a TerraMagna concede crédito rápido, fácil e sem burocracia para os agricultores. 

Venha conversar com a gente e entender o que podemos fazer por você. 

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